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Fim de uma era: Nissan anuncia saída do país com fechamento de fábrica histórica após 7 anos produzindo a Frontier, negocia operação com 2 grupos e integra estratégia global que já reorganizou 36 mercados, em Córdoba, Argentina

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 25/04/2026 às 14:02 Atualizado em 25/04/2026 às 14:44
Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.
Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.
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Movimento estratégico encerra produção local, reposiciona operação comercial e integra país a modelo regional baseado em importação e distribuição, alinhado a plano global de eficiência da montadora japonesa na América Latina.

A Nissan confirmou que negocia a transferência de sua operação comercial na Argentina para o Grupo SIMPA e o Grupo Tagle, em mais uma etapa da reorganização regional iniciada após o encerramento da produção da Frontier em Córdoba.

A montadora japonesa informou que assinou um memorando de entendimento com os dois grupos empresariais para analisar a possível mudança para um modelo de distribuidor local, sem presença operacional direta da subsidiária argentina no país.

O acordo ainda não é definitivo.

Segundo a empresa, a negociação está em fase de análise detalhada dos aspectos comerciais, jurídicos e operacionais antes de qualquer decisão final sobre a estrutura futura da marca no mercado argentino.

Nissan aposta em modelo de distribuição na Argentina

Pelo formato em discussão, a Argentina passaria a integrar uma operação baseada em importação e distribuição, semelhante à adotada pela Nissan em outros mercados latino-americanos dentro de sua estratégia de simplificação regional.

Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.
Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.

A companhia afirmou que suas atividades comerciais continuarão normalmente durante o processo, com venda de veículos, lançamentos previstos, atendimento ao consumidor, serviços de pós-venda e funcionamento da rede de concessionárias em todo o território argentino.

“As operações comerciais da Nissan na Argentina continuarão se desenvolvendo com normalidade, mantendo a comercialização de seu portfólio de produtos, o lançamento de novos modelos e a prestação dos serviços de atendimento e pós-venda”.

A marca também destacou que a assinatura do memorando não representa uma venda concluída, mas uma etapa formal de avaliação para definir se SIMPA e Tagle assumirão a representação comercial da Nissan no país.

Produção da Frontier chega ao fim em Córdoba

A mudança ocorre depois do encerramento da produção local da Nissan Frontier na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, onde a picape começou a ser fabricada em 2018 em uma linha compartilhada com a Renault.

O fim da produção foi anunciado em março de 2025, mas a última unidade da Frontier saiu da linha de montagem em 9 de outubro de 2025, encerrando sete anos de fabricação local da picape no país vizinho.

Com essa decisão, a Nissan deixou de atuar como fabricante na Argentina e passou a operar apenas com veículos importados, em um movimento que reduziu sua estrutura industrial antes da atual negociação comercial.

A Frontier vendida no mercado argentino passou a vir de fora, enquanto a planta de Santa Isabel permaneceu vinculada às operações da Renault, que manteve atividades industriais no complexo localizado na província de Córdoba.

Reestruturação global orienta mudança

Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.
Nissan negocia saída da Argentina após fechar fábrica da Frontier em Córdoba e avalia transferência da operação para dois grupos locais.

A Nissan relacionou a mudança ao plano global Re:Nissan, programa de reestruturação voltado à competitividade, à revisão do portfólio e à busca por maior eficiência em mercados considerados estratégicos ou operados por distribuidores.

“Por meio do seu plano de reestruturação Re:Nissan, a companhia continua avançando no fortalecimento de sua competitividade, na otimização de seu portfólio de produtos e na incorporação de tecnologias de próxima geração”.

A empresa também disse que o objetivo é estabelecer bases para crescimento sustentável no futuro, sem detalhar prazos para concluir a análise com os grupos interessados nem informar possíveis impactos administrativos na Argentina.

Na América Latina, a reorganização já incluiu Chile e Peru, onde a Nissan fechou acordo com a Astara para assumir a distribuição oficial da marca nos dois mercados, em operação anunciada em janeiro de 2026.

Com essas mudanças, Chile e Peru passaram a seguir o modelo de importador, dentro de uma estrutura regional voltada a mercados sem operação direta da montadora e com gestão comercial feita por parceiros locais.

A Nissan afirmou que essa unidade de negócios reúne 36 mercados importadores da América Latina, enquanto a empresa mantém a estratégia de concentrar recursos, ajustar estruturas e preservar a presença comercial por meio de redes de distribuição.

Grupos SIMPA e Tagle entram na negociação

O Grupo SIMPA atua no setor automotivo e representa diferentes marcas na Argentina, enquanto o Grupo Tagle tem presença ligada à comercialização de veículos e operações de concessionárias no mercado local.

Caso a transição avance, os dois grupos poderão assumir a distribuição da Nissan em conjunto, mantendo a venda de modelos importados e a assistência aos clientes por meio da rede já existente no país.

Até a conclusão do processo, a montadora afirma que não haverá interrupção no atendimento aos consumidores argentinos, nem alteração imediata no funcionamento das concessionárias responsáveis por vendas, revisões, peças e serviços.

A decisão aprofunda uma mudança iniciada com o fim da produção da Frontier e reforça a saída da Nissan de uma estrutura industrial própria na Argentina, preservando a marca no país por meio de importação e distribuição.

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Jonas Matias
Jonas Matias
02/05/2026 16:24

Argentina já era. Conseguiu ficar ainda pior com Milei

jaime feranndez caneda
jaime feranndez caneda
01/05/2026 10:49

O grupo whilpol já decidiu sair da Argentina semana passada e a NIssan é somente a primeira montadora a tomar essa decisão. As questões são menos políticas (incompetencia regional de governo na América Latina), mas questões economicas e estratégicas que estão moldando a América Latina. Somente mercados com estrutura (consumidores e infraestrutura) permanecerão ativos de produção e a questão da China se tornar cada vez mais um vetor de produção atumobilistica mundial. A NISSAN é uma empresa pequena como a MITSUBISHI, Dayhastu, RHINO e outras janponesas. Elas precisam se concentam aonde podem gerar lucro produzindo/distribuindo e vendendo. Alguem lembra que o Brasil tinha a Ford, a Troler e tabém corre o risco de perder produção de outras marcas se não for competitiva com as Marcas chinesas. Isso além da eletrificação que é uma mudança radical na estrutura produtiva. As fábricas são e serão cada vez mais diferentes com esses novos produtos.

Leo
Leo
Em resposta a  jaime feranndez caneda
01/05/2026 14:42

Mentira, puro efeito MILEI. A conta chegou !!!

Geraldo Bartolomeu
Geraldo Bartolomeu
29/04/2026 19:52

Os japoneses não são bestas, sabem que a Argentina está a beira do colapso econômico. Fecharam a fábrica antes do país implodir

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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