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Funcionário falta ao trabalho para viajar no dia 31, é demitido e mensagem enviada à patroa vira pivô de desabafo que viraliza nas redes sociais

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 02/01/2026 às 13:02 Atualizado em 02/01/2026 às 13:05
Empresária de salão de beleza analisa mensagens sobre falta de funcionário e demissão em Campo Grande
Empresária relata demissão de funcionário após falta em data estratégica e caso viraliza nas redes sociais
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Caso ocorrido em salão de beleza em Campo Grande levanta debate sobre relações trabalhistas, limites da CLT, comunicação interna e exposição pública nas redes sociais

Um episódio envolvendo a demissão de um funcionário contratado sob regime CLT após faltar ao trabalho no dia 31 de dezembro ganhou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre direitos e deveres nas relações trabalhistas no Brasil. O caso ocorreu em um salão de beleza localizado em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, e foi amplamente discutido após a empresária responsável pelo estabelecimento publicar um vídeo de desabafo no TikTok, que ultrapassou meio milhão de visualizações.

A informação foi divulgada inicialmente pelo Campo Grande News, que detalhou o episódio e acompanhou a repercussão gerada nas redes sociais. Desde então, o caso passou a dividir opiniões entre internautas, profissionais da área jurídica e empreendedores, levantando questionamentos sobre quebra de confiança, gestão de equipes, comunicação interna e até mesmo sobre a exposição pública de conflitos trabalhistas.

Funcionário faltou mesmo após pedido de folga negado em data estratégica

De acordo com o relato da empresária Marisol Almeida, proprietária do salão, o funcionário havia sido contratado há cerca de três meses para exercer funções de serviços gerais. Ele possuía folga fixa às terças-feiras, conforme acordo estabelecido no contrato de trabalho.

No entanto, conforme explicou Marisol no vídeo que viralizou, o trabalhador solicitou a troca de sua folga para o dia 31 de dezembro, alegando que pretendia viajar. A solicitação foi analisada e negada pela gerente do salão, uma vez que a data é considerada uma das mais movimentadas do ano para o setor da beleza, especialmente devido às comemorações de Réveillon.

Ainda assim, segundo a empresária, o funcionário não buscou uma negociação direta após a negativa. Pelo contrário, ela afirma que só tomou conhecimento da ausência iminente ao ouvir comentários de outros colaboradores do salão, o que a levou a entrar em contato direto com o trabalhador.

Foi nesse momento que a situação ganhou contornos mais graves. Por meio de mensagem, o funcionário confirmou que não compareceria ao trabalho, mesmo reconhecendo que estava errado. Na conversa, ele escreveu:

“Vou faltar amanhã, infelizmente. Desconta de mim, me dá advertência, faz o que achar melhor. Sei que estou errado. Mas igual a mim você não vai encontrar não. Feliz Ano Novo. Dia 7 eu tô aí.”

Para a empresária, o conteúdo da mensagem evidenciou uma postura de afronta e consolidou a decisão pela demissão.

Empresária alega quebra de confiança e diferenças entre CLT e autônomos

Segundo Marisol Almeida, a decisão de desligar o funcionário não foi tomada apenas pela ausência, mas principalmente pela quebra de confiança e pela forma como a situação foi conduzida. No vídeo publicado nas redes sociais, ela afirma que o episódio simboliza os desafios de empreender no país e critica o que considera uma inversão de responsabilidades nas relações de trabalho.

A empresária também esclareceu que parte da confusão teria ocorrido devido à concessão de recesso após o Ano Novo para alguns membros da equipe administrativa, como a gerente e a recepção, funcionárias mais antigas da empresa. Esse benefício, segundo ela, não se estendia ao funcionário de serviços gerais, que era recém-contratado.

Além disso, Marisol destacou que algumas profissionais do salão, como manicures, viajaram no período, o que pode ter contribuído para a interpretação equivocada do trabalhador. No entanto, ela enfatizou que essas profissionais atuam como autônomas, registradas como MEI (Microempreendedor Individual) ou CNPJ, sem vínculo empregatício.

Nesse ponto, a empresária reforçou a diferença entre os regimes de contratação. Enquanto o funcionário demitido era CLT, com salário fixo, jornada definida, FGTS, férias e 13º salário proporcionais, os demais profissionais não possuem as mesmas obrigações nem os mesmos direitos. “São direitos e obrigações diferentes”, argumentou no vídeo.

Sem o funcionário no dia 31, a empresária afirmou que precisou contratar, às pressas, uma empresa terceirizada de limpeza para manter o salão funcionando, já que o estabelecimento é grande e não conseguiria operar sem apoio operacional adequado.

Repercussão nas redes divide opiniões sobre demissão e exposição pública

A polêmica ganhou força nos comentários do vídeo e em outras plataformas digitais. De um lado, muitos internautas defenderam a empresária, alegando que o funcionário descumpriu regras claras, faltou sem autorização e escolheu uma data estratégica para o comércio, o que justificaria a demissão.

Por outro lado, uma parcela significativa do público criticou a decisão, avaliando que medidas como advertência formal ou desconto do dia trabalhado poderiam ser suficientes. Também houve questionamentos sobre possíveis falhas de comunicação interna e sobre a exposição pública do caso, considerada excessiva por alguns usuários.

Outro ponto que gerou forte reação foi o tom da mensagem enviada pelo funcionário, especialmente o trecho em que ele afirma que a empresária “não vai encontrar alguém igual a ele”, interpretação vista por muitos como provocativa ou desrespeitosa.

O episódio, embora localizado, acabou se transformando em um exemplo simbólico das tensões presentes no mercado de trabalho brasileiro, sobretudo em períodos de alta demanda, como datas comemorativas, e reforça a importância de regras claras, comunicação eficiente e gestão de conflitos dentro das empresas.

Faltar ao trabalho para viajar e avisar por mensagem é erro grave ou reação exagerada da empresa?

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Neusely
Neusely
04/01/2026 15:00

Na fala dele “não vai encontrar alguém igual a ele”, será que a patroa não estava explorando ele demais no trabalho..

José
José
03/01/2026 14:39

Sai mais caro DEMITIR e contratar outra do resolver com uma boa conversa se é que tem.

Lu Carreira
Lu Carreira
Em resposta a  José
03/01/2026 19:54

Ao ver o vídeo tive a impressão que ela já não gostava dele , e agora aproveita para ter engajamento…
Era só descontar os dias mais o DSR e se quisesse demitir ok, é um direito dela mas vim para rede, desnecessário!

Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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