Localizado no Tibete, o Monte Kailash é venerado por quatro religiões, permanece sem escalada oficialmente comprovada e reúne nascentes de grandes rios, formações geológicas impressionantes e lendas que atravessam séculos e despertam curiosidade mundial.
Erguido no oeste do planalto tibetano, em uma região administrada pela China, o Monte Kailash chama atenção por permanecer sem qualquer escalada oficialmente comprovada. Com aproximadamente 6.638 metros, o pico também reúne crenças de quatro religiões e diferentes histórias sem confirmação científica.
Localizado na cordilheira Gangdise, no Trans-Himalaia, o Kailash é considerado sagrado pelo hinduísmo, budismo, jainismo e bön. Cada tradição, porém, atribui um significado próprio à montanha.
Para os hindus, seria a morada de Shiva. O budismo tibetano relaciona o local à cosmologia do Monte Meru, enquanto os jainistas o associam ao primeiro tirthankara, Rishabhanatha. Na tradição bön, a região possui vínculos com o antigo reino tibetano de Zhang Zhung.
-
Ele nasceu nos anos 1980, pesava apenas 700 kg, trouxe motor FIRE eficiente, virou popular no Brasil e no mundo e chegou a cerca de 9,5 milhões de unidades produzidas; conheça o Fiat Uno, o quadrado que virou lenda
-
Turbo, espaçosa e com 605 litros no porta-malas: com motor 1.4 TSI de 140 cv, câmbio DSG de 7 marchas, sete airbags e consumo de até 14,8 km/l, esta perua usada aparece como alternativa surpreendente aos SUVs compactos; conheça a Volkswagen Golf Variant Highline 2016
-
Mais barato que muito SUV compacto usado: com motor 1.4 turbo de 153 cv, câmbio automático de 6 marchas, seis airbags e consumo de até 13,6 km/l, este hatch médio da Chevrolet virou opção esquecida no mercado de usados; conheça o Cruze Sport6 LTZ 2018
-
O país que exige a compra de um jogo de tabuleiro antes de liberar a carteira de motorista aos novos condutores
Grandes rios surgem na região do Kailash
Outro aspecto impressionante é a concentração de nascentes próximas. Indo, Sutlej, Brahmaputra e Karnali têm suas cabeceiras em uma área de aproximadamente 125 quilômetros ao redor do Kailash, segundo o Himalayan Club.
Apesar da afirmação recorrente de que o Ganges nasce na montanha, isso não acontece diretamente. O Karnali, chamado Ghaghara quando entra na Índia, é um importante afluente do Ganges. Assim, o Kailash está relacionado ao sistema fluvial, mas não é a nascente do rio propriamente dito.
Formato piramidal tem explicação geológica
A aparência quase piramidal do Kailash também alimentou teorias sobre uma suposta construção artificial. Estudos geológicos, entretanto, mostram que se trata de uma formação natural.
A montanha contém espessas camadas de conglomerado do Oligoceno–Mioceno assentadas sobre granitos mais antigos. Elevação tectônica, erosão e glaciações do período Quaternário contribuíram para produzir suas faces íngremes. A descrição é apresentada em estudo publicado pela Geological Society of America.
Bússolas e números misteriosos não foram comprovados
Não existem estudos científicos confiáveis demonstrando que bússolas “enlouquecem” perto do Kailash. Histórias sobre anomalias magnéticas, falhas eletrônicas e campos energéticos aparecem principalmente em páginas turísticas e publicações místicas.
Também é falsa a alegação de que o pico esteja exatamente a 6.666 quilômetros do Polo Norte e 13.332 quilômetros do Polo Sul. Pelas coordenadas da montanha, as distâncias aproximadas são, respectivamente, 6.550 e 13.460 quilômetros.
Não há registro confirmado de alguém chegando ao cume. A escalada é proibida em respeito à importância religiosa. A única ascensão conhecida pertence à tradição budista: Milarepa teria alcançado o topo sobre um raio de sol. O episódio, porém, é uma lenda religiosa, e especialistas ressaltam que pouco da vida do poeta tibetano pode ser confirmado historicamente, conforme a base acadêmica The Treasury of Lives
