Medidas europeias mostram caminhos práticos para reduzir o consumo de tabaco e levantam debate sobre possíveis adaptações no Brasil
A Comissão Europeia avançou, recentemente, em sua estratégia de combate ao tabaco, ao apresentar um conjunto amplo de medidas regulatórias.
Além disso, o plano foi estruturado com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçando a meta de reduzir o consumo.
Ao mesmo tempo, a proposta busca consolidar o conceito de “geração livre do tabaco”.
Por isso, o movimento europeu passou a ser observado como referência para outros países, incluindo o Brasil.
Uma proposta europeia que pode inspirar mudanças no Brasil
O documento, divulgado pela imprensa europeia em 2024, detalha ações que podem transformar o cenário do tabagismo.
Nesse sentido, as medidas foram desenhadas para atingir diretamente produção, venda e consumo.
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Entre os principais pontos, destacam-se:
- Redução do número de pontos de venda
- Aumento da idade mínima para compra
- Proibição de novas marcas de tabaco
- Fim de incentivos públicos ao setor
Além disso, essas mudanças foram consideradas as mais rigorosas desde a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
Consequentemente, especialistas avaliam que o Brasil pode observar essas ações como base para ajustes futuros.
Plano europeu ganha força global e reforça diretrizes da OMS
Paralelamente, a Comissão Europeia confirmou que levará a proposta à COP 11, marcada para novembro, em Genebra.
Nesse contexto, cerca de 180 países devem participar da conferência internacional.
Assim, o objetivo será apresentar uma posição unificada sobre o controle do tabaco.
Além disso, a estratégia segue diretrizes globais da OMS, que também orientam políticas brasileiras.
Segundo fontes da comunidade europeia, Bruxelas projeta a eliminação progressiva do tabaco em até duas décadas.
Dessa forma, o Brasil pode acompanhar esse movimento internacional e avaliar impactos em políticas públicas.
Impactos econômicos mostram desafios que também existem no Brasil
Por outro lado, os efeitos econômicos já aparecem na Europa.
Na Espanha, dados do Ministério das Finanças apontam 12.858 tabacarias registradas, com queda de 3,2% na última década.
Com as novas regras, o fechamento de estabelecimentos pode acelerar.
Esse cenário, portanto, levanta um ponto relevante para o Brasil, onde o comércio de tabaco também movimenta economia local.
Além disso, promoções e incentivos comerciais serão proibidos.
Consequentemente, o Brasil pode refletir sobre o equilíbrio entre saúde pública e impacto econômico.
Restrição por geração abre debate sobre políticas futuras no Brasil
Ao mesmo tempo, uma das propostas mais debatidas envolve a restrição permanente por geração.
Essa medida já foi aplicada no Reino Unido para pessoas nascidas após 1º de janeiro de 2009.
Caso seja adotada em larga escala, o acesso ao tabaco será reduzido gradualmente.
Assim, o Brasil pode avaliar, no futuro, políticas semelhantes dentro de seu contexto legal.
Além disso, sanções mais rígidas foram previstas para consumo em espaços públicos.
Na Espanha, multas podem chegar a 100 euros, conforme projeto aprovado em setembro de 2024.
Esse aumento nas penalidades indica um caminho mais rigoroso de fiscalização.
Portanto, o Brasil pode observar como essas medidas impactam o comportamento da população.
Mudanças na composição e controle de produtos ganham destaque
Simultaneamente, a OMS e a Comissão Europeia propuseram alterações na composição dos cigarros.
Entre elas, destaca-se a redução dos níveis de nicotina.
Além disso, produtos combustíveis devem ser eliminados gradualmente.
Também está prevista a proibição de cigarros slim, frequentemente vistos como menos nocivos.
Essas medidas buscam corrigir percepções equivocadas.
Assim, o Brasil pode acompanhar os resultados dessas mudanças para embasar futuras decisões regulatórias.
Ampliação de áreas sem fumo reforça impacto social
Por fim, o plano inclui a ampliação de áreas onde fumar será proibido.
Segundo o Ministério da Saúde da Espanha, liderado por Monica Garcia em 2024, novas restrições estão em análise.
Entre os locais incluídos estão parques, terraços, estações e eventos ao ar livre.
Além disso, veículos com ocupantes também podem ser abrangidos.
Experiências em regiões como Galícia e Catalunha já mostraram resultados positivos.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, mais de 50 mil mortes anuais estão ligadas ao tabaco.
Especialistas destacam que limitar a exposição reduz o início do consumo entre jovens.
Diante disso, o Brasil pode observar como essas políticas influenciam hábitos sociais e resultados em saúde.
Mesmo com críticas do setor, a Comissão Europeia sustenta que os benefícios superam os impactos econômicos.
Diante desse cenário global, o Brasil deve seguir o mesmo caminho ou adaptar essas estratégias à sua própria realidade?
