Mesmo com salário bom, o Brasil enfrenta queda na formação de pilotos, aposentadorias em massa e migração de profissionais, criando um gargalo que ameaça a expansão da aviação, novas rotas e o custo das passagens aéreas
A aviação brasileira vive um paradoxo: enquanto o número de passageiros cresce e novas rotas surgem, a formação de pilotos não acompanha a expansão do setor. O resultado é um gargalo que começa a preocupar empresas, reguladores e profissionais.
O cenário não é exclusivo do Brasil. Europa, Ásia e Oriente Médio já enfrentam escassez de comandantes, impulsionada pela retomada do tráfego aéreo após a pandemia e pela aposentadoria de parte expressiva da força de trabalho.
Há quase 120 anos, Alberto Santos Dumont mostrou ao mundo que voar era possível. Hoje, o desafio não está na tecnologia, mas em quem ocupa os assentos da cabine.
-
Corra: a Wikipédia paga até R$ 2.500 para quem escrever sobre Minas Gerais, as inscrições do concurso terminam em 10 de julho de 2026 e até iniciante pode “faturar”, com prêmios a partir de R$ 200
-
Cidade de 8 mil habitantes receberá R$ 25 bilhões para abrigar a maior fábrica de celulose do mundo em etapa única, com produção de 3,5 milhões de toneladas por ano e posto de R$ 45 milhões
-
Ele saiu da Índia para Omã em 1976, entrou pela porta dos acabamentos de luxo e levou a Sobha ao mercado imobiliário premium do Oriente Médio
-
Cidade de SC onde turistas circulam de roupão por causa das águas termais abre concurso público com 8 vagas e salários de até R$ 21,4 mil, atraindo candidatos do nível alfabetizado ao superior antes da prova objetiva marcada para setembro
Crescimento da aviação pressiona a formação
Com mais de 100 milhões de passageiros registrados em dez meses no Brasil, as companhias aéreas ampliam voos e rotas. Esse avanço exige mais pilotos e copilotos para manter a operação em funcionamento.
Segundo estimativas do setor, cerca de 35% dos profissionais atuais devem se aposentar nos próximos anos. Uma grande fabricante projeta a necessidade global de aproximadamente 660 mil novos pilotos comerciais até 2040.
Na América Latina, a demanda prevista é de 37 mil profissionais. No Brasil, companhias já abriram até três processos seletivos em um único ano para tentar suprir a carência.
Fuga de profissionais e déficit interno
Enquanto a demanda cresce, pilotos brasileiros são recrutados por empresas estrangeiras.
Salários mais competitivos, estabilidade econômica e segurança levam muitos a trabalhar no exterior, especialmente no Oriente Médio e na Ásia.
Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram queda na emissão de licenças. Em 2015, foram quase 5.300. Entre 2020 e 2025, o número ficou abaixo de 4.000.
Hoje, o país conta com cerca de 25 mil pilotos. Especialistas estimam um déficit de formação próximo de 25% em relação à necessidade do mercado.
Alto custo dificulta novos pilotos
A formação começa em aeronaves pequenas, com no mínimo 43 horas de voo para a licença de piloto privado. Cada hora pode custar até R$ 1.000, elevando o investimento inicial.
Para chegar ao nível profissional, o custo pode ultrapassar R$ 400 mil, além de curso superior, inglês avançado e treinamentos específicos.
A remuneração pode apresentar diferenças significativas, influenciada por fatores como nível de experiência, modelo da aeronave operada e tamanho da companhia aérea contratante.
Ainda assim, a média salarial de um piloto de linha aérea regular gira em torno de R$ 7.789,05 por mês, com valores que variam de R$ 7.576,32 a R$ 17.836,59, podendo superar R$ 30 mil mensais.
O valor afasta muitos candidatos e alonga trajetórias. Apesar das dificuldades, o momento é de oportunidades.
Para quem consegue vencer as barreiras financeiras, a aviação segue oferecendo carreira global, emoção e demanda crescente.

Sério, é sempre o mesmo papo, mas na real, hoje ninguém mais quer esse trabalho de ****, na verdade a única coisa boa é o voo, o resto e só aborrecimento e insegurança, foi se o tempo que um piloto era alguém, hoje e tratado como mais um e sua responsabilidade não vale absolutamente nada para os empregadores. Sou piloto comercial habilitado mas não vivo disso, já em estou com mais de 50 anos, as vezes penso em reabilitar minhas carteiras, mas aí penso bem e desisto, pois não vale a pena mesmo.