O planeta HD 137010 b foi detectado a 150 anos luz, tem 6% a mais que a Terra, orbita perto de Marte em 355 dias e aparece com 50% de chance na zona habitável, mas a estrela mais fria pode levar a menos 70°C segundo estudo na Astrophysical Journal Letters.
O planeta HD 137010 b entrou no radar ao ser descrito como um ponto de encontro entre Terra e Marte, com uma chance estimada de 50% de ficar na zona habitável de sua estrela. A proximidade relativa, a órbita de 355 dias e o tamanho quase terrestre colocam o candidato sob atenção.
A equipe internacional liderada pela Universidade do Sul de Queensland, em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, publicou o resultado na Astrophysical Journal Letters. Ainda assim, o sinal do planeta segue solitário, porque apenas um trânsito foi observado até agora.
O que se sabe sobre o planeta HD 137010 b

O planeta HD 137010 b está localizado a cerca de 150 anos luz da Terra, na Via Láctea.
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Em dimensões, o planeta é cerca de 6% maior que a Terra, o que o aproxima do perfil físico descrito como semelhante ao da Terra.
Na dinâmica orbital, o planeta HD 137010 b completa uma volta em torno de sua estrela em um período estimado de 355 dias.
Os pesquisadores também destacaram que a distância orbital é comparável à que Marte tem em relação ao Sol, reforçando a ideia de um planeta entre Terra e Marte.
Por que a zona habitável aparece como 50% de chance

O estudo classificou o planeta como um candidato promissor na zona habitável, a faixa em que temperaturas podem permitir água líquida na superfície. Para o planeta HD 137010 b, os autores apontam aproximadamente 50% de chance de que ele esteja dentro da zona habitável da estrela.
Essa margem de 50% existe porque a posição é intermediária e depende das condições do sistema, incluindo brilho e temperatura da estrela. Assim, mesmo com a zona habitável no horizonte, o planeta ainda pode ficar fora do intervalo mais favorável.
Estrela mais fria, menos brilho e o risco de gelo
Apesar de o planeta HD 137010 b ser descrito como semelhante à Terra em tamanho e período orbital, os cientistas alertam que a estrela é mais fria e menos brilhante que o Sol. Isso muda o balanço de energia que chega ao planeta.
A consequência apontada é a possibilidade de temperaturas superficiais inferiores a −70°C, semelhantes às encontradas em Marte.
Nesse cenário, a zona habitável não garante água líquida, e o planeta pode ter uma superfície dominada por gelo.
Como o planeta foi detectado pelo método de trânsito
O planeta HD 137010 b foi identificado pelo método de trânsito, quando o astro passa brevemente à frente de sua estrela e provoca uma diminuição quase imperceptível no brilho.
O sinal inicial veio de dados coletados em 2017 pelo telescópio espacial Kepler, durante a missão estendida K2.
A primeira identificação do fenômeno foi feita por cientistas cidadãos do projeto Planet Hunters.
Entre eles estava Alexander Venner, hoje doutor em astrofísica, que participou da iniciativa ainda no ensino médio e destacou que voltar aos dados e encontrar algo relevante foi uma experiência incrível.
Por que o sinal ainda não confirma oficialmente o exoplaneta
Especialistas que não participaram do estudo analisam a descoberta com cautela.
A astrônoma Sara Webb, da Universidade de Swinburne, ressalta que apenas um trânsito foi observado até agora, enquanto o padrão científico exige pelo menos três para confirmar oficialmente um exoplaneta.
Isso significa que o planeta HD 137010 b precisa de novos registros para sair do status de sinal solitário.
Sem repetição do trânsito, a interpretação fica limitada, mesmo com a chance de 50% na zona habitável.
Próximos passos: atmosfera, telescópios e novas observações
Por estar relativamente próximo da Terra em termos astronômicos e por orbitar uma estrela brilhante, o planeta HD 137010 b é apontado como alvo prioritário para a próxima geração de telescópios espaciais.
A expectativa é que futuras observações analisem a atmosfera do planeta e refinem a avaliação sobre condições favoráveis.
Até lá, a história do planeta permanece aberta entre Terra e Marte.
O passo mais prático para acompanhar o caso é monitorar a busca por novos trânsitos e as análises atmosféricas que podem confirmar, ou derrubar, a chance de 50% na zona habitável.
O que você acha mais decisivo para considerar esse planeta promissor: o tamanho próximo da Terra, a posição em relação a Marte ou a confirmação de novos trânsitos?


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