O maior prédio residencial impresso em 3D da Europa foi concluído na França com 12 apartamentos de habitação social. O projeto levou só 34 dias para ser impresso e mira menos custos, menos concreto e mais eficiência energética.
A França acaba de ganhar o que os responsáveis chamam de maior prédio residencial impresso em 3D da Europa. Batizado de ViliaSprint², o edifício foi concluído com 12 apartamentos de habitação social distribuídos em três andares e teve a etapa de impressão encerrada em apenas 34 dias.
O projeto chama atenção não só pelo recorde, mas pelo ritmo. O processo havia sido planejado para durar 50 dias, e terminou bem antes do previsto. No total, a construção ficou pronta três meses antes de um prédio vizinho, erguido com técnicas tradicionais.
O prédio foi desenvolvido pela Plurial Novilia, com projeto da HOBO Architecture e impressão feita pela PERI 3D Construction, usando uma impressora COBOD BOD2.
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Impressão no local e estrutura inteira feita em 34 dias

Um dos pontos mais relevantes do ViliaSprint² é que, de acordo com a fabricante COBOD, ele seria o primeiro prédio da França em que tanto a estrutura de carga quanto todas as paredes foram impressas diretamente no local. A impressora foi aplicando uma mistura parecida com cimento em camadas, formando a casca principal do edifício.
Três operadores humanos acompanharam o trabalho de impressão. Depois dessa etapa, a obra seguiu com processos mais convencionais, como instalação do telhado, janelas e fiação elétrica. Essa fase começou em março de 2025 e foi concluída no início de 2026.
O edifício ocupa 800 m² e cada apartamento tem varanda

O prédio tem 800 m² de área útil, distribuídos pelos três pavimentos. São 12 unidades de habitação social, e cada apartamento conta com sua própria área de varanda.
O conjunto foi construído ao lado de outro prédio parecido do mesmo incorporador, mas feito com técnicas tradicionais. Essa comparação acabou reforçando a diferença de tempo entre os dois modelos e colocou a impressão 3D no centro da disputa por obras mais rápidas.
Menos concreto, menos transporte e mais eficiência energética

A aposta da obra não está apenas na velocidade. A COBOD afirma que o formato curvo da fachada e a planta arredondada só se tornaram economicamente viáveis com a impressão 3D, já que geometrias mais complexas costumam encarecer construções convencionais.
O projeto também teria reduzido em cerca de 10% o volume de concreto usado. Além disso, a produção do material no próprio local ajuda a cortar emissões ligadas ao transporte. O prédio integra ainda isolamento com perlita, estruturas de varanda em madeira, 500 m² de painéis fotovoltaicos e um sistema híbrido de gás e bomba de calor da Atlantic Systèmes.
Próximo projeto já mira 40 apartamentos e duas impressoras ao mesmo tempo
O ViliaSprint² foi desenhado para atender às exigências da RE2020 2025, a meta ambiental francesa para edificações. Segundo os responsáveis, o conjunto alcança cerca de 60% de autossuficiência energética.
O grupo por trás da obra já pensa no próximo passo: um projeto maior, com aproximadamente 40 apartamentos e duas impressoras trabalhando simultaneamente. A ideia é reduzir o tempo de impressão em quatro vezes e aproximar o custo final do de uma construção convencional.
Na prática, o prédio francês virou um teste importante para mostrar até onde a impressão 3D pode ir na habitação social. Se o modelo avançar, a tecnologia pode deixar de ser novidade de vitrine e passar a disputar espaço real na construção civil. Se você acompanha inovação e arquitetura, vale ficar de olho nessa virada — e comentar o que achou da ideia de morar em um prédio assim.
