Segundo a ASN Rio e o Conexão Safra, Samiê Seabra aceitou o pedido do pai, Sr. Wilson, reabriu uma fábrica de goiabada no Sítio Taipabas, em Italva, profissionalizou a Doce Taipabas com Sebrae Rio e criou turismo rural com visita guiada, degustação e produção artesanal no Noroeste Fluminense em 2026.
A fábrica de goiabada do Sítio Taipabas voltou a funcionar em Italva, no Noroeste Fluminense, depois que Samiê Seabra assumiu a produção familiar a pedido do pai, o produtor rural Sr. Wilson. A estrutura estava parada, precisava de melhorias e grande parte das goiabas era vendida para outras indústrias.
A história foi publicada pela Agência Sebrae de Notícias Rio de Janeiro em 3 de março de 2026 e também pelo Conexão Safra em 4 de março de 2026. Segundo as fontes, Samiê aceitou retomar a produção em 2022, ao lado do marido Lúcio, e passou a transformar a goiabada tradicional em negócio estruturado.
Pedido do pai virou decisão de negócio
Quando convidou a filha para assumir o Sítio Taipabas, Sr. Wilson queria ver a goiabada tradicional da família voltar a ser produzida no local. O cenário, porém, exigia mais do que retomar uma receita: era preciso reorganizar a estrutura, melhorar a produção e encontrar um posicionamento comercial viável.
-
Filha largou São Francisco para assumir do pai uma fazenda familiar de quase 90 anos na Califórnia, viu 300 toneladas de uvas serem abandonadas no chão sem comprador e entrou em uma luta para impedir que a crise do vinho enterrasse a história da família
-
Mulher do sertão potiguar retomou o algodão que quase sumiu da região desde os anos 1980, plantou sem agrotóxicos no semiárido e viu a produção virar 6,4 mil camisetas no Carnaval de Salvador, levando uma cultura esquecida do campo para uma vitrine nacional
-
Projeto brasileiro construiu 35 mil m² de jardins filtrantes às margens de uma lagoa em Niterói para limpar a água da chuva sem produtos químicos, e anos depois o que parecia apenas um parque virou o maior sistema de soluções baseadas na natureza do país, com 680 mil m², ciclovias, praças e água tratada antes de chegar à Lagoa de Piratininga
-
Índia posiciona 2 mil peças gigantes de concreto no Mar Arábico para blindar um quebra-mar de 3,1 km, proteger um porto profundo em Vizhinjam e abrir caminho para navios colossais nas rotas globais
Samiê Seabra identificou esse potencial ao observar a expansão do turismo rural na região e a presença da goiabada em experiências gastronômicas locais. A retomada não foi tratada apenas como memória familiar, mas como oportunidade de reposicionar um produto artesanal dentro de um mercado regional em crescimento.
Estrutura parada precisava de melhorias

A fábrica estava sem operação e precisava de adequações para voltar a produzir com segurança e regularidade. Além disso, parte relevante das goiabas do sítio seguia para outras indústrias, o que reduzia a possibilidade de agregar valor dentro da própria propriedade.
Ao assumir o processo, Samiê passou a organizar a produção da Doce Taipabas. A decisão permitiu que a fruta deixasse de ser apenas matéria-prima vendida a terceiros e voltasse a ser transformada em goiabada artesanal com identidade própria no Sítio Taipabas.
Doce Taipabas voltou às feiras da agricultura familiar
Após a retomada, a Doce Taipabas voltou a participar de feiras da agricultura familiar na região. Segundo a fonte, o primeiro grande evento ocorreu em 2023, depois que Samiê organizou a documentação e se sentiu mais segura com a produção e a venda.
Foi nesse momento que a empreendedora percebeu a necessidade de profissionalizar a gestão para sustentar o crescimento. A presença nas feiras funcionou como teste de mercado, aproximando a marca dos consumidores e revelando a importância de planejamento comercial.
Sebrae Rio entrou na etapa de profissionalização

O primeiro contato de Samiê com o Sebrae Rio ocorreu por meio do Sebrae Delas, programa voltado a mulheres empreendedoras. Depois disso, ela participou de oficinas, consultorias financeiras e acompanhamento em neuromarketing para fortalecer a captação de clientes.
A orientação ajudou a reposicionar a marca e organizar o crescimento. A Doce Taipabas passou a atuar com identidade renovada, mantendo a produção artesanal, mas com gestão mais estruturada para atender consumidores finais, empresas, feiras e pontos especializados.
Receita tradicional foi mantida na produção
Mesmo com mudanças na gestão, a marca manteve a produção artesanal e o respeito ao tempo de cozimento da goiabada. A receita tradicional da família continuou sendo um elemento central do produto, agora associada a uma estratégia de posicionamento mais clara.
Esse equilíbrio é importante para o negócio. A fábrica de goiabada não abandonou o processo artesanal, mas passou a comunicar melhor sua origem, sua rotina no campo e sua ligação com o Sítio Taipabas, fortalecendo valor de marca.
Turismo rural ampliou o papel do sítio
Além da venda direta da goiabada, o Sítio Taipabas passou a oferecer experiências de agroturismo. As visitas incluem apresentação do processo produtivo, visitação guiada e degustações, conectando tradição alimentar, produção rural e geração de renda no campo.
A mudança transforma a propriedade em ponto de experiência, não apenas em local de fabricação. O visitante passa a conhecer a história do produto, a rotina da produção e o caminho da goiaba até a goiabada artesanal servida nas degustações.
Marca ampliou parcerias e pontos de venda
Com a profissionalização, a Doce Taipabas fortaleceu a presença em feiras, ampliou parcerias comerciais e passou a ocupar pontos especializados. Esse movimento ajudou a marca a sair de uma lógica apenas local e ganhar presença mais organizada no mercado regional.
A fonte não informa números de faturamento, volume de produção ou quantidade de visitantes. Por isso, o dado central é qualitativo: a empresa reposicionou a produção artesanal e passou a combinar venda de produto, turismo rural e relacionamento com a comunidade.
Reconhecimento veio com prêmio do Sebrae
Samiê também conquistou um lugar no pódio do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Produtora Rural. A premiação é citada nas fontes como forma de reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Sítio Taipabas.
A empreendedora afirmou que, no dia da premiação, percebeu que havia realizado o sonho do pai. No texto jornalístico, esse ponto entra como contexto da trajetória, mas o foco principal está no negócio: retomada da produção, qualificação, reposicionamento e criação de experiências de turismo rural.
Redes sociais ajudaram a formar comunidade
A produtora também passou a compartilhar a rotina da produção, o dia a dia no campo e a preservação do legado familiar pelas redes sociais. Esse acompanhamento ajudou a criar uma comunidade em torno da Doce Taipabas.
Mais do que divulgar um produto, a comunicação aproxima clientes do processo artesanal. Quando o público acompanha a fabricação, a colheita e as visitas ao sítio, a goiabada deixa de ser apenas doce e passa a representar origem, território e experiência.
Caso mostra como tradição pode virar estratégia
A trajetória da fábrica de goiabada em Italva mostra como um produto tradicional pode ganhar novo valor quando se conecta a gestão, qualificação, turismo rural e identidade territorial. O Sítio Taipabas saiu da estrutura parada para uma operação com visita guiada, degustação e produção artesanal reposicionada.
O caso também levanta uma pergunta para outros produtores rurais: tradição familiar, sozinha, ainda basta para manter um negócio competitivo ou é preciso unir receita, marca, experiência turística e gestão profissional? Você visitaria uma fábrica de goiabada artesanal para conhecer o processo e degustar o produto? Deixe sua opinião nos comentários.
