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Um estado brasileiro está pagando até R$ 13 mil para professores iniciantes e levantamento nacional revela como essa realidade contrasta com a média salarial da educação no país

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 10/03/2026 às 16:23
Professores brasileiros segurando dinheiro em frente a uma escola pública, representando salários e remuneração na carreira docente no Brasil.
Professores aparecem em frente a uma escola representando o debate sobre salários iniciais da carreira docente no Brasil.
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Levantamento nacional mostra grandes diferenças salariais entre estados brasileiros e revela como os ganhos dos professores evoluem ao longo da carreira

Um levantamento recente sobre salários de professores no Brasil revelou diferenças expressivas entre os estados.

O estudo foi divulgado em 2025 pelo Movimento Profissão Docente, organização que analisa dados oficiais sobre a valorização da carreira educacional no país.

De acordo com a análise, o salário inicial médio de professores brasileiros é de R$ 6,2 mil, valor que não inclui gratificações ou bônus adicionais.

Esse montante representa cerca de quatro salários mínimos, ficando acima do piso salarial nacional da educação básica, definido em R$ 4.868 no ano anterior.

Ainda assim, embora exista um piso nacional, os dados mostram que cada estado possui políticas salariais próprias, o que cria diferenças significativas na remuneração inicial da carreira docente.

Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Professores do Mato Grosso do Sul lideram ranking nacional de salários

Entre todas as redes estaduais analisadas, o Mato Grosso do Sul aparece como o estado com o maior salário inicial para professores no Brasil.

Conforme o estudo divulgado em 2025, os docentes iniciam a carreira no estado recebendo aproximadamente R$ 13 mil por mês.

Além disso, o levantamento mostra que os professores sul-mato-grossenses também lideram a remuneração no final da carreira.

Nesse caso, os salários podem alcançar até R$ 26,5 mil mensais ao longo da progressão profissional.

Atualmente, a rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul possui cerca de 21 mil professores, segundo dados educacionais analisados no estudo.

Diferença salarial entre estados chega a quase três vezes

Quando os valores são comparados entre os estados brasileiros, a disparidade salarial se torna ainda mais evidente.

De acordo com o levantamento do Movimento Profissão Docente, o Rio de Janeiro apresenta o menor salário inicial entre os estados analisados.

Nesse caso, o valor pago aos professores iniciantes corresponde exatamente ao piso nacional de R$ 4,8 mil.

Logo depois aparece São Paulo, onde professores que começam na rede estadual recebem aproximadamente R$ 5,5 mil mensais.

Entretanto, São Paulo possui a maior rede estadual de ensino do país, com aproximadamente 200 mil professores em atividade.

Além disso, apesar do salário inicial mais baixo, os docentes paulistas podem atingir até R$ 14,4 mil no final da carreira, segundo os dados analisados.

Assim, ao comparar os extremos do ranking, o salário inicial pago em Mato Grosso do Sul é cerca de 2,7 vezes maior do que o oferecido no Rio de Janeiro.

Evolução salarial ocorre ao longo da carreira docente

Outro ponto destacado pelo estudo é a progressão salarial ao longo da carreira dos professores.

De modo geral, conforme os profissionais acumulam experiência e avançam nas etapas da carreira, os salários tendem a aumentar gradualmente.

A média nacional identificada pelo levantamento indica uma diferença de aproximadamente 49% entre o salário inicial e o salário final da carreira docente.

Entretanto, essa evolução não ocorre de forma igual em todos os estados.

Por exemplo, Piauí e Santa Catarina apresentam uma diferença média de apenas 3% entre o início e o final da carreira.

Ainda assim, na maioria das redes estaduais brasileiras, a diferença salarial ao longo da carreira ultrapassa 25%.

Assim, embora existam diferenças regionais relevantes, os dados indicam que a experiência profissional continua sendo um fator importante para o crescimento da remuneração docente no Brasil.

Diante dessas diferenças entre estados e ao longo da carreira, surge uma reflexão importante: o que deveria pesar mais nas políticas educacionais — ampliar salários iniciais ou fortalecer a progressão salarial ao longo do tempo?

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Caio Aviz

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