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Golpe na praia: ambulante tenta cobrar R$ 7 mil por açaí de argentinas no Rio de Janeiro

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 05/03/2026 às 20:52
Atualizado em 05/03/2026 às 20:53
Golpe na praia do Rio: ambulante cobra R$ 700 por açaí de turistas argentinas após tentar transação de R$ 7 mil via Pix.
Foto: IA
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Golpe na praia do Rio: ambulante cobra R$ 700 por açaí de turistas argentinas após tentar transação de R$ 7 mil via Pix.

Um golpe na praia envolvendo turistas argentinas terminou com a prisão de um vendedor ambulante na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no último domingo (1º). O homem tentou cobrar R$ 7 mil por dois potes de açaí após inserir o valor no Pix das vítimas.

Quando a transação foi recusada, ele alterou o valor e conseguiu realizar uma cobrança de R$ 700, dez vezes acima do preço combinado. Após perceberem o golpe, as argentinas acionaram a Guarda Municipal, que localizou o suspeito e efetuou a prisão.

O caso chamou atenção nas redes sociais e levantou novamente o alerta sobre golpes contra turistas em praias brasileiras, especialmente envolvendo pagamentos digitais.

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Como aconteceu o golpe do açaí na praia

O episódio ocorreu quando duas argentinas que visitavam o Rio de Janeiro decidiram comprar açaí de um vendedor ambulante que circulava pela praia.

Durante a negociação, o ambulante informou que dois potes de açaí custariam R$ 70. As turistas aceitaram a oferta e concordaram em pagar via Pix.

Segundo a Guarda Municipal, o vendedor pediu o celular de uma das vítimas para inserir os dados da transação. Nesse momento, ele tentou aplicar o golpe.

Primeiro, digitou R$ 7 mil no aplicativo bancário. Como a transação não foi autorizada, o ambulante rapidamente alterou o valor para R$ 700, conseguindo concluir o pagamento.

Somente depois de receber o celular de volta, as argentinas perceberam que tinham sido vítimas de um golpe do açaí na praia.

Argentinas pedem ajuda após perceber golpe

Assim que identificaram a cobrança indevida, as turistas procuraram agentes da Guarda Municipal que realizavam patrulhamento no local.

Os agentes iniciaram buscas pela orla para localizar o vendedor ambulante.

Ao perceber a presença da guarda, o suspeito tentou fugir correndo pela praia. No entanto, ele foi alcançado após um agente utilizar uma pistola de eletrochoque para contê-lo.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), onde o ambulante foi autuado em flagrante.

Crime de estelionato e fraude eletrônica

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), o caso foi registrado inicialmente como estelionato, crime previsto no Artigo 171 do Código Penal Brasileiro.

Esse tipo de crime ocorre quando uma pessoa obtém vantagem ilícita causando prejuízo financeiro a outra.

No caso específico do golpe aplicado nas argentinas, também pode haver enquadramento como fraude eletrônica, pois a transação foi realizada por meio de Pix.

Essa modalidade de crime está prevista no Artigo 171, § 2º-A do Código Penal, que trata de golpes realizados por meios digitais.

A pena prevista pode chegar a 4 a 8 anos de prisão, além de multa.

Tentativa de golpe maior não deu certo

Mesmo que o primeiro valor digitado — R$ 7 mil — não tenha sido autorizado pelo sistema bancário, a Justiça considera que houve tentativa de fraude.

Além disso, como o ambulante conseguiu realizar a cobrança de R$ 700, o crime foi efetivamente consumado.

Na prática, o vendedor cobrou dez vezes mais que o valor combinado, caracterizando prejuízo direto às vítimas.

Resistência à prisão também pode gerar punição

Outro ponto considerado pelas autoridades foi a tentativa de fuga do suspeito.

Quando percebeu que seria abordado, o ambulante correu pela praia tentando escapar da abordagem policial.

Segundo o Artigo 329 do Código Penal, resistir a uma prisão em flagrante mediante violência ou ameaça também configura crime.

A pena prevista pode variar de dois meses a dois anos de detenção.

Golpe na praia não é caso isolado

A Guarda Municipal informou que golpes contra turistas têm ocorrido com frequência na cidade, principalmente em locais com grande circulação de visitantes.

Segundo a corporação, situações semelhantes já foram registradas recentemente.

Em fevereiro, outra equipe do GTM registrou ocorrência semelhante. Um ambulante foi detido por cobrar R$ 2,4 mil por duas latas de cerveja a duas turistas dinamarquesas durante jogo no Maracanã. A ação aconteceu no dia 12, informou a Guarda Municipal do Rio.

Casos como esse reforçam o alerta para que turistas evitem entregar o celular a desconhecidos durante pagamentos via Pix, especialmente em ambientes movimentados como praias.

Investigação dos EUA levanta suspeita de base chinesa no Brasil

Enquanto o caso do golpe do açaí envolvendo argentinas repercute no país, outro tema internacional também ganhou destaque.

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos aponta suspeitas de que o Brasil possa estar abrigando uma rede de instalações espaciais ligadas à infraestrutura militar da China.

A investigação foi conduzida pelo Comitê Seleto sobre a China, que afirma existir cooperação científica com potencial uso militar.

Instalações em Salvador e na Paraíba entram no radar

Segundo o relatório, uma das estruturas citadas é a chamada Estação Terrestre Tucano, localizada em Salvador.

Embora o projeto seja apresentado como um centro para análise de dados de satélites civis, investigadores americanos afirmam que a tecnologia possui “uso duplo”.

Isso significa que equipamentos utilizados para observação espacial também poderiam monitorar satélites e rastrear alvos militares.

Outro ponto citado no relatório está na Serra do Urubu, na Paraíba, onde foi criado em 2025 um laboratório de radioastronomia em parceria com universidades brasileiras.

Deputado americano pede reação contra influência chinesa

O deputado republicano John Moolenaar afirmou que os Estados Unidos e seus aliados precisam reagir ao avanço da infraestrutura chinesa na região.

Segundo o relatório, algumas dessas instalações estariam “profundamente integradas ao sistema de defesa da China”, o que poderia transformar pesquisas acadêmicas em ferramentas estratégicas de vigilância.

Até o momento, nem o governo brasileiro nem o governo chinês comentaram oficialmente as acusações.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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