Mau cheiro e urubus preocupam moradores de Nova Iguaçu. Fábrica de sabão vira tormento e gera relatos de náuseas e desconforto contínuo.
Um problema antigo voltou a ganhar força na Baixada Fluminense. Moradores da Estrada de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, denunciam o quê está acontecendo há anos: o mau cheiro constante vindo de uma fábrica de sabão.
O incômodo atinge famílias inteiras e provoca sintomas como náuseas e dificuldade para respirar. O impacto recai sobre quem vive, trabalha ou circula pela região.
Cheiro forte e urubus assustam moradores da região
O relato mais comum envolve o odor que se espalha rapidamente pela vizinhança. Segundo moradores, a situação se arrasta há anos, gerando medo e cansaço.
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“É um cheiro insuportável com o qual a gente convive aqui há anos e não muda. Um cheiro que vai muito longe, até bairros vizinhos”, contou a enfermeira Luana Ferreira.
Casas fechadas e rotina limitada pelo mau cheiro
Nos dias de calor, moradores afirmam que o cheiro fica ainda mais intenso. Assim, manter as janelas abertas se tornou impossível.
“Tem que ficar com a casa toda fechada, o dia todo. Aí não entra o cheiro”, lamentou a dona de casa Rafaela Monteiro.
Assim o desconforto físico aparece com frequência. Muitas pessoas relatam enjoo, dor de cabeça e irritação na garganta, sintomas que reforçam a preocupação com a saúde pública.
Comerciantes também enfrentam prejuízos
O impacto ultrapassa as residências e chega ao comércio local. Quem trabalha perto da fábrica sente diariamente o cheiro forte no ambiente de trabalho.
A situação evidencia como a Fábrica de sabão vira tormento: moradores relatam náuseas, urubus e mau cheiro em Nova Iguaçu afeta não apenas o bem-estar, mas também a economia local.
Fumaça da chaminé preocupa e gera relatos de mal-estar
Além do cheiro, a fumaça emitida pela chaminé da fábrica causa inquietação entre os moradores. Mesmo quem trabalha na unidade relata desconforto.
“Meu filho teve problema de saúde, de respiração. Eles falam que eles mesmos não suportam o cheiro. Mas tem que trabalhar, né?”, disse a dona de casa Neci Ernesto.
A fala revela que o problema também atinge funcionários e reforça a necessidade de investigação ambiental rigorosa.
Comunidade cobra respostas e acusa demora das autoridades
Assim os moradores afirmam que denunciaram a situação repetidas vezes e que, apesar das mobilizações, nada mudou.
“Ninguém faz nada. Já fizeram manifestação, abaixo-assinado, fizeram de tudo”, contou a pensionista Flávia de Oliveira.
Segundo a comunidade, a empresa teria prometido apresentar um relatório de impacto ambiental, mas o documento não foi entregue.
O que diz a empresa Grande Rio Alimentos
Em nota, a Grande Rio Alimentos, responsável pela fábrica, afirmou investir em tecnologias voltadas à neutralização de odores e garantir conformidade com normas técnicas e ambientais.
Então a empresa reiterou compromisso com o meio ambiente e afirmou que mantém diálogo aberto com moradores e autoridades, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
