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Fim de uma era: Samsung abandona TVs e eletrodomésticos após perder espaço para rivais locais; gigante sul-coreana recua no maior mercado industrial do mundo, a China, enquanto TCL, Hisense e outras fabricantes chinesas avançam com preços baixos e alta escala

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 01/06/2026 às 10:39
Atualizado em 01/06/2026 às 10:45
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Samsung deixará de vender TVs e eletrodomésticos na China após avanço de TCL, Hisense e marcas locais que dominaram o mercado.

A Samsung decidiu encerrar a venda de parte de seus produtos de eletrônicos de consumo na China após anos de perda de participação para fabricantes locais. A medida atinge principalmente os segmentos de televisores e eletrodomésticos, áreas em que empresas chinesas ampliaram rapidamente presença, escala industrial e competitividade nos últimos anos.

O movimento representa uma das maiores mudanças estratégicas da companhia sul-coreana no mercado chinês desde sua entrada no país, no início da década de 1990. Mesmo mantendo operações ligadas a semicondutores, celulares e produção industrial, a empresa confirmou que deixará de vender determinadas linhas de TVs e eletrodomésticos para consumidores chineses. As informações foram reveladas pela Reuters no dia 06 de Maio desse ano.

Samsung encerra vendas de TVs e eletrodomésticos após décadas de presença no mercado chinês

Segundo informações divulgadas pela Reuters, a Samsung informou que interromperá a comercialização de alguns produtos de eletrônicos de consumo na China continental, incluindo televisores e eletrodomésticos. A empresa afirmou que a decisão foi motivada pela intensificação da concorrência local e pelas mudanças nas condições de mercado.

O recuo ocorre depois de mais de três décadas de atuação no setor chinês de linha branca e televisores. Relatos da imprensa asiática apontam que a companhia iniciou operações ligadas ao segmento ainda nos anos 1990, quando a abertura econômica chinesa atraía fabricantes globais de eletrônicos.

Apesar da saída das vendas locais desses produtos, a Samsung continuará atuando na China em áreas consideradas estratégicas, incluindo smartphones, semicondutores e algumas operações industriais voltadas para exportação.

TCL, Hisense e fabricantes chinesas passaram a dominar o mercado com produção em massa e preços mais competitivos

O avanço das empresas chinesas foi um dos fatores centrais por trás da decisão. Marcas como TCL, Hisense, Xiaomi, Skyworth e Haier ampliaram participação no mercado doméstico utilizando grandes escalas de produção, redes de distribuição locais e preços mais agressivos.

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Dados citados pela Exame mostram que fabricantes chinesas responderam por aproximadamente 95,4% das vendas de televisores no mercado chinês em fevereiro de 2026, deixando uma fatia muito pequena para marcas estrangeiras.

A situação também se reflete globalmente. Empresas como TCL e Hisense deixaram de ser apenas fabricantes de baixo custo e passaram a disputar liderança em segmentos premium, Mini LED e televisores de grande porte.

Samsung perdeu participação enquanto marcas chinesas expandiram domínio dentro do próprio país

Relatórios citados pelo Wall Street Journal mostram o tamanho da mudança. No mercado offline chinês, a Samsung possuía participação de apenas 3,62% em televisores, enquanto geladeiras e máquinas de lavar registravam participações inferiores a 1%.

Ao mesmo tempo, grupos chineses passaram a controlar a maior parte das vendas nacionais. Segundo os dados citados na reportagem, marcas domésticas já concentram mais de 90% do mercado de TVs e mais de 60% do setor de eletrodomésticos na China.

Essa transformação reduziu drasticamente o espaço das fabricantes estrangeiras em um dos maiores mercados consumidores do planeta.

Mudança acontece após prejuízos, troca de comando e pressão crescente no setor de televisores

A reorganização da Samsung ocorre em um momento de forte pressão sobre a divisão de televisores e linha branca da empresa. Segundo a Reuters, o segmento registrou perdas de aproximadamente 200 bilhões de won sul-coreanos, equivalentes a cerca de US$ 138 milhões, durante o último ano.

A companhia também promoveu recentemente uma troca no comando da área de televisores, substituindo o responsável pela divisão visual pela primeira vez em mais de dois anos. A mudança ocorreu em meio ao aumento da concorrência internacional e à desaceleração da demanda.

Além da pressão de TCL e Hisense, fabricantes chinesas passaram a investir pesadamente em tecnologias de painéis, Mini LED, OLED e grandes telas, segmentos que antes eram dominados por marcas sul-coreanas e japonesas.

Produção continuará ativa, mas foco da Samsung muda para celulares, chips e áreas mais lucrativas

Apesar do encerramento das vendas locais de TVs e eletrodomésticos, a Samsung não está abandonando completamente suas operações chinesas. A companhia informou que continuará utilizando algumas instalações industriais do país como centros de produção voltados para exportação internacional.

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As divisões de semicondutores e dispositivos móveis permanecem entre as prioridades da empresa na região. A própria Samsung destacou que pretende ampliar esforços em smartphones e soluções ligadas à inteligência artificial no mercado chinês.

Isso mostra que o movimento não representa uma saída total da China, mas uma reestruturação voltada para áreas consideradas mais competitivas e rentáveis.

O recuo da Samsung mostra como a China deixou de ser apenas fábrica do mundo para se tornar uma potência que desafia gigantes globais

Durante décadas, empresas estrangeiras dominaram parte importante do mercado chinês de eletrônicos. Hoje, o cenário é praticamente inverso. Fabricantes locais não apenas controlam grande parte das vendas domésticas como também avançam rapidamente sobre mercados internacionais.

O caso da Samsung se tornou um dos exemplos mais visíveis dessa mudança. A empresa que durante anos liderou o setor global de televisores agora reduz sua presença justamente no país que se transformou no maior centro industrial de eletrônicos do planeta.

Enquanto TCL, Hisense e outras gigantes chinesas ampliam produção, tecnologia e participação global, a retirada parcial da Samsung revela uma mudança que vai muito além de televisores e geladeiras: a disputa pelo controle da indústria eletrônica mundial está cada vez mais concentrada dentro da própria China.

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David
David
08/06/2026 17:27

Chineses destestam coreanos, e tudo produzido lá.

Osvaldo
Osvaldo
06/06/2026 03:00

Essa informação é verdadeira. A própria Samsung confirmou

BIAH kim
BIAH kim
04/06/2026 04:47

Gente como que podem postar uma mentira dessas jamais Samsung nunca teve esse problema eu moro aqui na Coreia do Sul estou informada sobre isso porque eu trabalho na Samsung Nunca Houve um anúncio desses nem na Coreia do Sul nem nos Estados Unidos em lugar nenhum como que uma mídia no Google né que eu não sei como que é essa CPG pode anunciar uma fake News dessas a China jamais os produtos da China vai ultrapassar Samsung os produtos chineses são de péssima qualidade e dura um pouco tempo já sei que vai ter muita gente aí falando mal da Samsung porque são petistas né são de esquerda a gente que envolve política com negócios então tem nada a ver não está acontecendo nada nenhum prejuízo com a Samsung e ela continua produzindo televisões celulares aparelhos eletrônicos como sempre e ela é sucesso mundial e eu posso garantir isso porque eu trabalho dentro da Samsung na Coreia do Sul

Fonte
Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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