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GM faz 100 anos no Brasil, troca presidente e encara missão dura: depende de uma só plataforma, sofre com correia banhada em óleo, lança SUV Sonic, mas segue sem híbrido e sem rumo

Escrito por Carla Teles
Publicado em 09/04/2026 às 11:26
Atualizado em 09/04/2026 às 11:31
Assista o vídeoGM faz 100 anos no Brasil, troca presidente e encara missão dura depende de uma só plataforma, sofre com correia banhada em óleo, lança SUV Sonic, mas segue sem híbrido
GM vive troca de presidente, depende de plataforma, enfrenta correia banhada em óleo e segue sem híbrido; entenda o rumo no Brasil.
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Aos 100 anos de presença no país, a GM tenta se reorganizar com novo comando, insiste na base de Onix, Tracker e Montana, aposta no SUV Sonic e ainda não define um caminho claro na eletrificação.

A GM completou 100 anos no Brasil e, junto da celebração, aparece um retrato incômodo: uma marca histórica, com fábricas e rede estabelecidas, mas que passa a sensação de estar sem uma direção nítida. A troca de presidente, com a saída de Santiago Tamoro e a chegada de Ziansk, reforça que a missão agora é manter a GM firme em um cenário que mudou rápido.

O problema é que a GM vive um momento em que decisões antigas cobram preço e decisões novas ainda não chegaram. A dependência de uma única plataforma, o desgaste em torno da correia banhada em óleo e a falta de um híbrido na linha Chevrolet deixam a empresa espremida entre a combustão em declínio e o elétrico que ainda não virou regra para todo mundo.

100 anos no Brasil e a troca no comando

O centenário da GM no Brasil tem peso simbólico e industrial. Ao mesmo tempo, a mudança na presidência local expõe que a operação precisa de ajustes.

A missão do novo presidente é dura porque envolve produto, estratégia e percepção de mercado, tudo ao mesmo tempo.

Em um país onde o consumidor migra por preço, uso e custo de manutenção, a GM não tem muito espaço para erro. A sensação de “empresa perdida” costuma nascer quando as decisões parecem reativas, e não parte de um plano consistente.

Uma plataforma para quase tudo e o risco de ficar preso

Hoje, a GM concentra produção e lançamentos em uma base que sustenta Onix, Tracker e Montana. Isso traz eficiência, mas também cria fragilidade: se a plataforma fica pressionada por reputação, custo ou concorrência, a operação inteira sente.

O desafio é que, para ganhar fôlego, a GM precisa aumentar consistência de vendas sem parecer que está apenas “repaginando” o mesmo conjunto, especialmente quando o mercado cobra novidades mais profundas.

A correia banhada em óleo e o desgaste que não some

A correia banhada em óleo virou um tema recorrente e, quando um assunto técnico entra no imaginário popular, ele pesa além da engenharia.

Para a GM, o impacto não é só mecânico: é confiança e custo de propriedade, dois pontos que influenciam diretamente a decisão de compra.

Esse tipo de desgaste também afeta a conversa dentro das concessionárias, porque o consumidor chega com dúvidas e receios. E, quando isso acontece, a GM precisa de respostas claras e consistentes para não deixar o assunto virar ruído permanente.

O SUV Sonic e a tentativa de crescer sem mudar a base

A GM está colocando na rua um SUV chamado Sonic, descrito como um carro de olho no Volkswagen Terra. A ideia é lógica: entrar em um espaço de mercado com apelo alto e tentar melhorar volume e ticket.

Só que existe um limite para o quanto a GM consegue extrair da mesma plataforma e da mesma mecânica sem passar a impressão de repetição.

A aposta pode ajudar nas vendas, mas não resolve sozinha a pergunta maior: qual é o caminho da marca no Brasil?

Sem híbrido na linha e a transição que ficou no meio

O texto aponta uma tendência: para muita gente, o híbrido parece a escolha “natural” como transição, enquanto o elétrico puro ainda é visto como uma aventura fora do uso urbano. O problema é que a GM, na linha Chevrolet, aparece sem híbrido no portfólio local.

Há ainda a ideia atribuída à liderança global de que a GM iria “direto para o elétrico”, e depois a percepção de que o híbrido seria necessário como ponte.

O resultado prático, no Brasil, é uma lacuna: combustão de um lado, elétricos do outro, e o meio do caminho vazio.

Elétricos entre EUA e China e o quebra-cabeça da oferta

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A GM combina caminhos diferentes para compor a oferta de elétricos, com modelos vindos dos Estados Unidos e da China.

Também é citado um arranjo de produção no Ceará, na antiga fábrica do Troller, o que sugere uma tentativa de reorganizar a operação e aproveitar estrutura existente.

Só que estratégia industrial não se explica sozinha. Para o público, o que fica é simples: a GM precisa tornar o portfólio mais previsível e coerente, principalmente quando a eletrificação exige planejamento de longo prazo.

O fantasma da Ford e o que a GM precisa decidir agora

A comparação com a Ford aparece como alerta: marca grande, perdendo dinheiro, fechando fábricas e depois vivendo de importação.

A GM tem fábricas em diferentes estados e uma presença industrial relevante, então a discussão é inevitável: qual é o plano para não repetir esse roteiro?

Nesse contexto, a GM também tenta sustentar imagem e margem com novidades como a linha Cadillac, mas o próprio texto sugere que isso não resolve o centro do problema, até pela escala e pelo posicionamento de preço.

Uma bússola para o novo presidente

Para o novo presidente, o desafio não é apenas “segurar a operação”. É definir prioridades: plataforma, reputação técnica, mix de produtos, eletrificação e clareza de comunicação. A GM precisa de uma bússola que o mercado consiga enxergar, não apenas de lançamentos pontuais.

O centenário vira, então, mais do que celebração. Para a GM, ele vira prazo simbólico para apresentar um rumo que faça sentido para o consumidor brasileiro, para a rede e para a própria indústria.

Você acha que a GM deveria colocar um híbrido no centro da estratégia no Brasil ou insistir em pular direto para o elétrico?

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Aristidesgoncalvesalmeida
Aristidesgoncalvesalmeida
10/04/2026 02:56

A pior coisa que a GM fez foi vender a Opel, foi de lá que saíram todos os seus modelos de sucesso,,, hoje não passa de uma marca fracassada,.vivendo de vender carro requentado, de plataforma velha , sua falência é só Quest de tempo . 🤔🤔👎👎👎👎

Genivaldo
Genivaldo
Em resposta a  Aristidesgoncalvesalmeida
10/04/2026 06:03

Na minha opinião, a montadora é desleal com o consumidor Brasileiro, carros com Correia banhada a óleo, carro descartável, só desvaloriza, ninguém quer comprar, sem solução.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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