Descoberta arqueológica revela um vaso sanitário de 1.300 anos no palácio coreano, evidenciando o desenvolvimento de sistemas de higiene na antiguidade
Um vaso sanitário de 1.300 anos foi encontrado em um antigo palácio da Coreia do Sul. A descoberta sugere que a elite da Dinastia Silla (57 aC–935 dC) já possuía um sistema sanitário avançado. O objeto pode ter sido usado por príncipes herdeiros da época.
Banheiro da realeza revela infraestrutura avançada
A escavação foi conduzida pelo Instituto Nacional de Pesquisa do Patrimônio Cultural de Gyeongju. O banheiro, localizado no antigo palácio do príncipe herdeiro, é um dos mais antigos sistemas de descarga conhecidos. Ele consistia em uma laje de pedra com um furo esculpido, conectado a um sistema de esgoto.
Os pesquisadores destacam que esse achado indica um nível de sofisticação pouco documentado na época. O sistema utilizou canais de drenagem para descartar os resíduos, reservando o uso de água para limpeza.
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Índices de tecnologia de descarga na Dinastia Silla
A descoberta reforça a ideia de que as elites coreanas já se preocupavam com saneamento e higiene. Até então, havia poucas evidências sobre instalações sanitárias nos palácios de Silla.
Os especialistas acreditam que o banheiro era de uso exclusivo da realeza, uma vez que o acesso a esse tipo de estrutura era restrito aos membros da corte.
A tecnologia empregada se assemelha aos sistemas encontrados no Império Romano, indicando que os coreanos poderiam ter desenvolvido soluções semelhantes de forma independente.
Funcionamento do sistema
Diferente de um vaso sanitário moderno, o sistema encontrado funcionava por gravidade. A água era despejada manualmente para carregar os resíduos pelos canais de drenagem.
O arqueólogo Jeon Joon-oh, que participou da escavação, destacou que o achado desafiou antigas suposições sobre o avanço tecnológico da Dinastia Silla. Segundo ele, a estrutura revela um nível de planejamento urbano muito além do que se imaginava.
Resíduos humanos podem revelar hábitos da realeza
No interior do vaso sanitário, os pesquisadores investigaram evidências de dejetos humanos. Amostras estão sendo estudadas para entender a dieta e as condições de saúde da aristocracia da época.
Descobertas semelhantes em outras partes do mundo revelaram detalhes sobre alimentação e doenças antigas. Se bem-sucedida, a análise pode fornecer informações sobre o que os nobres de Silla comiam e se sofriam de infecções parasitárias.
Com informações de Daily Galaxy.
