O Google renomeia o Golfo do México para “Golfo da América” nos EUA, seguindo a ordem de Trump. Mudança gera debate
O Google Maps agora exibe o “Golfo da América” para usuários nos Estados Unidos. A mudança reflete uma ordem executiva do ex-presidente Donald Trump, alterando a nomenclatura geográfica de uma das maiores massas de água da região.
A decisão faz parte de uma política de Trump que visava ‘restaurar’ o orgulho americano na história da grandeza americana.
A alteração do nome do Golfo do México para Golfo da América segue o mesmo princípio da renomeação do Monte Denali, no Alasca, que voltou a se chamar Monte McKinley após ter sido alterado durante o governo Obama para reconhecer o nome indígena.
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A mudança gerou debates sobre suas implicações culturais e históricas. O Golfo do México é um nome em uso há séculos, reconhecido internacionalmente. Agora, pelo menos para os americanos, ele passará a ser identificado de outra forma.
‘Golfo da América’: Google segue o diretório oficial
A atualização no Google Maps ocorreu porque a empresa segue os nomes reconhecidos por fontes oficiais do governo. Assim, quando o Serviço Geológico dos EUA alterou o nome, a mudança foi replicada automaticamente no aplicativo.
Mas isso não significa que todos os usuários verão o mesmo nome. Quem acessa o Google Maps do México, por exemplo, continuará vendo “Golfo do México”.
O mesmo acontece com outros nomes geográficos polêmicos, como o Mar do Japão, que aparece como “Mar do Leste” em algumas regiões da Ásia.
Reação internacional e impacto diplomático
A decisão gerou efeito imediato no México. A presidente Claudia Sheinbaum anunciou que enviará uma carta ao Google questionando a mudança. O país considera o nome tradicional um marco histórico e cultural e vê a decisão como um gesto político.
Além do México, a questão pode afetar outras relações internacionais. Mudanças desse tipo são vistas como tentativa de reescrever narrativas históricas, algo que os governos costumam contestar em fóruns diplomáticos.
Apple Maps ainda não atualizou nome
Enquanto o Google implementou rapidamente a mudança, a Apple ainda não alterou a nomenclatura em seu aplicativo de mapas. Buscas por “Golfo da América” não retornam resultados, indicando que a empresa pode estar avaliando o impacto antes de seguir a nova direção.
Curiosamente, tanto o CEO do Google, Sundar Pichai, quanto o CEO da Apple, Tim Cook, serviram na posse de Trump e doaram US$ 1 milhão para o fundo inaugural do presidente. Mas, nesse caso, as empresas parecem ter adotado abordagens diferentes.
Consequências além dos mapas
A mudança também afeta as agências federais americanas. A Administração Federal de Aviação (FAA) e a Guarda Costeira dos EUA já atualizaram mapas e sistemas de navegação. Isso inclui documentos de aviação, manuais marítimos e avisos de segurança.
A renomeação de Monte McKinley segue a mesma lógica e reverte uma decisão do governo Obama, que havia dado ao local o nome indígena “Denali”. Para a administração Trump, a mudança anterior foi uma “afronta” ao legado do ex-presidente William McKinley.
Com informações de Interesting Engineering.
