A fundação gigante da plataforma BorWin6 foi transportada e carregada em Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, com 216 linhas de eixo, SPMTs e guinchos, enquanto a Mammoet prepara ainda em 2026 a superestrutura de 17.000 toneladas para nova etapa da energia eólica offshore no Mar do Norte alemão europeu.
A fundação gigante da plataforma offshore HVDC BorWin6 concluiu uma etapa decisiva no estaleiro de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos. A Mammoet realizou o transporte, o carregamento e a ancoragem da estrutura tipo jaqueta, com 5.461 toneladas, destinada à plataforma conversora BorWin kappa, no Mar do Norte alemão.
Segundo a Mammoet, o avanço ocorreu dentro do projeto BorWin6, desenvolvido pela TenneT e entregue pela McDermott International. A conexão offshore terá 980 megawatts em corrente contínua de alta tensão e foi planejada para transmitir energia eólica do Mar do Norte alemão ao continente, fortalecendo a rede elétrica e apoiando a geração sustentável.
Fundação tipo jaqueta saiu do estaleiro após etapa crítica de carregamento

A estrutura transportada é uma fundação tipo jaqueta, modelo usado para sustentar plataformas offshore em ambientes marítimos. No caso da BorWin6, essa base será responsável por apoiar a plataforma conversora BorWin kappa, peça importante para levar energia eólica offshore até a rede em terra.
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A etapa concluída em Jebel Ali envolveu não apenas o deslocamento da carga, mas também o carregamento no navio e a ancoragem para a viagem rumo à Europa. Com 5.461 toneladas, a fundação gigante exigiu controle de peso, estabilidade e posicionamento em cada fase da operação.
Mammoet usou 216 linhas de eixo para mover a estrutura

Para transportar a fundação, a Mammoet utilizou 216 linhas de eixo de SPMTs, os transportadores modulares autopropulsados usados em cargas industriais de grandes dimensões. O conjunto foi movido por quatro unidades de potência, responsáveis por fornecer a força necessária para deslocar e direcionar a estrutura.
Esse tipo de equipamento permite distribuir a carga ao longo de muitos eixos, reduzindo riscos durante o transporte. Em uma operação desse porte, o desafio não é apenas mover toneladas, mas controlar cada metro do deslocamento sem comprometer a estrutura.
Guinchos garantiram segurança durante atividades no cais
Além dos SPMTs, a operação contou com guinchos da Mammoet para manter a segurança da amarração nas atividades críticas no cais. Esse detalhe é relevante porque o carregamento de uma estrutura offshore envolve transição entre solo, navio e pontos de fixação.
Depois do carregamento, a estrutura de suporte e suas estacas de fundação foram fixadas para permitir a partida da embarcação. A partir dessa etapa, o projeto segue para a Europa, onde a fundação será integrada à próxima fase da plataforma offshore.
BorWin6 faz parte da expansão da energia eólica offshore

A conexão BorWin6 foi planejada para integrar energia gerada no Mar do Norte alemão à rede continental. O sistema terá capacidade de 980 megawatts e usará corrente contínua de alta tensão, tecnologia comum em projetos que precisam transmitir grandes volumes de energia por longas distâncias.
A fundação gigante da BorWin6, portanto, não é uma peça isolada. Ela faz parte de uma cadeia que envolve geração offshore, conversão elétrica, transporte marítimo, instalação em alto-mar e conexão ao sistema de transmissão em terra.
Superestrutura de 17.000 toneladas será próxima etapa do projeto
Após o carregamento da fundação, o foco da Mammoet passa para a superestrutura da plataforma BorWin6. A previsão é concluir ainda em 2026 a montagem e a pesagem dessa estrutura, que deverá atingir aproximadamente 17.000 toneladas.
Essa próxima etapa eleva o nível de complexidade do projeto. Se a fundação gigante já exigiu 216 linhas de eixo, a superestrutura representa uma carga ainda maior e demanda um método de elevação próprio para módulos industriais de grande escala.
Sistema Mega Jack será usado para içar grandes módulos

Para lidar com a superestrutura, a Mammoet deve utilizar o sistema Mega Jack 5200. A solução foi projetada para permitir que grandes módulos sejam construídos e içados em uma única peça, reduzindo a necessidade de dividir estruturas muito pesadas em blocos menores.
Segundo as informações do projeto, o sistema já foi utilizado em içamentos concluídos de mais de 40.000 toneladas. No caso da BorWin6, ele será usado para dar controle e estabilidade à elevação, à pesagem e à preparação da superestrutura para o carregamento por deslizamento.
Operação mostra peso logístico da transição energética
Projetos de energia eólica offshore costumam ser lembrados pelas turbinas no mar, mas a infraestrutura por trás da transmissão também exige operações gigantescas. A plataforma conversora, a fundação tipo jaqueta, os sistemas de transporte e os navios especializados fazem parte da engenharia necessária para levar energia até o continente.
A operação em Jebel Ali mostra esse lado menos visível da transição energética. Antes de gerar impacto na rede elétrica, uma estrutura offshore precisa passar por transporte pesado, montagem, carregamento, ancoragem e deslocamento internacional.
Fundação gigante antecipa uma nova fase da BorWin6
A conclusão do carregamento da fundação gigante marca um avanço importante para a plataforma offshore BorWin6. A estrutura já está preparada para deixar os Emirados Árabes Unidos rumo à Europa, enquanto a equipe segue concentrada na montagem da superestrutura de 17.000 toneladas.
Agora fica a pergunta: operações desse porte mostram que a energia eólica offshore depende tanto de engenharia pesada quanto de tecnologia limpa? Você acha que megaprojetos como o BorWin6 aceleram a transição energética ou revelam o quanto ela ainda exige obras gigantescas? Comente sua opinião.

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