Vale encerra o primeiro trimestre de 2026 com lucro maior, avanço nas vendas de minério de ferro, cobre e níquel, alta no Ebitda ajustado e continuidade dos programas de reparação em Brumadinho e Mariana
O lucro da Vale chegou a R$ 9,953 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22% sobre igual período de 2025, em resultado puxado por maiores volumes, preços de venda e avanço em minério, cobre e níquel.
Lucro da Vale cresce com receita maior
A Vale divulgou ao mercado, nos últimos dias, balanço com crescimento nos principais indicadores financeiros entre janeiro e março. No mesmo período do ano passado, o lucro líquido havia sido de R$ 8,164 bilhões.
A receita líquida somou R$ 48,680 bilhões no trimestre, avanço de 3% diante dos R$ 47,411 bilhões registrados um ano antes. O Ebitda ajustado chegou a R$ 20,105 bilhões, alta de 11% sobre R$ 18,189 bilhões.
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A mineradora informou que o desempenho foi sustentado por maiores volumes e preços de venda. Esse efeito, porém, foi parcialmente reduzido pela valorização do real, que teve impacto negativo sobre os números.
Minério de ferro teve alta em preço e volume
O minério de ferro, principal produto da companhia, teve preço médio de venda de US$ 95,8 por tonelada. O valor representa crescimento de 5,5% em relação aos três primeiros meses de 2025.
As vendas de minério de ferro cresceram 4% em volume na comparação anual. A própria Vale destacou que as vendas de minério de ferro, cobre e níquel subiram, respectivamente, 4%, 11% e 15%.
O desempenho em metais básicos contribuiu para o resultado. As vendas de cobre avançaram 11%, enquanto as de níquel tiveram crescimento de 15% frente ao primeiro trimestre.
Resultado em dólares avança
Em dólares, o lucro da Vale foi de US$ 1,89 bilhão, crescimento de 36% na comparação anual. A receita líquida alcançou US$ 9,25 bilhões, alta de 14%.
O Ebitda em dólares somou US$ 3,83 bilhões no trimestre, avanço de 23%. Os investimentos, conhecidos como capex, chegaram a US$ 1,1 bilhão no período.
O valor investido ficou alinhado à projeção anual da companhia, entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026. A dívida líquida expandida encerrou março em US$ 17,79 bilhões, queda anual de 2%.
Custos e reparações seguem no balanço
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a eficiência de custos continua sendo fator central para preservar a competitividade da mineradora. Ele disse que o portfólio flexível permitiu capturar oportunidades em ambiente de mercado robusto.
A companhia informou que a reparação integral de Brumadinho segue avançando, com cerca de 81% dos compromissos concluídos até o primeiro trimestere de 2026, dentro dos prazos estabelecidos.
No caso de Mariana, o programa de reparação da Samarco também permanece em evolução. Até 31 de março de 2026, R$ 74,7 bilhões haviam sido desembolsados.
Com informações de Brasil 247.
