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Ex-presidente do IBP destaca que dependência de importação de diesel pressiona preços no Brasil, amplia vulnerabilidade a crises globais e evidencia necessidade de políticas energéticas mais robustas e sustentáveis

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Escrito por Hilton Libório Publicado em 24/03/2026 às 09:42
Assista o vídeoNavio-tanque abastecendo diesel em terminal portuário ao pôr do sol, com tanques de armazenamento, tubulações industriais e caminhão-tanque em operação.
Ex-presidente do IBP destaca que dependência de importação de diesel pressiona preços no Brasil, amplia vulnerabilidade a crises globais e evidencia necessidade de políticas energéticas mais robustas e sustentáveis/ Imagem Ilustrativa
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Entenda como a dependência da importação de diesel impacta o preço dos combustíveis no Brasil, segundo análise do ex-presidente do IBP, e por que o país enfrenta maior vulnerabilidade diante de crises globais e desafios energéticos.

A dependência da importação de diesel no Brasil voltou ao centro das discussões após declarações do ex-presidente do IBP, Eberaldo de Almeida Neto, que destacou a vulnerabilidade estrutural do país diante das oscilações internacionais. Segundo ele, durante entrevista ao Agora CNN no dia 22 de março, cerca de 25% e 30% do diesel consumido no Brasil vem do exterior, o que impacta diretamente o preço dos combustíveis e amplia os riscos em momentos de crise global.

Esse cenário se torna ainda mais crítico em períodos de maior demanda, como durante a safra agrícola, quando o consumo de diesel aumenta significativamente. Ao mesmo tempo, fatores geopolíticos e limitações logísticas internas agravam a situação, evidenciando a necessidade de mudanças estruturais no setor energético.

Dependência estrutural: ex-presidente do IBP detalha a importação de diesel no Brasil

O ex-presidente do IBP ressaltou que o Brasil ainda não atingiu a autossuficiência na produção de diesel, o que obriga o país a recorrer constantemente à importação. Esse fator estrutural afeta diretamente o equilíbrio do mercado interno e torna o país mais exposto às variações externas.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 25% a 30% do diesel consumido. Essa dependência da importação de diesel cria um cenário de instabilidade, principalmente quando há oscilações no mercado internacional ou eventos inesperados que afetam a oferta global.

Além disso, o especialista destacou uma defasagem relevante no preço dos combustíveis. Enquanto o diesel A é vendido nas refinarias brasileiras por cerca de R$ 3,65 por litro, o valor no mercado internacional ultrapassa R$ 5,00. Essa diferença superior a R$ 2,00 por litro evidencia uma pressão latente por reajustes.

Safra agrícola intensifica consumo de diesel e pressiona o preço dos combustíveis

O período de colheita no Brasil é um dos principais momentos de aumento da demanda por diesel. Máquinas agrícolas, como colheitadeiras, e o transporte da produção dependem diretamente desse combustível.

Segundo o ex-presidente do IBP, essa elevação no consumo ocorre justamente quando o país precisa intensificar a importação, o que amplia o impacto sobre o preço dos combustíveis. O resultado é um efeito cascata que atinge toda a economia.

O agronegócio, um dos pilares econômicos do Brasil, depende fortemente do diesel para manter sua eficiência. Qualquer aumento no custo do combustível impacta diretamente o valor dos alimentos, o transporte e a inflação.

Essa relação direta entre produção agrícola, consumo de diesel e preço dos combustíveis mostra como a dependência da importação de diesel afeta não apenas o setor energético, mas toda a sociedade.

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Gargalos logísticos ampliam dependência de diesel e importação no país

Outro ponto destacado pelo ex-presidente do IBP é a forte dependência do transporte rodoviário no Brasil. Grande parte das cargas é transportada por caminhões, o que aumenta significativamente o consumo de diesel.

Esse modelo logístico intensifica a necessidade de importação de diesel, especialmente em um país de dimensões continentais. Além disso, contribui para a pressão constante sobre o preço dos combustíveis.

Em comparação, outros países utilizam mais ferrovias e hidrovias, que são modais mais eficientes e menos dependentes de combustíveis fósseis. No Brasil, essa diversificação ainda é limitada, o que mantém a estrutura atual altamente dependente do diesel.

A falta de investimentos em infraestrutura logística mais eficiente perpetua um ciclo de alta demanda e necessidade contínua de importação, reforçando a vulnerabilidade do sistema.

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Crises internacionais impactam a importação de diesel e o preço dos combustíveis

O mercado de diesel é diretamente influenciado por fatores globais, já que se trata de uma commodity. O ex-presidente do IBP destacou que conflitos internacionais têm impacto significativo na oferta e na demanda.

Durante a guerra na Ucrânia, por exemplo, a redução do fornecimento de gás russo levou países europeus a utilizarem mais diesel para geração de energia. Isso aumentou a demanda global e elevou o preço dos combustíveis, mesmo com relativa estabilidade no preço do petróleo.

Atualmente, tensões no Oriente Médio também geram preocupação. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo, enfrenta restrições. Segundo o especialista, mais de 3 mil navios aguardam passagem, enquanto o fluxo caiu de cerca de 100 navios semanais para apenas 5 a 7. Esse cenário impacta diretamente a importação de diesel e aumenta os custos, refletindo novamente no preço dos combustíveis no Brasil.

Política de preços e seus efeitos sobre o diesel e o mercado interno

A política de preços adotada no Brasil também desempenha papel central nesse contexto. A Petrobras pratica valores que nem sempre acompanham imediatamente o mercado internacional.

Essa defasagem pode gerar distorções importantes. Quando o preço interno fica abaixo do externo, a importação de diesel por agentes privados se torna menos atrativa, o que pode afetar o abastecimento.

Por outro lado, quando há ajustes para alinhar os preços, o impacto no consumidor é direto. O preço dos combustíveis sobe rapidamente, afetando transporte, logística e custo de vida.

O ex-presidente do IBP enfatiza que essa dinâmica reforça a dependência externa e evidencia a necessidade de uma estratégia mais equilibrada e previsível para o setor.

Biocombustíveis surgem como alternativa à importação de diesel

Uma das principais soluções apontadas pelo ex-presidente do IBP é o fortalecimento dos biocombustíveis. No Brasil, o diesel comercializado já contém cerca de 15% de biodiesel, formando o chamado diesel B.

Existe um mandato para ampliar essa proporção, podendo chegar a até 25%. Essa medida pode reduzir a necessidade de importação e contribuir para estabilizar o preço dos combustíveis.

O biodiesel brasileiro é produzido principalmente a partir da esterificação do óleo de soja e do sebo animal. Embora apresente características específicas, como a possibilidade de formar resíduos quando armazenado por longos períodos, seu uso contínuo não apresenta problemas relevantes.

O avanço dos biocombustíveis representa uma oportunidade estratégica para reduzir a dependência de importação de diesel e tornar o sistema mais sustentável.

Caminhos para reduzir a vulnerabilidade e estabilizar o preço dos combustíveis

O cenário apresentado pelo ex-presidente do IBP evidencia a necessidade de mudanças estruturais no Brasil. A dependência da importação de diesel e a pressão constante sobre o preço dos combustíveis são sintomas de um sistema que precisa evoluir.

Entre as principais soluções estão a ampliação da capacidade de refino nacional, a diversificação da matriz energética e o investimento em modais logísticos mais eficientes. Ferrovias e hidrovias podem reduzir significativamente o consumo de diesel.

Além disso, políticas públicas voltadas para o incentivo aos biocombustíveis podem diminuir a dependência externa e aumentar a segurança energética.

Outro ponto fundamental é a criação de estratégias que reduzam a exposição do país às oscilações internacionais. Isso inclui planejamento de longo prazo e maior previsibilidade nas políticas de preços.

A análise do ex-presidente do IBP reforça que o Brasil possui potencial para superar esses desafios. No entanto, isso exige decisões estratégicas e investimentos consistentes.

Sem essas mudanças, a dependência da importação, o consumo elevado de diesel e a volatilidade no preço dos combustíveis continuarão sendo fatores de risco para a economia brasileira.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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