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Gêmeos sertanejos de 19 anos conquistam 16 aprovações em universidades públicas pelo Brasil, acumulam medalhas em olimpíadas científicas e escolhem estudar Engenharia Civil no interior de Pernambuco para transformar a educação pública da região

Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/04/2026 às 22:44
Atualizado em 24/04/2026 às 22:47
Gêmeos sertanejos de 19 anos conquistam 16 aprovações em universidades públicas pelo Brasil, acumulam medalhas em olimpíadas científicas e escolhem estudar Engenharia Civil (1)
Gêmeos da escola pública somam vagas em universidades públicas, vencem olimpíadas científicas e escolhem Engenharia Civil. Imagem: Reprodução
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Gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur Carvalho Cordeiro, naturais do Sertão do Araripe, somaram 16 aprovações em instituições públicas em 2025, acumularam medalhas nacionais e decidiram estudar no IFSertãoPE, em Ouricuri, para ajudar outros jovens da rede pública a enxergar novos caminhos pela educação

Os gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur Carvalho Cordeiro, de 19 anos, naturais de Exu, no Sertão do Araripe, em Pernambuco, alcançaram uma marca rara em 2025: 16 aprovações em universidades públicas pelo Brasil. O resultado, dividido igualmente entre os dois, colocou os irmãos em cursos de instituições federais e estaduais de Pernambuco, Ceará e São Paulo.

A conquista chama atenção pelo ponto de partida. Antes das aprovações, os irmãos estudaram em escolas públicas, descobriram cedo o interesse pelas ciências exatas e transformaram a rotina de estudos em um projeto de vida. Entre aulas, simulados, iniciação científica e olimpíadas do conhecimento, construíram uma trajetória que agora também serve de inspiração para outros estudantes do Sertão.

A trajetória dos gêmeos começou na escola pública e ganhou força nas ciências exatas

A relação dos irmãos com os estudos começou na Escola Municipal José Alves Silveira, em Granito, cidade vizinha a Exu. Foi ali, ainda na educação básica, que José Gustavo e Pedro Arthur passaram a se aproximar das ciências exatas.

No Ensino Médio, em escolas estaduais de Bodocó e Exu, esse interesse ganhou outro ritmo. Incentivados por um professor de Física, os gêmeos começaram a participar de olimpíadas científicas, projetos acadêmicos e pré-vestibulares. A partir daí, o estudo deixou de ser apenas preparação para provas e passou a abrir portas dentro e fora de Pernambuco.

A rotina que levou os irmãos às aprovações exigiu disciplina todos os dias

A preparação dos gêmeos foi construída com organização. Como estudavam à tarde, usavam as manhãs para revisar conteúdos de vestibular. À noite, faziam trabalhos escolares e atividades ligadas à bolsa de iniciação científica.

Aos sábados, o foco era revisão e simulado. Essa rotina ajudou os irmãos a conciliar a escola, as competições científicas e os processos seletivos para universidades públicas. O resultado apareceu em 2025, com uma sequência de aprovações em diferentes estados.

As 16 aprovações mostram o alcance da preparação dos gêmeos

Ao todo, José Gustavo e Pedro Arthur somaram 16 aprovações em instituições públicas. Cada um conquistou oito vagas, em cursos ligados principalmente às áreas de Matemática e Engenharia.

Pedro Arthur foi aprovado em Matemática pela URCA, Engenharia Civil pelo ENEM/SiSU no IFSertãoPE, Engenharia de Telecomunicações pelo Enem-Unicamp, Matemática pelo SSA/UPE, Matemática pelo Enem-USP e Engenharia Civil pelo PSC/UFCA.

José Gustavo foi aprovado em Engenharia Civil pelo SSA/UPE, Matemática pela URCA, Engenharia Civil pelo ENEM/SiSU no IFSertãoPE, Engenharia de Telecomunicações pelo Enem-Unicamp, Engenharia de Materiais pelo Enem-USP e Engenharia Civil pelo PSC/UFCA.

Medalhas em olimpíadas científicas vieram antes da lista de universidades

Gêmeos da escola pública somam vagas em universidades públicas, vencem olimpíadas científicas e escolhem Engenharia Civil.

Antes das aprovações, os irmãos já acumulavam resultados expressivos em competições do conhecimento. Na Mostra Brasileira de Foguetes, conhecida como MOBFOG, conquistaram medalha de prata em 2023 e medalha de ouro em 2024, em nível nacional.

O desempenho também ganhou alcance internacional. Após premiações na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras, os gêmeos receberam uma carta-convite para representar a delegação brasileira em Bangkok, na Tailândia. Para jovens vindos do Sertão pernambucano e da escola pública, o reconhecimento confirmou que a preparação estava no caminho certo.

Por que os gêmeos escolheram Engenharia Civil no interior de Pernambuco

Gêmeos da escola pública somam vagas em universidades públicas, vencem olimpíadas científicas e escolhem Engenharia Civil.
Imagem:  IF Sertão-PE/Arquivo

Mesmo aprovados em instituições de outros estados, José Gustavo e Pedro Arthur decidiram permanecer no Sertão do Araripe. Hoje, os dois cursam Engenharia Civil no IFSertãoPE, Campus Ouricuri.

A escolha foi feita com base na realidade dos irmãos e no desejo de contribuir com a região. Para eles, estudar no Instituto Federal significa continuar perto do lugar onde tudo começou e participar diretamente do desenvolvimento local.

A decisão também mira outros estudantes da rede pública

A permanência no Sertão não é apenas uma escolha acadêmica. Os gêmeos também atuam em projetos voltados a levar olimpíadas do conhecimento a outros estudantes da rede pública, com destaque para a área de Física Experimental.

A experiência dos irmãos mostra, na prática, como a educação pública pode mudar trajetórias. A história reúne escola, professores, família, disciplina e oportunidades bem aproveitadas. Mais do que aprovações, o caso reforça que estudantes do interior também podem competir em alto nível e alcançar instituições reconhecidas no país.

O futuro ainda pode levar os irmãos a novas universidades

Apesar da escolha atual pelo IFSertãoPE, José Gustavo e Pedro Arthur não descartam estudar em outras instituições no futuro. Universidades como a USP seguem nos planos para etapas posteriores, como especialização, mestrado ou doutorado.

A trajetória dos gêmeos deixa uma mensagem direta para outros jovens da rede pública: o lugar de origem não precisa limitar o destino. Com apoio, disciplina e acesso a boas oportunidades, o Sertão também forma estudantes capazes de chegar longe.

Você acredita que histórias como a dos gêmeos José Gustavo e Pedro Arthur podem incentivar mais jovens da escola pública a disputar olimpíadas científicas e vagas em universidades públicas?

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Maria Salete de Souza
Maria Salete de Souza
30/04/2026 16:32

Acredito sim!!!!

José Rincon Ferreira
José Rincon Ferreira
29/04/2026 16:00

Quem abre portas é exemplo, me surpreende e não necessita de conselhos meus.

MIRNA Carvalho
MIRNA Carvalho
28/04/2026 14:30

Sim eu acredito, sucesso pra vcs,Deus abençoe sempre suas vidas, e que outros jovens sigam o caminho de vocês.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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