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Geely EX2 Pro chega ao Brasil mais barato que BYD Dolphin, com tração traseira, 375 litros de porta-malas, 70 litros no compartimento dianteiro, recarga de 30% a 80% em 18 minutos e 12 mil pedidos; elétrico chinês mira quem queria Dolphin Mini com mais espaço

Escrito por Carla Teles
Publicado em 19/05/2026 às 20:06
Atualizado em 19/05/2026 às 20:09
Assista o vídeoGeely EX2 Pro chega ao Brasil mais barato que BYD Dolphin, com tração traseira, 375 litros de porta-malas, 70 litros no compartimento dianteiro, recarga de 30% a 80% em 18 minutos e (1)
Geely EX2 Pro mira BYD Dolphin e Dolphin Mini com porta-malas maior, tração traseira e preço competitivo no Brasil.
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O Geely EX2 Pro chegou como elétrico compacto de R$ 123 mil a R$ 136 mil, com 375 litros de porta-malas, 70 litros dianteiros, recarga de 30% a 80% em cerca de 18 minutos e proposta para disputar espaço com BYD Dolphin Mini, BYD Dolphin e outros compactos urbanos brasileiros.

O Geely EX2 Pro chegou ao Brasil mirando um espaço delicado no mercado de elétricos compactos: o de quem queria um BYD Dolphin Mini, mas sentia falta de mais espaço, porta-malas maior e desempenho superior. Com preço entre R$ 123 mil e R$ 136 mil, o modelo se posiciona abaixo do BYD Dolphin.

A chegada do elétrico chinês movimentou o segmento porque a marca acumulou 12 mil pedidos, entregou 8.518 unidades até o período citado e viu o modelo emplacar 3.078 unidades em abril, um recorde para a Geely. O resultado mostra que a disputa entre compactos elétricos chineses está longe de ser apenas uma briga de preço.

Elétrico chinês chega entre Dolphin Mini e Dolphin no preço

O Geely EX2 Pro aparece em uma faixa intermediária. Ele é mais caro que o BYD Dolphin Mini em algumas configurações, mas fica abaixo do BYD Dolphin tradicional, que é citado com versões a partir de R$ 149 mil. Essa posição ajuda a explicar por que o carro virou um ponto de comparação natural para quem pesquisa elétricos compactos.

A lógica é simples: o comprador olha para o Dolphin Mini pelo preço, mas pode sentir falta de espaço. Ao mesmo tempo, olha para o Dolphin tradicional, mas encontra um valor mais alto. O Geely EX2 Pro tenta ocupar justamente esse intervalo, oferecendo tamanho maior e preço mais competitivo que o Dolphin.

Segundo os dados citados no material, o modelo foi lançado com preços próximos de R$ 119 mil a R$ 135,1 mil, mas depois passou a ser mencionado na faixa entre R$ 123 mil e R$ 136 mil. A alta é atribuída ao movimento de oferta e procura, já que a procura inicial superou a expectativa.

Esse comportamento mostra como o mercado brasileiro de elétricos compactos está mudando. Antes concentrada em poucos nomes, a categoria agora recebe modelos chineses que competem por preço, autonomia, espaço interno, tecnologia e custo-benefício.

Porta-malas de 375 litros vira argumento contra o Dolphin Mini

Geely EX2 Pro mira BYD Dolphin e Dolphin Mini com porta-malas maior, tração traseira e preço competitivo no Brasil.
Imagem: Geely EX2 Pro

Um dos pontos mais fortes do Geely EX2 Pro é o porta-malas. O modelo tem 375 litros de capacidade na traseira, volume bem acima do citado para o BYD Dolphin Mini e também superior ao mencionado para o BYD Dolphin. Para quem usa o carro no dia a dia, esse número muda a percepção de utilidade.

O porta-malas é especialmente relevante para famílias, motoristas de aplicativo, taxistas e consumidores que precisam carregar malas com frequência. Em um elétrico compacto, ter 375 litros pode ser a diferença entre um carro apenas urbano e um veículo mais versátil.

Além do compartimento traseiro, o Geely EX2 Pro ainda oferece 70 litros no compartimento dianteiro, chamado de “fronta-malas” no vídeo. Esse espaço extra aumenta a capacidade total para bagagens, mochilas, objetos pequenos e itens que o motorista não queira deixar dentro da cabine.

Essa combinação cria um argumento forte contra elétricos menores. O Dolphin Mini pode ser mais barato, mas o EX2 Pro tenta compensar no espaço. Para quem considerava o Mini, mas precisava de mais porta-malas, o Geely surge como alternativa mais prática.

Tração traseira e plataforma própria diferenciam o compacto

O Geely EX2 Pro usa tração traseira, característica ainda pouco comum entre compactos urbanos de entrada. Na prática, isso libera as rodas dianteiras da função de tracionar o carro e pode melhorar o ângulo de esterço, algo útil em manobras de cidade.

O material cita 40 graus de esterço, acima do valor mencionado para o BYD Dolphin. Isso pode tornar o Geely EX2 Pro mais agradável em vagas apertadas, conversões curtas e manobras de estacionamento. Para um carro urbano, virar bem pode ser tão importante quanto acelerar forte.

O modelo também é descrito com suspensão independente na dianteira e traseira, com multilink no eixo traseiro. Esse conjunto chama atenção porque, em teoria, poderia entregar mais conforto e controle. No entanto, a avaliação apresentada no material aponta que o carro é confortável, mas poderia ser mais firme em condução mais intensa.

Ou seja, a tração traseira ajuda na proposta técnica, mas não transforma o EX2 Pro em um compacto esportivo. A leitura mais equilibrada é que ele busca ser eficiente, confortável e fácil de usar, com uma arquitetura diferente da encontrada em alguns concorrentes diretos.

Recarga de 30% a 80% em cerca de 18 minutos

Outro dado que favorece o Geely EX2 Pro é a recarga rápida. O modelo aceita carregamento em corrente contínua de 70 kW, enquanto o material cita 40 kW no BYD Dolphin Mini e 60 kW no BYD Dolphin. Isso dá vantagem ao Geely em paradas rápidas.

A marca informa recarga de 30% a 80% em aproximadamente 18 minutos. Esse tempo é importante porque reduz a espera em carregadores rápidos, especialmente em viagens curtas ou trajetos nos quais o motorista precisa completar bateria antes de continuar.

Na recarga lenta, o modelo trabalha com 6,6 kW, valor semelhante ao citado para concorrentes. Já a bateria tem 39,4 kWh, próxima ao pacote usado pelo Dolphin Mini e menor que algumas versões do Dolphin. Mesmo assim, a eficiência energética aparece como um ponto positivo.

O alcance mencionado é de 289 km pelo Inmetro, enquanto a medição de uso citada no material sugere possibilidade de cerca de 347 km em condições reais específicas. Como sempre em elétricos, a autonomia depende de velocidade, relevo, uso do ar-condicionado, temperatura e estilo de condução.

Tamanho coloca o EX2 Pro mais perto do Dolphin que do Mini

O Geely EX2 Pro tem 4,14 metros de comprimento, ficando ligeiramente acima do BYD Dolphin citado no material. O entre-eixos é de 2,65 metros, enquanto o Dolphin é mencionado com 2,70 metros. Já o Dolphin Mini aparece menor, com 3,78 metros de comprimento e 2,50 metros de entre-eixos.

Essas medidas ajudam a explicar por que o EX2 Pro não concorre apenas por preço. Ele tenta entregar dimensões próximas de um compacto maior, mas com valor mais próximo do Dolphin Mini em algumas versões. É esse cruzamento de preço e tamanho que torna o carro interessante para o consumidor brasileiro.

A largura também pesa na percepção de espaço. O Geely é citado com 1,80 metro de largura, acima do Dolphin Mini e também um pouco maior que o Dolphin. Na prática, isso pode favorecer a sensação de carro mais encorpado e melhorar o conforto lateral.

Ao mesmo tempo, o material aponta que a posição de dirigir poderia ser melhor, especialmente pela ausência de ajuste de profundidade do volante e pela sensação de cockpit mais encaixado. Isso mostra que o tamanho externo não resolve todos os pontos de ergonomia.

Desempenho supera Dolphin Mini e mira uso urbano

O Geely EX2 Pro é citado com 116 cv, potência superior aos 75 cv do Dolphin Mini e aos 95 cv do Dolphin GS mencionados no material. O torque aparece em 16,4 kgfm, abaixo do Dolphin, mas acima do Dolphin Mini.

Na aceleração, o carro teria feito 0 a 100 km/h em 10,3 segundos no teste citado. Para um elétrico compacto urbano, o número é suficiente para uso diário e reforça a ideia de que o modelo não depende apenas de preço para competir.

A velocidade máxima informada é de 140 km/h, ficando entre o Dolphin Mini, citado com 130 km/h, e o Dolphin GS, mencionado com 160 km/h. O conjunto reforça a proposta intermediária do Geely: mais forte que o Mini, mas sem tentar ser o topo da categoria.

Na cidade, o maior atrativo é a resposta imediata do motor elétrico. O modelo é descrito como agradável em arrancadas e deslocamentos urbanos, especialmente em trajetos de 40 a 50 km por dia, cenário em que um elétrico compacto costuma fazer mais sentido.

Versão Pro perde equipamentos da Max, mas mantém pontos importantes

A versão Pro é a configuração de entrada do Geely EX2 no Brasil. Ela mantém faróis de LED, tela multimídia grande, bancos com revestimento de couro, seis airbags, controle de estabilidade, auto hold, modos de condução e boa qualidade percebida em partes do acabamento.

Por outro lado, o material aponta ausências importantes em relação à versão Max. O EX2 Pro não tem carregador de celular por indução, sistema de som com seis alto-falantes, câmera 540°, alerta de mudança de faixa, farol inteligente, piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência e acionamento remoto via aplicativo.

Essas diferenças são relevantes porque mostram onde a marca reduziu custos para posicionar a versão de entrada. O Geely EX2 Pro entrega espaço, desempenho e recarga forte, mas abre mão de parte do pacote de assistência à condução.

Outro ponto criticado é o uso de calotas em um carro acima de R$ 120 mil. A escolha pode incomodar consumidores que esperam rodas de liga leve nessa faixa de preço. Ainda assim, o conjunto geral continua competitivo pela combinação de tamanho, bateria, porta-malas e preço.

Garantia e rede entram na comparação com a BYD

A garantia do Geely EX2 Pro é citada como 6 anos ou 150 mil km para o veículo e 8 anos ou 150 mil km para a bateria. A comparação com a BYD entra porque a rival tem rede maior e garantia atualizada com limites diferentes, dependendo do uso particular ou comercial.

Para compradores comuns, essa diferença pode pesar menos. Mas para motoristas de aplicativo, taxistas e quem roda muito, garantia, rede de concessionárias e disponibilidade de peças podem influenciar bastante a decisão. Em elétricos, a compra não envolve só preço: envolve suporte depois da venda.

O material também relata espera de 90, 100 ou até 120 dias para alguns compradores, sinal de que a demanda inicial pressionou a entrega. Isso pode ter limitado emplacamentos e até levado parte dos consumidores a considerar concorrentes disponíveis antes.

Mesmo assim, o volume de pedidos mostra força. Com 12 mil pedidos e mais de 8,5 mil unidades entregues no período citado, o EX2 Pro ajudou a aumentar a atenção sobre elétricos compactos chineses no Brasil.

O impacto não derrubou a BYD, mas ampliou o interesse pelos elétricos

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Vídeo do YouTube

A expectativa natural era que a chegada do Geely EX2 Pro afetasse diretamente o BYD Dolphin e o Dolphin Mini. No entanto, o material aponta que os concorrentes da BYD também cresceram em média de vendas nos primeiros meses do ano.

O Dolphin teria aumentado sua média mensal de 1.268 para 1.893 unidades, enquanto o Dolphin Mini teria passado de 2.708 para 5.414 unidades mensais, na comparação citada. Isso sugere que a chegada de novos chineses não necessariamente tira compradores, mas amplia o interesse pela categoria.

Em vez de uma disputa simples, o que aparece é um movimento coletivo. Mais opções levam mais consumidores a pesquisar carros elétricos compactos, comparar autonomia, preço, espaço e equipamentos, e considerar uma tecnologia que antes parecia distante.

Nesse cenário, o Geely EX2 Pro não precisa destruir os rivais para ser relevante. Basta forçar comparação, aumentar a pressão por custo-benefício e mostrar que o segmento está ficando mais competitivo.

Um elétrico compacto que mexe com a escolha de quem queria mais espaço

O Geely EX2 Pro chega ao Brasil com uma proposta clara: entregar mais espaço que o Dolphin Mini, preço menor que o Dolphin em algumas comparações e um pacote técnico que inclui tração traseira, recarga rápida, porta-malas grande e bom desempenho urbano.

Ele não é perfeito. A versão Pro perde assistências importantes, usa calotas, não tem limpador traseiro e pode deixar dúvidas para quem valoriza rede, garantia e acabamento mais refinado. Ainda assim, seus números explicam por que o carro atraiu tantos pedidos.

O ponto central é que o EX2 Pro mudou a régua da comparação. Agora, quem procura um elétrico compacto precisa olhar não apenas preço e autonomia, mas também espaço, recarga, porta-malas, garantia, disponibilidade e equipamentos de segurança.

E você, acha que o Geely EX2 Pro tem força para convencer quem queria um BYD Dolphin Mini com mais espaço, ou a rede maior da BYD ainda pesa mais na decisão de compra? Comente sua opinião.

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Carla Teles

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