Gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur Carvalho Cordeiro, naturais do Sertão do Araripe, somaram 16 aprovações em instituições públicas em 2025, acumularam medalhas nacionais e decidiram estudar no IFSertãoPE, em Ouricuri, para ajudar outros jovens da rede pública a enxergar novos caminhos pela educação
Os gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur Carvalho Cordeiro, de 19 anos, naturais de Exu, no Sertão do Araripe, em Pernambuco, alcançaram uma marca rara em 2025: 16 aprovações em universidades públicas pelo Brasil. O resultado, dividido igualmente entre os dois, colocou os irmãos em cursos de instituições federais e estaduais de Pernambuco, Ceará e São Paulo.
A conquista chama atenção pelo ponto de partida. Antes das aprovações, os irmãos estudaram em escolas públicas, descobriram cedo o interesse pelas ciências exatas e transformaram a rotina de estudos em um projeto de vida. Entre aulas, simulados, iniciação científica e olimpíadas do conhecimento, construíram uma trajetória que agora também serve de inspiração para outros estudantes do Sertão.
A trajetória dos gêmeos começou na escola pública e ganhou força nas ciências exatas
A relação dos irmãos com os estudos começou na Escola Municipal José Alves Silveira, em Granito, cidade vizinha a Exu. Foi ali, ainda na educação básica, que José Gustavo e Pedro Arthur passaram a se aproximar das ciências exatas.
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No Ensino Médio, em escolas estaduais de Bodocó e Exu, esse interesse ganhou outro ritmo. Incentivados por um professor de Física, os gêmeos começaram a participar de olimpíadas científicas, projetos acadêmicos e pré-vestibulares. A partir daí, o estudo deixou de ser apenas preparação para provas e passou a abrir portas dentro e fora de Pernambuco.
A rotina que levou os irmãos às aprovações exigiu disciplina todos os dias
A preparação dos gêmeos foi construída com organização. Como estudavam à tarde, usavam as manhãs para revisar conteúdos de vestibular. À noite, faziam trabalhos escolares e atividades ligadas à bolsa de iniciação científica.
Aos sábados, o foco era revisão e simulado. Essa rotina ajudou os irmãos a conciliar a escola, as competições científicas e os processos seletivos para universidades públicas. O resultado apareceu em 2025, com uma sequência de aprovações em diferentes estados.
As 16 aprovações mostram o alcance da preparação dos gêmeos
Ao todo, José Gustavo e Pedro Arthur somaram 16 aprovações em instituições públicas. Cada um conquistou oito vagas, em cursos ligados principalmente às áreas de Matemática e Engenharia.
Pedro Arthur foi aprovado em Matemática pela URCA, Engenharia Civil pelo ENEM/SiSU no IFSertãoPE, Engenharia de Telecomunicações pelo Enem-Unicamp, Matemática pelo SSA/UPE, Matemática pelo Enem-USP e Engenharia Civil pelo PSC/UFCA.
José Gustavo foi aprovado em Engenharia Civil pelo SSA/UPE, Matemática pela URCA, Engenharia Civil pelo ENEM/SiSU no IFSertãoPE, Engenharia de Telecomunicações pelo Enem-Unicamp, Engenharia de Materiais pelo Enem-USP e Engenharia Civil pelo PSC/UFCA.
Medalhas em olimpíadas científicas vieram antes da lista de universidades

Antes das aprovações, os irmãos já acumulavam resultados expressivos em competições do conhecimento. Na Mostra Brasileira de Foguetes, conhecida como MOBFOG, conquistaram medalha de prata em 2023 e medalha de ouro em 2024, em nível nacional.
O desempenho também ganhou alcance internacional. Após premiações na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras, os gêmeos receberam uma carta-convite para representar a delegação brasileira em Bangkok, na Tailândia. Para jovens vindos do Sertão pernambucano e da escola pública, o reconhecimento confirmou que a preparação estava no caminho certo.
Por que os gêmeos escolheram Engenharia Civil no interior de Pernambuco

Mesmo aprovados em instituições de outros estados, José Gustavo e Pedro Arthur decidiram permanecer no Sertão do Araripe. Hoje, os dois cursam Engenharia Civil no IFSertãoPE, Campus Ouricuri.
A escolha foi feita com base na realidade dos irmãos e no desejo de contribuir com a região. Para eles, estudar no Instituto Federal significa continuar perto do lugar onde tudo começou e participar diretamente do desenvolvimento local.
A decisão também mira outros estudantes da rede pública
A permanência no Sertão não é apenas uma escolha acadêmica. Os gêmeos também atuam em projetos voltados a levar olimpíadas do conhecimento a outros estudantes da rede pública, com destaque para a área de Física Experimental.
A experiência dos irmãos mostra, na prática, como a educação pública pode mudar trajetórias. A história reúne escola, professores, família, disciplina e oportunidades bem aproveitadas. Mais do que aprovações, o caso reforça que estudantes do interior também podem competir em alto nível e alcançar instituições reconhecidas no país.
O futuro ainda pode levar os irmãos a novas universidades
Apesar da escolha atual pelo IFSertãoPE, José Gustavo e Pedro Arthur não descartam estudar em outras instituições no futuro. Universidades como a USP seguem nos planos para etapas posteriores, como especialização, mestrado ou doutorado.
A trajetória dos gêmeos deixa uma mensagem direta para outros jovens da rede pública: o lugar de origem não precisa limitar o destino. Com apoio, disciplina e acesso a boas oportunidades, o Sertão também forma estudantes capazes de chegar longe.
Você acredita que histórias como a dos gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur podem incentivar mais jovens da escola pública a disputar olimpíadas científicas e vagas em universidades públicas?

Acredito sim!!!!
Quem abre portas é exemplo, me surpreende e não necessita de conselhos meus.
Sim eu acredito, sucesso pra vcs,Deus abençoe sempre suas vidas, e que outros jovens sigam o caminho de vocês.