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Gorila quase não bebe água, pesa até 270 kg, constrói ninho diário, evita brigas, defende família, usa ferramentas, tem digitais, aprende sinais e enfrenta chimpanzés em risco hoje de extinção

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 14/01/2026 às 21:22
Assista o vídeogorila em risco, com água obtida por folhas, ninho diário no chão da floresta, tensão com chimpanzés e uso de ferramentas que revela inteligência, rotina social e desafios de conservação
gorila em risco, com água obtida por folhas, ninho diário no chão da floresta, tensão com chimpanzés e uso de ferramentas que revela inteligência, rotina social e desafios de conservação
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Na África, o gorila vive em grupos liderados por um costas prateadas, mede 1,20m a 1,80m, pode chegar a 270 kg e tem braços de até 2,60m. Alimenta-se de folhas suculentas, raramente bebe água, constrói ninho todo dia e está ameaçado por caça e desmatamento, com 316 mil no ocidente

O gorila é o maior primata vivo e, ao mesmo tempo, um animal que costuma evitar brigas quando existe outra saída para definir dominância. Na África, onde ele ocorre em regiões específicas, o tamanho impressiona, mas a sobrevivência do grupo depende de rotina, hierarquia e comunicação para reduzir risco de confronto.

Por trás da caricatura de “monstro” de filmes, o relato do canal Zoomundo diz que o gorila aparece como um gigante majoritariamente pacífico, com laços familiares fortes, defesa coletiva e decisões que priorizam fêmeas e filhotes. Só que essa engrenagem social fica frágil quando floresta, alimento e território perdem estabilidade.

Espécies, subespécies e onde o gorila vive

gorila em risco, com água obtida por folhas, ninho diário no chão da floresta, tensão com chimpanzés e uso de ferramentas que revela inteligência, rotina social e desafios de conservação

Atualmente, são reconhecidas duas espécies: Gorilla gorilla, o gorila-do-ocidente, e Gorilla beringei, o gorila-do-oriente.

Cada espécie se divide em duas subespécies, formando quatro linhagens citadas no relato: gorila-ocidental-das-terras-baixas (Gorilla gorilla gorilla), gorila-do-rio-Cross (Gorilla gorilla diehli), gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei) e gorila-das-planícies-orientais ou gorila-de-grauer (Gorilla beringei graueri).

A distribuição biogeográfica é descrita como reduzida.

O gorila-do-ocidente vive perto da costa atlântica da África, incluindo países como Nigéria, Camarões e Congo.

Já o gorila-do-oriente aparece mais perto da região do rifte africano, em países como Uganda, Ruanda e parte da República Democrática do Congo.

Tamanho, força e marcas que identificam o gorila

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O relato descreve o gorila com altura típica entre 1,20m e 1,80m, mas com massa muito superior à humana: entre 100 e 270 kg, com menção a indivíduos chegando perto de 300 kg na natureza.

Os braços são longos, com envergadura de até 2,60m, uma característica que pesa na locomoção e na força.

Essa força é tratada como fora do padrão: machos conseguiriam levantar até cerca de 4 vezes o próprio peso, enquanto homens adultos levantariam em média 1 vez o próprio peso ou menos.

Além disso, o gorila tem impressões digitais únicas por indivíduo, um detalhe biológico que reforça a proximidade com outros grandes primatas.

O levantamento também cita uma particularidade sanguínea: aparentemente, gorilas teriam apenas a tipagem O, e não o sistema completo ABO citado para outros hominídeos.

Evolução, família Hominidae e um fóssil raro

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O gorila integra a família Hominidae, junto de orangotangos, chimpanzés e humanos.

O relato indica que a linhagem do gorila teria se separado da linhagem que levaria aos humanos há cerca de 7 milhões de anos.

Também menciona que a subfamília Homininae pode ter surgido há cerca de 12 milhões de anos, e que entre 7 e 8 milhões de anos atrás teriam se separado as linhagens de gorilas, chimpanzés e humanos.

Há uma observação importante sobre fósseis: são conhecidos mais fósseis da linhagem humana do que da linhagem dos gorilas e chimpanzés.

No caso do gorila, aparece o Chororapithecus, descoberto entre 2005 e 2007, representado por apenas nove dentes isolados, ainda com debate sobre sua posição exata na árvore evolutiva, embora muitos pesquisadores o considerem próximo dos gorilas.

Vida em grupo, costas prateadas e proteção do território

O gorila costuma viver em grupos com várias fêmeas, filhotes e um macho dominante chamado “silverback” ou costas prateadas, porque os pelos das costas ficam grisalhos ao amadurecer.

O relato cita que, embora a presença comum seja de um costas prateadas por vez, já foram reportados até oito machos maduros em um mesmo grupo de gorila-das-montanhas, sugerindo tolerância maior entre machos nessa subespécie, com possível ganho de proteção coletiva.

O ciclo social também é detalhado.

Por volta dos 12 anos, um gorila macho pode amadurecer e abandonar o grupo natal, buscando formar um novo harém com fêmeas migrantes de outros grupos para se tornar um novo costas prateadas.

Em outros casos, o macho permanece como subordinado até o dominante morrer, tentando substituí-lo depois.

Após a morte de um costas prateadas, o relato descreve que fêmeas e filhotes frequentemente se dispersam buscando outro protetor, mas também há registros em que as fêmeas permaneceram unidas até a chegada de um novo líder, reduzindo vulnerabilidade de filhotes.

Dieta, por que o gorila quase não bebe água e onde a água entra

A dieta do gorila é apresentada como majoritariamente vegetal.

Ele se alimenta de folhagem, incluindo folhas, ramos e brotos, com frutas em menor parte.

O ponto central é que o gorila raramente bebe água, porque as folhas consumidas são suculentas e, junto com o orvalho da manhã, cobririam grande parte da necessidade de água.

Ainda assim, há registros de gorila das montanhas e das planícies bebendo água em rios e lagos ocasionalmente.

O relato também diferencia subespécies: gorila-das-planícies-orientais incluiria mais frutas do que qualquer outra população, enquanto gorila-ocidental-das-terras-baixas seria o mais associado ao consumo de insetos, incluindo formigas e cupins.

Mesmo assim, o eixo segue o mesmo: a água costuma vir do que o gorila come.

Ninho diário, sono longo e a rotina no chão da floresta

O ninho é uma das rotinas mais marcantes.

O gorila constrói ninho para dormir usando galhos e folhas e faz um ninho novo a cada dia, mesmo quando o antigo ainda está perto.

Ao contrário de chimpanzés e orangotangos, o gorila dormiria no chão, não em árvores, o que torna a escolha do local do ninho um gesto de segurança e estratégia.

A duração do sono também se destaca: o gorila dorme em torno de 12 horas por dia, acima do padrão humano citado no relato.

Em termos práticos, isso significa que a estabilidade do território e o acesso a alimento e água são decisivos para manter essa rotina diária de descanso, ninho e deslocamento.

Comunicação, vocalizações e o bater no peito

A comunicação do gorila é descrita como menos complexa do que a de chimpanzés e, obviamente, a humana.

Ainda assim, o levantamento aponta 25 tipos diferentes de vocalização, usados principalmente quando o grupo está sem contato visual, como na passagem por mata densa.

O gesto mais conhecido é o bater no peito, geralmente acompanhado de vocalização, algo que pode parecer intimidador para quem observa.

O relato ressalta que o motivo não é totalmente conhecido, mas as hipóteses citadas incluem demonstração de força e status de dominância, permitindo que indivíduos estabeleçam dominância sem recorrer a luta perigosa, reforçando a ideia de que o gorila tende a evitar brigas quando há alternativa.

Chimpanzés, leopardos e os riscos na borda do território

Na natureza, o predador natural citado para o gorila é o leopardo, capaz de atacar indivíduos jovens e também se alimentar de carcaças. Ataques diretos a adultos são descritos como improváveis.

O conflito mais sensível, porém, aparece com chimpanzés.

O relato afirma que gorila e chimpanzés podem coexistir pacificamente quando há alimento suficiente e que, em áreas pobres em recursos, chimpanzés tenderiam a consumir mais frutas, enquanto o gorila ficaria mais na folhagem.

Ainda assim, são citados episódios de 2021 envolvendo grupos de chimpanzés com 27 indivíduos atacando grupos de gorila com 5 e 7 indivíduos, com morte de filhotes e ferimentos em chimpanzés em um dos casos.

O cenário sugerido é disputa territorial entre primatas, em uma região onde alimento e espaço podem variar ao longo do tempo.

Ferramentas, aprendizado e linguagem de sinais

O gorila é descrito como inteligente e capaz de fazer e usar ferramentas.

O relato cita uso de galhos para atravessar áreas pantanosas e pedaços de madeira como ponte, além de variações culturais associadas a modos distintos de preparar comida e fazer ferramentas.

Também menciona um registro de 2005 de um gorila jovem usando pedras para quebrar nozes em um santuário, mais um exemplo de ferramentas em situação observada.

Em cativeiro, o caso mais emblemático citado é o de Koko, uma gorila-ocidental-das-terras-baixas que viveu até 2018.

Ela teria aprendido mais de 1000 sinais de uma linguagem de sinais adaptada e compreendido mais de 2000 palavras em inglês, com registro de visita do ator Robin Williams em 2001.

O ponto central é que, em condições específicas, o gorila pode ampliar repertórios de comunicação, sem que isso apague as diferenças entre comunicação animal e linguagem humana.

Longevidade, casos extremos e o peso da conservação

O gorila costuma viver em torno de 30 a 40 anos e, em cativeiro, pode passar de 50. O relato cita dois recordes recentes, com mortes em 2017 e 2022 aos 60 e 61 anos.

Também aparece o caso de Snowflake, o único gorila albino conhecido, que morreu em 2003 aos 39 anos no Zoológico de Barcelona, com problemas de visão e morte por câncer de pele associada ao albinismo, além do registro de que sua família foi morta por um caçador na Guiné Equatorial.

Na conservação, os números citados são diretos: estima-se cerca de 316 mil indivíduos de gorilas-ocidentais e apenas 5 a 8 mil gorilas-orientais.

Por isso, o relato afirma que todas as espécies e subespécies de gorila são tratadas como ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção, com caça, consumo de carne e desmatamento como vetores dominantes.

Quando a floresta some, a água vira detalhe e o ninho perde segurança

Quando a floresta perde continuidade, o gorila perde alimento, perde material para ninho e perde corredores de deslocamento.

A água, que costuma vir de folhas suculentas e do orvalho, passa a depender mais de acesso a rios e lagos, o que pode exigir travessias por áreas mais expostas, elevando risco de encontro com humanos e tensão territorial.

O resultado é um ciclo de vulnerabilidade: menos floresta, menos ninho seguro, mais pressão sobre grupos familiares e maior chance de contato forçado com chimpanzés em áreas comprimidas.

Para um gorila que depende de rotina e proteção do grupo, a instabilidade do ambiente pesa tanto quanto predadores, porque atinge o básico: comer, descansar, obter água e manter filhotes vivos.

Qual parte da vida do gorila mais te surpreende: quase não precisar de água, fazer ninho todo dia, ou conseguir usar ferramentas mesmo vivendo sob risco de extinção?

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Miriam Gonçalves
Miriam Gonçalves
16/01/2026 20:32

A falta de vida livre, sem ser perseguido. Assim como todos os outros animais eles compõem a natureza livre. Necessitam de respeito e proteção com urgência.

Alexandre
Alexandre
16/01/2026 17:38

O que mais me surpreende é o Botafogo achar que o Flamengo é rival

Maria Batcellos
Maria Batcellos
16/01/2026 10:51

Conheci gorilas na Guiné Equatorial e no Gabão. Faltou citar aí pois nos parques de Monte Allen na GE e no Park de lá Lope no Gabão, a presença de gorilas é importante.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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