1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. Robôs humanoides chineses saem dos laboratórios e entram em fábrica real para montar tablets em ritmo industrial: AgiBot coloca máquinas G2 na linha da Longcheer, produz cerca de 3 mil unidades por turno e mira 100 robôs trabalhando em eletrônicos, carros, chips e energia até 2026
Faça um comentário 5 min de leitura

Robôs humanoides chineses saem dos laboratórios e entram em fábrica real para montar tablets em ritmo industrial: AgiBot coloca máquinas G2 na linha da Longcheer, produz cerca de 3 mil unidades por turno e mira 100 robôs trabalhando em eletrônicos, carros, chips e energia até 2026

Imagem de perfil do autor Ana Alice
Escrito por Ana Alice Publicado em 27/06/2026 às 20:39 Atualizado em 27/06/2026 às 20:41
Assista o vídeoRobôs humanoides da AgiBot operam em linha de tablets na China e exibem avanços da automação industrial com IA em fábrica real. (Imagem: Ilustrativa)
Robôs humanoides da AgiBot operam em linha de tablets na China e exibem avanços da automação industrial com IA em fábrica real. (Imagem: Ilustrativa)
  • Reação
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

A demonstração em uma fábrica chinesa mostra como robôs humanoides começam a disputar espaço em etapas sensíveis da produção de eletrônicos, com números que chamam atenção e exigem leitura cuidadosa.

A AgiBot colocou robôs humanoides G2 para operar em uma linha real de produção de tablets da Longcheer Technology, em Nanchang, capital da província de Jiangxi, na China.

Segundo a fabricante, os equipamentos foram integrados a estações de teste e inspeção em um ambiente de produção de eletrônicos de consumo, com atuação ao lado de operadores humanos.

A demonstração foi apresentada pela empresa como parte da aplicação industrial de sistemas de inteligência incorporada, área que reúne percepção por sensores, tomada de decisão e manipulação física em robôs.

De acordo com a AgiBot, a transmissão global da operação foi programada para ocorrer entre 23 e 28 de junho, nos canais oficiais da companhia no X e no YouTube.

O teste envolveu uma etapa sensível da fabricação de eletrônicos.

Na linha de produção, os robôs precisavam retirar tablets da esteira, identificar a posição dos aparelhos, inseri-los em suportes de teste e separar unidades aprovadas ou com falhas após a verificação.

A Longcheer afirma que esse processo exige comunicação em tempo real com os equipamentos de teste e movimentos consistentes para evitar danos aos produtos.

Robôs humanoides entram na linha de tablets

A Longcheer Technology informou que a demonstração pública na fábrica de Nanchang ocorreu em 14 de abril de 2026, dentro da parceria estratégica firmada com a AgiBot em outubro de 2025.

A companhia diz que escolheu uma linha aberta de produção em massa para testar os robôs sob condições industriais reais, com ciclos repetitivos e alto volume de peças.

No comunicado, a AgiBot afirma que múltiplas unidades do G2 foram oficialmente integradas às linhas de tablets da Longcheer.

A operação faz parte de um projeto conjunto para levar sistemas de IA incorporada a fluxos centrais da manufatura de eletrônicos de consumo, em vez de restringir a tecnologia a demonstrações em laboratório.

Os indicadores divulgados pela empresa apontam produção aproximada de 3.000 unidades por turno, taxa de sucesso superior a 99% em operação contínua, ciclo de 19 a 20 segundos por processo e capacidade de até 310 unidades por hora.

A AgiBot também informa que a integração da linha foi concluída em 36 horas e que o sistema somou mais de 140 horas de operação contínua, com perda de tempo parada inferior a 4%.

Nos comunicados públicos consultados, AgiBot e Longcheer informam cerca de 3.000 unidades por turno e taxa superior a 99%, sem confirmação literal de 100% de acerto durante 10 horas.

Robôs AgiBot G2 - Imagem: Reprodução
Robôs AgiBot G2 – Imagem: Reprodução

Produção de tablets exige precisão dos robôs

Em uma linha de eletrônicos, pequenos desvios podem afetar encaixes, atrasar etapas ou danificar os aparelhos.

Por isso, a AgiBot informa que o G2 atua em estações MMIT, sigla usada para testes integrados multimídia, nas quais o robô posiciona cada unidade nos acessórios corretos de verificação.

A Longcheer descreve o sistema como uma combinação de sensores, planejamento dinâmico e atuadores.

Segundo a empresa, os robôs usam percepção em tempo real para detectar desalinhamentos, calcular trajetórias e ajustar a manipulação dos tablets durante a operação.

A comparação com a automação industrial convencional aparece nos materiais das próprias empresas.

A AgiBot afirma que o sistema dispensa ferramentas personalizadas para cada processo e pode apoiar linhas de produção com diferentes modelos de dispositivos, o que reduziria a necessidade de reconfiguração física em determinadas etapas da fábrica.

A companhia também diz que a flexibilidade dos robôs é um dos pontos buscados no projeto com a Longcheer.

Esse argumento é ligado ao setor de eletrônicos de consumo, em que mudanças de modelo e ciclos de produto costumam exigir ajustes frequentes nas linhas de produção.

AgiBot G2 usa plataforma NVIDIA Jetson Thor

A capacidade de processamento é um dos componentes técnicos destacados no G2.

A AgiBot anunciou que o robô adotará a plataforma NVIDIA Jetson Thor como controlador principal, com foco em computação embarcada, raciocínio em tempo real e integração com ferramentas de robótica da NVIDIA.

A NVIDIA informa que a família Jetson Thor entrega até 2.070 TFLOPS em FP4 esparso para desempenho de IA.

Segundo a fabricante, a plataforma foi desenvolvida para robótica física, sistemas autônomos e aplicações que dependem de processamento local de sensores e modelos de inteligência artificial.

No comunicado sobre o G2, a AgiBot afirma que o uso do Jetson Thor representa aumento de cerca de 7,5 vezes no poder de computação de IA em relação à geração anterior.

A empresa também projeta ganho de 10% a 15% na autonomia efetiva de trabalho, associado à eficiência energética da nova plataforma.

A AgiBot já havia recebido reconhecimento internacional em novembro de 2025.

Naquele mês, o robô humanoide AgiBot A2 registrou no Guinness World Records a maior distância percorrida por um humanoide: 106,286 quilômetros, em Shanghai, entre 10 e 13 de novembro de 2025.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Humanoides avançam em testes industriais

A operação na Longcheer mostra que a AgiBot passou a testar robôs humanoides em uma linha de produção comercial, com tarefas repetitivas, produtos delicados e integração com sistemas industriais já existentes.

A avaliação dos resultados, no entanto, depende dos dados divulgados pelas próprias empresas envolvidas, sem auditoria independente identificada nos comunicados consultados.

No caso dos tablets, a aplicação se concentra em carregamento, descarregamento, inspeção e separação de unidades.

Essas funções aparecem nos comunicados como exemplos de etapas em que robôs humanoides podem ser usados para apoiar processos de fabricação com exigência de precisão e repetibilidade.

A Longcheer diz que, desde 16 de março, o robô já vinha integrado à linha principal, operando em média mais de 10 horas por dia e somando mais de 200 horas de funcionamento contínuo, com perda de tempo parada de 4%.

A empresa também afirma que a velocidade de movimento e a estabilidade ficaram acima das expectativas internas da equipe do projeto.

A adoção em escala maior ainda passa por fatores como custo, manutenção, segurança, confiabilidade de longo prazo e compatibilidade com sistemas industriais já instalados.

Esses pontos não foram detalhados de forma comparativa nos comunicados públicos, mas são aspectos relevantes para qualquer expansão desse tipo de tecnologia em linhas produtivas.

A AgiBot informa que pretende ampliar o uso para 100 robôs até o terceiro trimestre de 2026 e acelerar aplicações em setores como automotivo, semicondutores e energia.

A companhia também afirma que, em março de 2026, anunciou a saída do 10.000º robô de sua linha de produção.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x