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França conclui o maior prédio residencial impresso em 3D da Europa com 12 apartamentos em apenas 34 dias enquanto obra vizinha feita no método tradicional ainda estava sendo erguida

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 01/06/2026 às 20:36 Atualizado em 01/06/2026 às 20:41
Impressora 3D gigante ergue paredes de concreto na França e mostra como a construção civil pode ganhar velocidade, economia e novas formas nos próximos anos.
Impressora 3D gigante ergue paredes de concreto na França e mostra como a construção civil pode ganhar velocidade, economia e novas formas nos próximos anos.
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O maior prédio residencial impresso em 3D da Europa foi concluído na França com 12 apartamentos de habitação social. O projeto levou só 34 dias para ser impresso e mira menos custos, menos concreto e mais eficiência energética.

A França acaba de ganhar o que os responsáveis chamam de maior prédio residencial impresso em 3D da Europa. Batizado de ViliaSprint², o edifício foi concluído com 12 apartamentos de habitação social distribuídos em três andares e teve a etapa de impressão encerrada em apenas 34 dias.

O projeto chama atenção não só pelo recorde, mas pelo ritmo. O processo havia sido planejado para durar 50 dias, e terminou bem antes do previsto. No total, a construção ficou pronta três meses antes de um prédio vizinho, erguido com técnicas tradicionais.

O prédio foi desenvolvido pela Plurial Novilia, com projeto da HOBO Architecture e impressão feita pela PERI 3D Construction, usando uma impressora COBOD BOD2.

Impressão no local e estrutura inteira feita em 34 dias

Vista aérea do canteiro do ViliaSprint²: a planta arredondada do prédio, impossível de executar economicamente com métodos tradicionais, só foi viável graças à impressão 3D camada por camada diretamente no local
Vista aérea do canteiro do ViliaSprint²: a planta arredondada do prédio, impossível de executar economicamente com métodos tradicionais, só foi viável graças à impressão 3D camada por camada diretamente no local.

Um dos pontos mais relevantes do ViliaSprint² é que, de acordo com a fabricante COBOD, ele seria o primeiro prédio da França em que tanto a estrutura de carga quanto todas as paredes foram impressas diretamente no local. A impressora foi aplicando uma mistura parecida com cimento em camadas, formando a casca principal do edifício.

Três operadores humanos acompanharam o trabalho de impressão. Depois dessa etapa, a obra seguiu com processos mais convencionais, como instalação do telhado, janelas e fiação elétrica. Essa fase começou em março de 2025 e foi concluída no início de 2026.

O edifício ocupa 800 m² e cada apartamento tem varanda

O ViliaSprint² inclui 800 m² de área habitável, distribuídos em três andares.
O ViliaSprint² inclui 800 m² de área habitável, distribuídos em três andares.

O prédio tem 800 m² de área útil, distribuídos pelos três pavimentos. São 12 unidades de habitação social, e cada apartamento conta com sua própria área de varanda.

O conjunto foi construído ao lado de outro prédio parecido do mesmo incorporador, mas feito com técnicas tradicionais. Essa comparação acabou reforçando a diferença de tempo entre os dois modelos e colocou a impressão 3D no centro da disputa por obras mais rápidas.

Menos concreto, menos transporte e mais eficiência energética

A impressora COBOD BOD2 extrudou uma mistura semelhante ao cimento em camadas para formar a estrutura do edifício.
A impressora COBOD BOD2 extrudou uma mistura semelhante ao cimento em camadas para formar a estrutura do edifício.

A aposta da obra não está apenas na velocidade. A COBOD afirma que o formato curvo da fachada e a planta arredondada só se tornaram economicamente viáveis com a impressão 3D, já que geometrias mais complexas costumam encarecer construções convencionais.

O projeto também teria reduzido em cerca de 10% o volume de concreto usado. Além disso, a produção do material no próprio local ajuda a cortar emissões ligadas ao transporte. O prédio integra ainda isolamento com perlita, estruturas de varanda em madeira, 500 m² de painéis fotovoltaicos e um sistema híbrido de gás e bomba de calor da Atlantic Systèmes.

Próximo projeto já mira 40 apartamentos e duas impressoras ao mesmo tempo

O ViliaSprint² foi desenhado para atender às exigências da RE2020 2025, a meta ambiental francesa para edificações. Segundo os responsáveis, o conjunto alcança cerca de 60% de autossuficiência energética.

O grupo por trás da obra já pensa no próximo passo: um projeto maior, com aproximadamente 40 apartamentos e duas impressoras trabalhando simultaneamente. A ideia é reduzir o tempo de impressão em quatro vezes e aproximar o custo final do de uma construção convencional.

Na prática, o prédio francês virou um teste importante para mostrar até onde a impressão 3D pode ir na habitação social. Se o modelo avançar, a tecnologia pode deixar de ser novidade de vitrine e passar a disputar espaço real na construção civil. Se você acompanha inovação e arquitetura, vale ficar de olho nessa virada — e comentar o que achou da ideia de morar em um prédio assim.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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