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Estudo revela que El Niño ganha força no Pacífico, favorece safra de soja nos Estados Unidos em 2026 e amplia risco de perdas no Brasil com excesso de chuvas no Sul e seca no Centro-Oeste, cenário que pode mexer com preços globais e exportações agrícolas 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 27/05/2026 às 17:33
Atualizado em 27/05/2026 às 17:35
Assista o vídeoMapa climático do El Niño sobre o Oceano Pacífico aparece acima de uma plantação de soja nos Estados Unidos, com silos agrícolas e lavoura iluminada ao pôr do sol.
El Niño no Pacífico pode favorecer safra de soja nos Estados Unidos e aumentar riscos climáticos no Brasil
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Estudo aponta avanço do El Niño no Pacífico, com impacto na soja dos Estados Unidos e risco climático para lavouras do Brasil em 2026. 

O avanço do El Niño no Oceano Pacífico voltou a preocupar o mercado agrícola internacional após novas projeções indicarem alta probabilidade de formação do fenômeno em 2026. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), existe 82% de chance de ocorrência entre maio e julho e 91% de probabilidade entre junho e agosto.

De acordo com informações do Globo Rural no dia  26 de maio, o novo estudo analisado pela consultoria Biond Agro mostra que o fenômeno pode beneficiar a produção de soja nos Estados Unidos no curto prazo, enquanto amplia os riscos climáticos para o Brasil durante o plantio da próxima safra. O cenário já chama atenção de produtores, exportadores e investidores devido ao impacto potencial sobre preços globais e exportações agrícolas.

El Niño no Pacífico altera expectativas para a safra mundial de soja

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno modifica padrões atmosféricos e interfere diretamente no regime de chuvas em diversas regiões agrícolas do planeta.

Na prática, isso significa que alguns países podem receber condições mais favoráveis para produção, enquanto outros enfrentam secas, excesso de chuva e irregularidade climática. O mercado acompanha esses movimentos porque soja e milho estão entre as commodities mais sensíveis ao clima.

Segundo o estudo da Biond Agro, os efeitos do El Niño costumam ser diferentes entre os principais produtores agrícolas das Américas:

  • Estados Unidos: tendência de aumento na produtividade
  • Argentina: melhora moderada nas condições de umidade
  • Brasil: maior risco de perdas por seca e irregularidade das chuvas

A consultoria destaca que anos de El Niño forte já provocaram mudanças importantes na dinâmica do mercado agrícola global.

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Estudo mostra avanço de produtividade nos Estados Unidos

O plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos já está em andamento, e as previsões climáticas passaram a ter peso ainda maior sobre as negociações da Bolsa de Chicago.

Os dados analisados pela Biond Agro indicam que, em anos de El Niño forte, os Estados Unidos registraram ganhos superiores a 120% na produtividade agrícola. Esse cenário costuma acontecer quando o clima favorece fases decisivas da lavoura, como floração e enchimento dos grãos.

A analista Isabella Pliego, especialista em inteligência e estratégia da consultoria, explica que o mercado monitora principalmente o desenvolvimento climático nas próximas semanas. Caso as condições permaneçam favoráveis, a expectativa é de uma safra maior de soja e milho.

Isso pode gerar alguns efeitos imediatos:

  • Pressão sobre os preços internacionais da soja
  • Aumento da oferta global de grãos
  • Maior competitividade das exportações norte-americanas
  • Oscilações no mercado futuro em Chicago

Além da soja, o milho também pode ser beneficiado pelas condições climáticas previstas para os Estados Unidos.

Brasil entra em alerta para chuva irregular e calor extremo

Enquanto os Estados Unidos podem ganhar produtividade, o Brasil aparece como principal ponto de preocupação para o mercado agrícola no segundo semestre.

Segundo o estudo, o risco climático aumenta justamente no período em que começa o plantio da soja brasileira, entre setembro e outubro. O problema central está na distribuição irregular das chuvas.

A análise da Biond Agro aponta que o Sul pode registrar excesso de umidade, enquanto Mato Grosso, Matopiba e parte do Centro-Oeste podem enfrentar:

  • Veranicos prolongados
  • Chuvas irregulares
  • Temperaturas elevadas
  • Atrasos no desenvolvimento das lavouras

Os dados apresentados pela consultoria mostram que, em anos de El Niño forte, o Brasil registra queda média de 9% na produtividade agrícola.

Esse cenário preocupa especialmente porque Mato Grosso ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. O estado lidera a produção brasileira de soja e possui enorme influência sobre exportações e abastecimento global.

Soja brasileira pode influenciar preços globais nos próximos meses

Mesmo com a possibilidade de uma grande safra nos Estados Unidos, o mercado internacional ainda acompanha o Brasil como peça central para o equilíbrio global da soja.

Isso acontece porque o país ocupa posição dominante nas exportações mundiais da commodity, principalmente para mercados asiáticos. Qualquer ameaça climática relevante pode alterar rapidamente o comportamento das cotações internacionais.

Segundo Isabella Pliego, atrasos provocados por seca ou irregularidade das chuvas em Mato Grosso podem gerar um chamado “prêmio climático” sobre a safra brasileira. Na prática, isso significa uma valorização adicional nos preços diante do aumento do risco produtivo.

O mercado costuma reagir rapidamente a cenários como:

  • Quebra de produtividade
  • Redução da oferta exportável
  • Atraso no plantio
  • Problemas logísticos causados pelo clima

Por isso, mesmo que o cenário inicial pressione os preços em Chicago, uma piora climática no Brasil pode inverter essa tendência ao longo da temporada.

Argentina pode ganhar espaço com o El Niño

A Argentina surge como um dos países que podem se beneficiar parcialmente do fenômeno climático em 2026. Diferentemente do Brasil, o El Niño costuma aumentar a umidade em importantes regiões produtoras argentinas.

O estudo da Biond Agro aponta avanço médio de 2% na produtividade agrícola argentina durante anos de El Niño forte. Embora o crescimento seja menor que o observado nos Estados Unidos, o cenário é visto como positivo após períodos recentes de seca severa.

O plantio argentino ocorre entre outubro e dezembro, período em que o Pacífico aquecido pode favorecer a recuperação das lavouras de soja e milho.

Caso a produção argentina avance, parte das perdas brasileiras pode ser compensada pela maior oferta regional. Ainda assim, o Brasil continua sendo o principal fator de influência sobre o mercado global.

El Niño reforça preocupação com eventos climáticos extremos

O avanço do El Niño reforça uma tendência que já preocupa especialistas do agronegócio há alguns anos: a intensificação dos eventos climáticos extremos.

Secas severas, excesso de chuva e ondas de calor passaram a provocar impactos cada vez maiores sobre produtividade, logística e custos operacionais no campo.

Diante desse cenário, produtores rurais vêm ampliando investimentos em:

  • Agricultura de precisão
  • Monitoramento climático
  • Irrigação inteligente
  • Manejo mais resistente ao clima
  • Planejamento estratégico da safra

Especialistas também defendem o fortalecimento do seguro rural e da infraestrutura logística para reduzir perdas em períodos de instabilidade climática.

O que o mercado espera para os próximos meses

As próximas atualizações climáticas da NOAA devem continuar influenciando diretamente o comportamento do mercado agrícola internacional.

Se o El Niño mantiver força no Pacífico e favorecer as lavouras dos Estados Unidos, a tendência inicial é de maior oferta global de soja e pressão sobre os preços internacionais. Porém, o cenário pode mudar rapidamente caso o Brasil enfrente problemas mais severos durante o plantio da safra.

O estudo da Biond Agro mostra que o comportamento climático em 2026 terá peso decisivo sobre exportações, preços e competitividade agrícola nas Américas.

Para produtores e investidores, os próximos meses devem exigir atenção constante às condições climáticas e aos impactos que elas podem gerar sobre uma das commodities mais importantes do planeta.

Com informações de Globo Rural

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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