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Essa montanha de 6.638 metros que nenhum homem jamais conseguiu escalar

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 13/07/2026 às 11:09 Atualizado em 13/07/2026 às 15:14
Montanha sagrada do Tibete, permanece sem escalada comprovada e reúne religiões, grandes rios, geologia impressionante e lendas antigas.
Montanha sagrada do Tibete, permanece sem escalada comprovada e reúne religiões, grandes rios, geologia impressionante e lendas antigas.
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Localizado no Tibete, o Monte Kailash é venerado por quatro religiões, permanece sem escalada oficialmente comprovada e reúne nascentes de grandes rios, formações geológicas impressionantes e lendas que atravessam séculos e despertam curiosidade mundial.

Erguido no oeste do planalto tibetano, em uma região administrada pela China, o Monte Kailash chama atenção por permanecer sem qualquer escalada oficialmente comprovada. Com aproximadamente 6.638 metros, o pico também reúne crenças de quatro religiões e diferentes histórias sem confirmação científica.

Localizado na cordilheira Gangdise, no Trans-Himalaia, o Kailash é considerado sagrado pelo hinduísmo, budismo, jainismo e bön. Cada tradição, porém, atribui um significado próprio à montanha.

Para os hindus, seria a morada de Shiva. O budismo tibetano relaciona o local à cosmologia do Monte Meru, enquanto os jainistas o associam ao primeiro tirthankara, Rishabhanatha. Na tradição bön, a região possui vínculos com o antigo reino tibetano de Zhang Zhung.

Grandes rios surgem na região do Kailash

Outro aspecto impressionante é a concentração de nascentes próximas. Indo, Sutlej, Brahmaputra e Karnali têm suas cabeceiras em uma área de aproximadamente 125 quilômetros ao redor do Kailash, segundo o Himalayan Club.

Apesar da afirmação recorrente de que o Ganges nasce na montanha, isso não acontece diretamente. O Karnali, chamado Ghaghara quando entra na Índia, é um importante afluente do Ganges. Assim, o Kailash está relacionado ao sistema fluvial, mas não é a nascente do rio propriamente dito.

Formato piramidal tem explicação geológica

A aparência quase piramidal do Kailash também alimentou teorias sobre uma suposta construção artificial. Estudos geológicos, entretanto, mostram que se trata de uma formação natural.

A montanha contém espessas camadas de conglomerado do Oligoceno–Mioceno assentadas sobre granitos mais antigos. Elevação tectônica, erosão e glaciações do período Quaternário contribuíram para produzir suas faces íngremes. A descrição é apresentada em estudo publicado pela Geological Society of America.

Bússolas e números misteriosos não foram comprovados

Não existem estudos científicos confiáveis demonstrando que bússolas “enlouquecem” perto do Kailash. Histórias sobre anomalias magnéticas, falhas eletrônicas e campos energéticos aparecem principalmente em páginas turísticas e publicações místicas.

Também é falsa a alegação de que o pico esteja exatamente a 6.666 quilômetros do Polo Norte e 13.332 quilômetros do Polo Sul. Pelas coordenadas da montanha, as distâncias aproximadas são, respectivamente, 6.550 e 13.460 quilômetros.

Não há registro confirmado de alguém chegando ao cume. A escalada é proibida em respeito à importância religiosa. A única ascensão conhecida pertence à tradição budista: Milarepa teria alcançado o topo sobre um raio de sol. O episódio, porém, é uma lenda religiosa, e especialistas ressaltam que pouco da vida do poeta tibetano pode ser confirmado historicamente, conforme a base acadêmica The Treasury of Lives

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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