O Brasil reafirma compromisso com o futuro energético sustentável ao promover políticas que fortalecem transição justa, investimento em redes limpas, inclusão de mulheres no setor, integração regional e regulação clara
O Brasil mostra prioridade no futuro energético sustentável durante evento de alto nível no Chile, reunindo 27 países para debater metas, estratégias e desafios do setor, segundo uma matéria publicada.
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou da X Semana da Energia da OLADE, em Santiago, onde foram abordados planejamento integrado, estabilidade regulatória e cooperação para ampliar energias renováveis.
Guilherme Zanetti Rosa, diretor do ministério, defendeu regras estáveis, equilíbrio entre tarifas e incentivos para garantir redes modernas, eficientes e redução de emissões de carbono.
-
Maior usina solar da Engie no mundo vira símbolo de um problema bilionário no Brasil: rede manda cortar energia e empresa avalia baterias e mineração de bitcoin para não desperdiçar produção
-
Com impacto de até US$ 2,9 bilhões, Air Products abandona megaprojeto ambicioso de hidrogênio limpo na Louisiana, corta unidade no Arizona e expõe a conta pesada da transição energética nos Estados Unidos
-
Mais de 60 tratores tomaram as ruas de Lopera quando parques solares passaram a disputar espaço com olivais e o número de árvores afetadas foi de 13 mil a até 100 mil nas contas rivais
-
Sem decreto, o hidrogênio verde espera há 18 meses para destravar projetos bilionários no Nordeste, enquanto empresas aguardam para avançar com investimentos e contratos
O encontro enfatizou que 100% de segurança energética exige compromisso institucional, alianças regionais e inovação tecnológica.
Karina Sousa, diretora de Transição Energética, ressaltou participação de mulheres e jovens, mostrando que setor precisa de inclusão social.
Dados oficiais destacaram que a emissão de gases de efeito estufa no Brasil caiu 41% entre 2005 e 2023 no cenário projetado, enquanto investimentos em energia solar e eólica devem crescer 20% ao ano até 2025.
Instituições como SIESUR ganharam destaque por promoverem integração energética entre nações sul-americanas, favorecendo interconexão de redes e compartilhamento de infraestrutura.
Transição energética na América Latina é foco estratégico
Durante painéis no evento, o Brasil e os países vizinhos colocaram como central a transição energética na América Latina, procurando garantir fontes limpas como solar, eólica e hidrelétrica.
O debate envolveu aliança entre governos e setor privado para que metas sejam cumpridas em esforço coletivo.
O Brasil lembrou compromisso de reduzir emissões em 50% até 2030, conforme plano nacional submetido à ONU. O tema discutido incluiu certificação de créditos de carbono e mecanismos de fiscalização.
Modernização das redes elétricas eficientes promove estabilidade
Guilherme Zanetti Rosa apresentou proposta para modernização das redes elétricas eficientes, com investimento estimado em R$ 150 bilhões nos próximos cinco anos, visando melhorar conexão rural e urbana.
O sistema deve incorporar smart grids, digitalização e automação para reduzir perdas de energia que atualmente chegam a cerca de 15%.
As políticas tarifárias que equilibrem retorno para investidores e custo justo para consumidores também são essenciais.
Cooperação regional em energia limpa fortalece integração
Com a cooperação regional em energia limpa, os países participantes defenderam harmonização de mercado e padronização de normas para projetos transfronteiriços.
O Brasil citou o papel do SIESUR, plataforma que aproxima nações do sul para transmissão compartilhada e compra conjunta de energia.
A integração prevista inclui até 10 GW de capacidade interligada até 2030, segundo estimativas conjuntas de governos latino-americanos.
Participação feminina no setor energético garantia de justiça
Karina Sousa destacou que participação feminina no setor energético é essencial para tornar transição mais justa.
Ela lembrou que menos de 30% das ocupações de engenharia e gestão energética são ocupadas por mulheres atualmente, apontando necessidade de incentivos e políticas de capacitação.
Os programas de inclusão começaram em 2024 com bolsas para jovens mulheres em universidades e financiamento de startups de energia para empreendedoras.
Regulamentos estáveis para energia renovável elevam confiança
Os regulamentos estáveis para energia renovável foram tema central para atrair investidores. O governo brasileiro defendeu que marcos regulatórios previsíveis e seguros permitem retorno adequado, reduzindo riscos.
Uma lei federal foi citada com redução de burocracia em até 40% para aprovação de parques solares. As autoridades enfatizaram que contratos longos e garantias jurídicas são indispensáveis para captar US$ 10 bilhões em investimentos privados até 2028.
