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Esqueleto de 8 mil anos é encontrado no fundo do mar em caverna submersa na costa do México e amplia relevância arqueológica da Península de Yucatán

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 03/03/2026 às 14:27 Atualizado em 03/03/2026 às 14:35
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O arqueólogo subaquático Octavio del Río fotografa os restos mortais de um esqueleto pré-histórico encontrado no Sistema Sac Actun, sistema de cavernas subaquáticas próximas a Tulum, México — Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH)
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Esqueleto humano pré-histórico é achado a 8 metros de profundidade em cavernas submersas entre Tulum e Playa del Carmen, área afetada por obra do Trem Maia de 1.554 km

Um esqueleto pré-histórico foi encontrado a oito metros de profundidade em cavernas submersas entre Tulum e Playa del Carmen, na Península de Yucatán, região impactada pela construção do Trem Maia de 1.554 km, reacendendo debates sobre preservação arqueológica.

A descoberta ocorreu em um complexo sistema de cavernas subaquáticas na costa caribenha do México, que se estende por quilômetros sob a Península de Yucatán. A área está submersa desde o fim da última era glacial, há cerca de 8 mil anos.

Segundo o site HeritageDaily, arqueólogos que atuam na região localizaram os restos mortais em cavernas que integram uma vasta rede de rios e cenotes subterrâneos entre os dois polos turísticos. O achado foi registrado a oito metros de profundidade.

De acordo com Octavio del Río, arqueólogo subaquático do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, os restos só poderiam ter chegado ao local quando a caverna ainda estava seca, antes de ser inundada.

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Esqueleto pré-histórico é o 11º encontrado na região em 30 anos

A descoberta representa o décimo primeiro esqueleto pré-histórico identificado na área nas últimas três décadas.

A faixa entre Tulum e Playa del Carmen é considerada estratégica para pesquisas sobre os habitantes mais antigos da América do Norte.

Achados anteriores na região foram datados em mais de 13 mil anos. Esses registros reforçam a relevância arqueológica do sistema de cavernas submersas, apontado como um dos principais sítios para compreender a ocupação humana antiga no continente.

Ossos estavam em depósito funerário com indícios de ritualismo

Quando foi localizado, o esqueleto estava posicionado sobre uma duna de sedimentos em uma parte mais estreita de uma câmara interna. Segundo del Río, os ossos teriam sido colocados intencionalmente no local.

O arqueólogo afirmou que a área funcionava como um depósito funerário onde práticas rituais eram realizadas pelos primeiros povos que habitaram a região. A posição dos restos reforça essa interpretação.

Descoberta pode ampliar compreensão sobre migração antiga

Pesquisadores avaliam que o novo esqueleto pré-histórico, assim como os anteriores, poderá contribuir para entender como populações antigas migraram e se adaptaram à Península de Yucatán.

Na época, a região era composta por planícies abertas e penhascos, diferindo da atual paisagem de selva e litoral. A análise dos restos deve aprofundar estudos sobre adaptação humana em cenários ambientais distintos.

Área impactada pelo Trem Maia pode virar patrimônio protegido até 2026

Além de vestígios humanos, as cavernas também guardam restos de animais extintos, como preguiças-gigantes, tigres-dentes-de-sabre e ursos ancestrais.

Esses materiais podem auxiliar na reconstrução dos ecossistemas da Era do Gelo em pesquisas futuras.

Os restos mortais foram recuperados no final de 2025 e seguem em estudos detalhados. A descoberta ocorreu após quilômetros de rios e cavernas subterrâneas sob a costa caribenha serem impactados pela construção do Trem Maia.

Diante da vulnerabilidade ecológica e da relevância arqueológica, autoridades mexicanas trabalham para designar a área subterrânea como patrimônio natural e cultural protegido até 2026, reconhecendo sua importância histórica e ambiental.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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