FPSOs entregues em 2018 mantém liderança do Campo de Lula

Petrobras

Campo de Lula, no Pré-sal, está próximo de alcançar marco histórico após receber últimos FPSOs em 2018

O campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, está próximo de ultrapassar a impressionante marca de 1 milhão de barris de petróleo por dia (bopd).
O feito ganha mais importância ainda, se levarmos em conta que o ativo tem menos de dez anos de produção, pois entrou em operação em outubro de 2010.

O campo de Lula foi descoberto em 2006, está localizado a 230 km da costa fluminense, em lâmina d’água de 2,2 mil metros e tem reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo.
A liderança do ativo, porém não é novidade, desde agosto de 2014 quando ultrapassou mexilhão (Bacia de Campos), é o líder de produção de gás do país e é também o maior produtor de petróleo, desde agosto de 2015, quando superou Roncador, também da mesma bacia.

Liderança incontestada

Com produção total de 1,1 milhão de boed em fevereiro (889 mil bopd e 37,5 milhões de m³/d de gás), o campo de Lula está muito á frente do segundo colocado (mais de quatro vezes), que é o campo de Sapinhoá, que produz 251,4 mil boed.
Os responsáveis pelos hoje, quase 1 milhão de barris por dia, são nove FPSOs: o Cidade de Angra dos Reis (Piloto de Lula), Cidade de Paraty (Piloto de Lula Nordeste), Cidade de Mangaratiba (Iracema Sul), Cidade de Itaguaí (Iracema Norte), Cidade de Maricá (Lula Alto), Cidade de Saquarema (Lula Central), P-66 (Lula Sul), P-69 (Lula Extremo Sul) e P–67 (Lula Norte).

Ainda em relação a fevereiro deste ano, das dez plataformas que mais extraíram petróleo, seis estão no ativo da Bacia de Santos: Cidade de Maricá, com produção de 146 mil bopd; Cidade de Saquarema (143 mil bopd); P-66 (125,6 mil bopd); Cidade de Itaguaí (124,4 mil bopd); e Cidade de Mangaratiba (109,3 mil bopd).

Veja no gráfico abaixo a produção dos 20 maiores campos do país:

Desafios tecnológicos

A Petrobras planeja, agora neste segundo momento, investir na maximização do fator de recuperação do campo, visto que tem contrato ainda até 2037.

Em seu último plano de negócios (2019-2023), a petroleira brasileira, estima investir US$ 4.6 bilhões nas áreas de Lula e Cernambi.
O campo de lula é operado por um consórcio, formado por Petrobras (65%), Shell (25%) e Petrogal (10%) e no início, enfrentou dificuldades inéditas, principalmente por conta das especificidades do óleo do pré-sal, com alto teor de CO2, além de alta razão gás-óleo, o que exige maior capacidade de processamento de gás.

Por conta do uso de tecnologias de separação de CO2 e de outras utilizadas em Lula, a Petrobras foi agraciada com o prêmio Distinguished Achievement Award da OTC em 2015.

A importância do campo de Lula não se resumo aos operadores, os prestadores de serviço também enfrentaram desafios inéditos, como por exemplo, a SBM/Brasa que fez a engenharia e construção dos FPSOs Cidade de Paraty, Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema, pois considera que são as unidades de maior complexidade atualmente operando no mundo, devido à produção rica em gás associado e contaminantes da área.

Outro fator desafiador foi a engenharia de conversão dos cascos para acomodar o peso dos topsides, da ordem de 24 mil toneladas, mais que o dobro da média de peso dos projetos anteriores da SBM, que era de cerca de 11.000 toneladas.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)