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Localização MS, MT Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 3 comentários

Estado brasileiro já produz mais energia do que usa, injeta excedente no sistema e vê crescer o risco de sobrecarga, limites na transmissão e corte na geração em MS

Publicado em 23/04/2026 às 13:35
Atualizado em 23/04/2026 às 13:36
Energia, Geração de energia
Imagem: Ilustração
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Relatório do ONS mostra que Mato Grosso do Sul já registra excesso de geração, carga líquida negativa de até 906 MW e pressão crescente sobre redes de distribuição e transmissão, com risco de restrições operacionais

O Operador Nacional do Sistema Elétrico confirmou que Mato Grosso do Sul enfrenta excesso de geração durante o dia, com saldo exportador, carga líquida negativa de até 906 MW e risco de restrições se a rede não acompanhar o avanço.

Geração distribuída amplia excedente de energia

O relatório do ONS aponta que Mato Grosso do Sul tem registrado saldo exportador de energia, principalmente nos períodos diurnos e de menor demanda no estado.

Esse comportamento indica que, em alguns momentos, a produção local supera o consumo interno, levando o estado a enviar energia para outras áreas do sistema nacional.

Segundo o operador, essa característica tende a ficar ainda mais forte com a procura de novos empreendedores de geração, especialmente no caso das usinas fotovoltaicas.

O documento afirma que a exportação de potência deve ser acentuada com a expansão desses projetos, reforçando a mudança no perfil elétrico de Mato Grosso do Sul.

Infraestrutura já mostra sinais de pressão

Apesar do ganho em produção, o crescimento acelerado da oferta já começa a pressionar a infraestrutura elétrica, com impacto direto sobre a rede nos momentos de maior excedente.

O relatório registra elevados carregamentos na área elétrica, principalmente em regiões de fronteira com estados vizinhos, onde o escoamento depende da capacidade das interligações existentes.

Um dos pontos apontados como críticos é a subestação de Ilha Solteira 2, na divisa com São Paulo, considerada estratégica para o envio da energia produzida em Mato Grosso do Sul.

Outro alerta aparece na ligação entre Dourados e o Paraná, onde o operador identifica risco de sobrecarga tanto em regime normal de operação quanto em condições de contingência.

Esses pontos reforçam a necessidade de obras estruturais para ampliar a capacidade da rede e evitar que o crescimento da geração esbarre em limites operacionais frequentes.

Telhados solares já superam consumo em certos horários

O ONS também destaca um fenômeno mais recente: o avanço da geração distribuída, como sistemas solares instalados em telhados, que já supera o consumo local em determinados horários do dia.

De acordo com o documento, há estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde a geração distribuída já supera de forma consistente a carga atendida nas redes de distribuição.

Na prática, isso significa que o estado chega a injetar energia no sistema nacional durante o dia, ampliando o excedente observado pelo operador.

O próprio relatório detalha que Mato Grosso do Sul registrou carga líquida negativa, com valores mínimos de até 906 MW, o que evidencia a dimensão desse excedente energétcio.

Risco operacional cresce com a expansão

O operador alerta que a expansão da geração distribuída, por não ser totalmente controlável, pode provocar desequilíbrio entre carga e geração em momentos mais sensíveis do sistema.

Em situações críticas, o documento aponta a possibilidade de intervenção direta. Entre as medidas previstas está o corte manual da geração distribuída mediante solicitação do ONS.

O cenário reforça o que já havia sido mostrado em reportagem da Folha de S.Paulo, que relatou restrições para novas conexões de energia solar em Mato Grosso, Acre e Rondônia.

No caso de Mato Grosso do Sul, os dados apontam uma situação semelhante, mas com um agravante em relação a outros estados mencionados anteriormente.

Além da pressão sobre a rede de distribuição, o relatório também identifica sinais de limite na rede de transmissão, responsável por levar a energia para outras regiões.

Com isso, Mato Grosso do Sul apresenta um quadro em que o crescimento da geração, especialmente solar, avança mais rápido do que a capacidade estrutrual necessária para absorver e escoar a produção.

Com informações de Campo Grande News.

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Ivanaldo Ivan de Oliveira
Ivanaldo Ivan de Oliveira
27/04/2026 08:06

Setia interessante baixar o preço para o consumidor usar mais, aumentar o consumo ou reduzir a producão ou redução fechando as comportas nas hidrelétricas.

Antônio
Antônio
26/04/2026 10:15

Engraçado que estão falando em excesso, mas estão utilizando bandeira amarela para cobrar mais caro, acho na realidade é pq privatizaram a Eletrobras aí não pode ter prejuízo kkkk

Itamar
Itamar
Em resposta a  Antônio
26/04/2026 23:45

Se está sobrando energia solar é hora de desligar as turbinas das hidrelitricas,para economizar água para aumentar o volume das represas.

Romário Pereira de Carvalho

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