O valor exportado pelo Brasil nos últimos anos totalizando cresceu cerca de 19,1%, enquanto o valor de importação foi de 34,3% maior que o registrado em 2021. Mesmo assim, a balança comercial brasileira encerrou o ano com superavitária em US$ 61,8 bilhões, em patamar um pouco superior aos US$ 61,4 bilhões de 2021.
Esses dados foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), no Indicador Comércio Externo (Icomex). O superávit da indústria extrativa diminuiu de US$ 63 bilhões em 2021, para cerca de US$ 45,5 bilhões em 2022, sendo o setor responsável por 22,8% das exportações do país. A indústria de transformações teve uma ampliação de déficit de US$45,3 bilhões para US$ 48,5 bilhões, respondendo por cerca de 55,7% das brasileiras.
“As restrições da oferta agrícola associadas à guerra na Ucrânia e questões climáticas elevaram os preços agrícolas, pois o aumento no volume exportado foi de 2,6% menor do que o da indústria de transformações. Na extrativa, preços e volumes das exportações recuaram com o desempenho do minério de ferro desfavorável. O déficit na Indústria de transformação é recorrente na balança comercial do Brasil desde 2009”, explicou a FGV/Ibre.
Cenário mundial
Para este ano, o instituto faz uma projeção de um menor crescimento da economia mundial, e taxa de expansão feita pelo Brasil abaixo de 1%, com redução tanto nas exportações como nas importações.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
“O preço do petróleo irá continuar sendo afetado pelas questões geopolíticas e a recuperação das exportações da extrativa depende também da recuperação das vendas de minério de ferro para a China. No caso das manufaturas, as crises da Argentina não favorece os aumentos das exportações de maior valor adicionado do setor automotivo. Numa primeira leitura, o saldo comercial de 2023 deverá ser menor que o de 2022”, destaca a FGV/Ibre.
“A guerra na Ucrânia, os efeitos climáticos nas lavouras e os gargalos herdados e ainda não totalmente superados da Covid 19 explicam o que o aumento nos preços das importações, o que impactou a inflação mundial e do Brasil”, explicou a FGV/Ibre.
Houve um grande aumento no volume de exportados para todos os mercados, apenas para a China que anotou a queda de 2,8%, afetada pela diminuição no ferro. Já a carne bovina teve seu aumento de cerca de 81% nas exportações para a china.
A China cresceu 12,6%, e a União Europeia, 3,8% em volumes de importações. Os Estados Unidos Avançou 33,1%, União Europeia 19,6%, Argentina 16,9% e China teve alta de quase 13,6% nos preços de importações.

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