Relatório do ONS mostra que Mato Grosso do Sul já registra excesso de geração, carga líquida negativa de até 906 MW e pressão crescente sobre redes de distribuição e transmissão, com risco de restrições operacionais
O Operador Nacional do Sistema Elétrico confirmou que Mato Grosso do Sul enfrenta excesso de geração durante o dia, com saldo exportador, carga líquida negativa de até 906 MW e risco de restrições se a rede não acompanhar o avanço.
Geração distribuída amplia excedente de energia
O relatório do ONS aponta que Mato Grosso do Sul tem registrado saldo exportador de energia, principalmente nos períodos diurnos e de menor demanda no estado.
Esse comportamento indica que, em alguns momentos, a produção local supera o consumo interno, levando o estado a enviar energia para outras áreas do sistema nacional.
-
Em decisão histórica, Aneel regulamenta uso de baterias no sistema elétrico brasileiro e cria bases para armazenar energia em larga escala, reduzindo desperdícios, ampliando a segurança energética e atraindo novos projetos bilionários
-
Pesquisadores brasileiros desenvolvem catalisador feito com metais abundantes que aumenta a eficiência da produção de hidrogênio verde e pode substituir materiais caros, criando uma alternativa promissora para ampliar o uso de energia limpa no mundo
-
Novo EV da Fiat, de R$ 77 mil, trará releitura do 147 e consumo equivalente a 70 km/l
-
Com R$ 17,2 milhões, Equinor amplia projeto estratégico de biometano da cana e impulsiona inovação que pode converter o potencial agrícola brasileiro em uma nova fonte de energia renovável de alto valor econômico
Segundo o operador, essa característica tende a ficar ainda mais forte com a procura de novos empreendedores de geração, especialmente no caso das usinas fotovoltaicas.
O documento afirma que a exportação de potência deve ser acentuada com a expansão desses projetos, reforçando a mudança no perfil elétrico de Mato Grosso do Sul.
Infraestrutura já mostra sinais de pressão
Apesar do ganho em produção, o crescimento acelerado da oferta já começa a pressionar a infraestrutura elétrica, com impacto direto sobre a rede nos momentos de maior excedente.
O relatório registra elevados carregamentos na área elétrica, principalmente em regiões de fronteira com estados vizinhos, onde o escoamento depende da capacidade das interligações existentes.
Um dos pontos apontados como críticos é a subestação de Ilha Solteira 2, na divisa com São Paulo, considerada estratégica para o envio da energia produzida em Mato Grosso do Sul.
Outro alerta aparece na ligação entre Dourados e o Paraná, onde o operador identifica risco de sobrecarga tanto em regime normal de operação quanto em condições de contingência.
Esses pontos reforçam a necessidade de obras estruturais para ampliar a capacidade da rede e evitar que o crescimento da geração esbarre em limites operacionais frequentes.
Telhados solares já superam consumo em certos horários
O ONS também destaca um fenômeno mais recente: o avanço da geração distribuída, como sistemas solares instalados em telhados, que já supera o consumo local em determinados horários do dia.
De acordo com o documento, há estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde a geração distribuída já supera de forma consistente a carga atendida nas redes de distribuição.
Na prática, isso significa que o estado chega a injetar energia no sistema nacional durante o dia, ampliando o excedente observado pelo operador.
O próprio relatório detalha que Mato Grosso do Sul registrou carga líquida negativa, com valores mínimos de até 906 MW, o que evidencia a dimensão desse excedente energétcio.
Risco operacional cresce com a expansão
O operador alerta que a expansão da geração distribuída, por não ser totalmente controlável, pode provocar desequilíbrio entre carga e geração em momentos mais sensíveis do sistema.
Em situações críticas, o documento aponta a possibilidade de intervenção direta. Entre as medidas previstas está o corte manual da geração distribuída mediante solicitação do ONS.
O cenário reforça o que já havia sido mostrado em reportagem da Folha de S.Paulo, que relatou restrições para novas conexões de energia solar em Mato Grosso, Acre e Rondônia.
No caso de Mato Grosso do Sul, os dados apontam uma situação semelhante, mas com um agravante em relação a outros estados mencionados anteriormente.
Além da pressão sobre a rede de distribuição, o relatório também identifica sinais de limite na rede de transmissão, responsável por levar a energia para outras regiões.
Com isso, Mato Grosso do Sul apresenta um quadro em que o crescimento da geração, especialmente solar, avança mais rápido do que a capacidade estrutrual necessária para absorver e escoar a produção.
Com informações de Campo Grande News.

Setia interessante baixar o preço para o consumidor usar mais, aumentar o consumo ou reduzir a producão ou redução fechando as comportas nas hidrelétricas.
Engraçado que estão falando em excesso, mas estão utilizando bandeira amarela para cobrar mais caro, acho na realidade é pq privatizaram a Eletrobras aí não pode ter prejuízo kkkk
Se está sobrando energia solar é hora de desligar as turbinas das hidrelitricas,para economizar água para aumentar o volume das represas.