Com foco nas exportações do agronegócio no Brasil, o desempenho de outubro revela recordes mensais, diversificação de mercados e avanços relevantes em produtos tradicionais e nichos emergentes
As exportações do agronegócio no Brasil alcançaram em outubro de 2025 um marco histórico ao somarem US$ 15,49 bilhões, resultado que consolidou o mês como o mais robusto da série, segundo uma matéria publicada.
O desempenho refletiu a combinação entre maior volume embarcado e demanda firme por commodities como soja, carnes, açúcar, café, produtos florestais e milho, mesmo diante de um recuo de 1,4% nos preços internacionais.
O saldo comercial do agro atingiu cerca de US$ 13,7 bilhões, impulsionado por importações de US$ 1,79 bilhão.
-
Irã virou o maior comprador do milho brasileiro com 9,1 milhões de toneladas, mas a carga sai do campo rumo a uma zona de tensão global: sanções, risco militar no Golfo Pérsico, Estreito de Hormuz e dependência de fertilizantes transformam o cliente gigante do agro nacional em alerta para a próxima safra
-
Arábia Saudita comprou quase 397 mil toneladas de frango brasileiro, mas agora quer criar um império avícola no deserto: plano de autossuficiência mira produção local, ameaça embarques de BRF, JBS e Seara e acende alerta para o Brasil no mercado halal até 2030
-
Guerra no Irã eleva preço dos fertilizantes, acende alerta no agronegócio brasileiro e leva governo a buscar novos fornecedores para evitar impactos na safra
-
Soja despenca em Chicago com clima favorável nos Estados Unidos e produtores brasileiros travam vendas diante da pressão nos preços e da falta de reação do mercado
Além disso, o comportamento do segundo semestre manteve o patamar próximo de US$ 15 bilhões mensais, reforçando a consistência das vendas externas do setor.
Expansão do volume embarcado e crescimento das vendas externas agropecuárias
O aumento de 10,1% no volume embarcado reforçou o impacto da demanda global sobre os resultados de outubro.
O destaque permaneceu em produtos como soja em grãos, carne bovina, café, açúcar, milho e celulose, todos registrando recordes de valor ou volume.
A China manteve sua posição de principal mercado, adquirindo US$ 4,95 bilhões, equivalentes a 32% das vendas totais.
União Europeia, Estados Unidos, Egito, Índia e Irã também ampliaram participação, contribuindo para o fortalecimento da diversificação geográfica.
Esse cenário sustenta a percepção de estabilidade dos embarques, já refletida nos resultados de julho, com US$ 15,6 bilhões, e de setembro, com US$ 14,95 bilhões.
Exportações do agronegócio no Brasil e recordes mensais do setor em outubro
A pauta exportadora de outubro também apresentou desempenho expressivo em nichos que vêm ganhando espaço.
O amendoim registrou 33 mil toneladas (+85,3%). Rações para animais de estimação atingiram US$ 43,2 milhões (+42,7%).
O café solúvel alcançou US$ 101 milhões (+32,8%) e 8 mil toneladas (+11,3%).
Sementes de oleaginosas (exceto soja) chegaram a US$ 69,8 milhões (+41,8%) e 68,6 mil toneladas (+77%). A pimenta piper seca somou US$ 435,7 milhões. Miudezas bovinas alcançaram 25,2 mil toneladas (+29,6%).
O sebo bovino registrou US$ 431,03 milhões e 390,41 mil toneladas. Os feijões secos atingiram US$ 379,73 milhões e 452,88 mil toneladas.
Mercados internacionais diversificados e oportunidades em expansão
Esses nichos cresceram graças à estratégia conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores, que abriu 28 novos mercados em outubro, ampliando oportunidades para empresas de diferentes portes.
Produtos menos tradicionais da pauta aumentaram 9,1% no mês e 17,9% no acumulado do ano.
Esse movimento reforça a relevância da inovação comercial e da diversificação como pilares para ampliar o acesso do Brasil a regiões da Ásia, Oriente Médio e Norte da África, que têm demonstrado apetite crescente por produtos do agro.
O quinto bloco mostra que a consolidação das exportações do agronegócio no Brasil ao longo de 2025 também se reflete no acumulado de janeiro a outubro, que somou US$ 141,97 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024.
As importações ficaram em US$ 17 bilhões, registrando avanço de 4,9%. O superávit alcançou US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do resultado do ano anterior.
Esses números ressaltam a importância da pauta agrícola na balança comercial e mostram que o desempenho consistente segue sustentado por mercados consolidados e pelos itens que ganharam força ao longo do ano.
No sexto bloco, a dinâmica das exportações do agronegócio no Brasil reafirma a relevância da combinação entre expansão de mercados, estabilidade produtiva e crescimento do volume embarcado, consolidando o setor como força central do comércio exterior brasileiro.

Seja o primeiro a reagir!