1. Início
  2. Construção
  3. Expansão no setor de alimentos e bebidas requer total segurança e rastreabilidade
4 min de leitura

Expansão no setor de alimentos e bebidas requer total segurança e rastreabilidade

Imagem de perfil do autor Paulo Nogueira
Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 23/10/2020 às 16:17 Atualizado em 23/10/2020 às 16:18
indústria Alimentos e Bebidas negócios
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Durante a pandemia da covid-19, grandes multinacionais do setor de alimentos e bebidas conseguiram adequar rapidamente seus ambientes fabris para entregar novos produtos

A segurança é uma questão central para qualquer setor, mas em poucas é tão crucial quanto na indústria de alimentos e bebidas, já que o consumidor só adere a uma nova marca ou variedade quando se sente totalmente protegido para ingeri-lo. E em meio à alta crescente na demanda brasileira, seja por novos produtos ou mais quantidades, esse quesito não pode ser deixado de lado.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o setor registrou alta de quase 1% no faturamento e 2,7% em volume de produção ao longo do primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se de uma indústria que é responsável por 20% dos postos de trabalho da indústria de transformação nacional, o que significa um grande impacto na economia do país.

Para ter uma vantagem competitiva nesse mercado, as empresas precisam se esforçar para se adequar aos parâmetros legais e sanitários – e apostar em tecnologia para elevar sua produtividade e manter os padrões de qualidade e segurança.

Se compararmos com a indústria automobilística, é frequente que haja o lançamento de um carro novo e, logo na sequência, um recall. Isso ocorre porque existem mudanças a todo momento – mas também porque ocorreram falhas que devem ser corrigidas. Na indústria de alimentos, um problema de qualidade tem repercussões muito maiores e não permite recall.

Além da segurança total e zero contaminação, busca-se inovar para permitir o aumento de produtividade e assim atender à demanda crescente da sociedade com qualidade, dentro de todas as exigências de legislação e regulação.

É verdade que se usa, cada vez mais, robôs nas linhas de fabricação mais modernas, que não requerem o uso de trilhos para se movimentar. E também sistemas integrados de visão – com câmera, iluminação, filtros e softwares, os quais comparam o produto com seus padrões constantemente – o que permite detectar alguma partícula num meio líquido, por exemplo.

No contexto da indústria 4.0, tudo isso é o feijão com arroz. Mas como conectar todos esses equipamentos de forma econômica e que permita a rastreabilidade do produto? Uma solução inédita no mercado para promover total controle e manter operantes todas as peças de uma linha de produção é o Sistema Conexo, baseado em radiofrequência (RFID). O produto surgiu após extensa pesquisa com o objetivo de gerenciar a validação e manutenção em indústrias sensíveis como a farmacêutica e alimentícia, mas também pode ser utilizado na indústria pesada, como siderurgia, fabricação de fertilizantes e peças automotivas, sistemas de energia, entre outros.

Por meio de uma “caneta” de leitura, chips a serem acoplados aos equipamentos, e da licença para usar o software de gerenciamento na nuvem, o sistema permite controlar os processos da manutenção preventiva, o que é possível graças à instalação de chips nas diferentes partes integrantes das válvulas (corpo, diafragma de vedação e atuador), que contêm todas as informações a respeito do equipamento.

O tempo gasto com documentação cai drasticamente, permitindo a rastreabilidade tanto legal quanto técnica, bem como a rápida identificação dos equipamentos da planta. A informação é armazenada na nuvem, com protocolos de segurança, de forma a conter todo o histórico de manutenção e documentação do produto, bem como suas licenças.

Além do uso de robôs e do controle de equipamento via radiofrequência, existem expansões em outras frentes da indústria 4.0 também: é o caso do e-commerce e das vendas pelas redes sociais, que permitem potencializar o pós-venda. Essa tendência ainda irá se fortalecer, com sua adoção por grandes companhias.

Durante a pandemia da covid-19, percebemos que as grandes multinacionais do setor de alimentos e bebidas conseguiram adequar rapidamente seus ambientes fabris para entregar novos produtos, mas nada disso é possível sem investimentos em equipamentos e sistemas de controle conectados entre si.

*Péricles Costa é engenheiro da GEMÜ Válvulas e Sistemas de Medição e Controle para a área farmacêutica, alimentícia e de biotecnologia.

Sobre a GEMÜ – A filial da multinacional alemã criada por Fritz Müller na década de 1960 disponibiliza ao mercado brasileiro válvulas de extrema eficiência e qualidade. A planta situada em São José dos Pinhais (PR), que conta com 100 colaboradores e completa 40 anos em 2021, produz válvulas e acessórios para o tratamento de água e efluentes em indústrias de todas as áreas, como siderurgia, fertilizantes e setor automobilístico, bem como para integrar sistemas de geração de energia. Na área de PFB (farmacêutica, alimentícia e biotecnologia), a GEMÜ é líder mundial e vende para toda a América Latina produtos de alta precisão, com atendimento local, além de consultoria com profissionais capazes de orientar na escolha da melhor solução em válvulas para cada aplicação. Mais informações: https://www.gemu-group.com/pt_BR/

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo