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EUA não quer perder título de potência militar e testa drone híbrido Squire que voa a poucos metros do mar, atinge 80 nós, percorre mais de 185 km e transporta 22 kg com baixa detecção radar

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/04/2026 às 09:34
Atualizado em 21/04/2026 às 09:38
Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.
Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.
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Tecnologia híbrida que combina embarcação e aeronave avança em testes militares e aposta em operações discretas sobre o mar, com alta velocidade, baixo rastreio e capacidade logística para cenários sem infraestrutura tradicional.

Os Estados Unidos avançaram em uma frente pouco convencional da corrida tecnológica militar ao realizar o primeiro voo de demonstração do Squire, drone marítimo-aéreo da REGENT Defense voltado a missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de apoio logístico em áreas costeiras contestadas.

Drone híbrido Squire e nova estratégia militar

Ao apresentar o sistema, cresce a evidência de que o país busca plataformas capazes de operar sem pista, porto estruturado ou grande apoio em terra, ampliando a flexibilidade operacional em cenários complexos.

Nesse contexto, surge o Squire como alternativa para deslocar sensores, equipamentos e suprimentos em rotas curtas sobre o mar, mantendo perfil discreto e reduzindo a dependência de estruturas tradicionais de apoio.

Teste realizado em Rhode Island

Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.
Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.

Durante a demonstração na baía de Narragansett, em Rhode Island, um protótipo em escala executou todas as etapas previstas, evidenciando a viabilidade do conceito em condições reais de operação.

Inicialmente, o veículo se comportou como embarcação convencional; na sequência, acelerou com auxílio de hidrofoils; por fim, realizou a transição para voo em efeito solo, mantendo-se rente à superfície da água.

Como funciona o efeito solo no Squire

Conhecido como wing-in-ground effect, o princípio explorado utiliza a camada de ar comprimido entre a estrutura e o mar, ampliando a sustentação enquanto reduz significativamente o arrasto aerodinâmico.

Com isso, torna-se possível atingir deslocamentos rápidos a baixíssima altitude, característica que diferencia o Squire de aeronaves tradicionais e amplia sua eficiência em trajetos curtos sobre superfícies marítimas.

Classificado como veículo não tripulado de superfície e aéreo, o projeto combina atributos de embarcação e aeronave em uma única solução, buscando equilibrar simplicidade operacional com ganho de desempenho.

Ao mesmo tempo, a proposta pretende oferecer velocidades superiores às de barcos convencionais, mantendo a capacidade de operar diretamente na água sem necessidade de infraestrutura adicional.

Velocidade, alcance e capacidade de carga

Nos testes divulgados, o demonstrador atingiu aproximadamente 40 nós antes de entrar em voo sustentado, confirmando a eficiência da transição entre os modos aquático e aéreo.

Imagens mostram o recolhimento dos hidrofoils após a decolagem, etapa que simboliza a mudança completa para o modo de voo e evidencia a adaptação dinâmica do sistema durante a operação.

Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.
Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.

Na versão operacional planejada, o equipamento deverá transportar cerca de 50 libras, equivalentes a 22,7 quilos, alcançar mais de 100 milhas náuticas, ou acima de 185 quilômetros, além de atingir velocidades entre 70 e 80 nós, conforme dados divulgados.

Uso logístico e operações distribuídas

Diante desses números, torna-se mais claro o interesse militar pelo projeto, sobretudo em cenários que exigem rapidez, autonomia e menor exposição a ameaças diretas.

Em vez de depender de pistas ou embarcações maiores, o sistema permite transportar itens críticos como baterias, rádios e suprimentos médicos para unidades posicionadas em ilhas, litorais ou regiões remotas.

Além disso, o desempenho ganha relevância em ambientes com alta densidade de vigilância eletrônica, onde a discrição operacional se torna um fator determinante para o sucesso das missões.

Voando muito próximo da superfície, o Squire tende a apresentar menor detectabilidade por certos radares, embora a efetividade dessa vantagem dependa diretamente das condições específicas de cada operação.

Interesse dos fuzileiros navais dos EUA

Dentro desse cenário, o projeto dialoga com demandas do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, que mantém parceria com a REGENT para avaliar aplicações voltadas à logística em áreas contestadas e evacuação médica.

Enquanto essa cooperação é pública, não há confirmação segura de incorporação formal pela Marinha, o que indica que o sistema ainda está em fase de avaliação e desenvolvimento operacional.

Sensores, vigilância e guerra antissubmarino

Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.
Drone Squire avança em testes nos EUA com tecnologia híbrida, alta velocidade, baixa detecção e foco em missões militares marítimas.

Para além da função logística, o Squire também é apresentado como ferramenta de apoio à consciência situacional, ampliando a capacidade de monitoramento em ambientes marítimos estratégicos.

Nesse sentido, a plataforma pode transportar sensores, lançar sonoboias e integrar redes de vigilância, contribuindo para operações relacionadas à guerra antissubmarino e ao controle de áreas sensíveis.

Ao distribuir esses recursos em múltiplos pontos, reduz-se a dependência de grandes bases, ao mesmo tempo em que se aumenta a resiliência operacional frente a ameaças.

Modularidade e adaptação rápida em campo

Outro elemento central do projeto está na modularidade, que permite reconfiguração rápida do compartimento interno conforme a necessidade de cada missão.

Segundo a empresa, esse processo pode ser realizado por equipes reduzidas, sem exigência de treinamento altamente especializado, favorecendo operações em ambientes com infraestrutura limitada.

Essa abordagem acompanha uma mudança mais ampla na estratégia militar dos Estados Unidos, que passa a valorizar sistemas menores, distribuídos e mais tolerantes a perdas.

Portfólio seaglider e próximos testes

Inserido em um portfólio mais amplo de soluções chamadas seaglider, o Squire representa uma das apostas da REGENT para integrar aplicações civis e militares em uma mesma base tecnológica.

Paralelamente, novos testes seguem em andamento em Rhode Island, com o objetivo de validar o desempenho e ampliar a confiabilidade do sistema em diferentes cenários operacionais.

Ainda sem definição clara sobre seu papel definitivo nas forças armadas, o projeto sinaliza uma tendência de transformação no modo como operações marítimas podem ser conduzidas.

Ao investir em plataformas que combinam velocidade, dispersão e autonomia, os Estados Unidos reforçam a busca por soluções capazes de manter operações mesmo quando estruturas tradicionais deixam de estar disponíveis.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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