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Enquanto superava a marca da Apollo 13 e chegava mais longe da Terra do que qualquer outra missão humana, a Artemis II batizou duas crateras na Lua e eternizou em uma delas a memória da esposa falecida do comandante

Escrito por Ana Alice
Publicado em 07/04/2026 às 23:38
Artemis II bate recorde de distância da Terra e tripulação propõe nomes para crateras lunares durante passagem histórica pela Lua. (Imagem: Ilustrativa)
Artemis II bate recorde de distância da Terra e tripulação propõe nomes para crateras lunares durante passagem histórica pela Lua. (Imagem: Ilustrativa)
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Missão supera marca histórica no espaço e transforma uma passagem pela Lua em cenário para homenagens, registros técnicos e novas referências dentro do programa Artemis, em um voo acompanhado de perto por agências espaciais e pelo público.

A tripulação da Artemis II propôs batizar duas crateras ainda sem nome oficial durante a passagem da missão pela Lua.

Uma delas recebeu a sugestão de Integrity, em referência ao nome da cápsula Orion usada no voo.

A outra foi proposta como Carroll, em homenagem a Carroll Taylor Wiseman, esposa do comandante Reid Wiseman, morta em 17 de maio de 2020 após enfrentar um câncer.

O anúncio ocorreu quando os astronautas já haviam superado o recorde de maior distância da Terra já alcançada por seres humanos.

A marca foi registrada em 6 de abril de 2026, segundo atualização oficial da NASA.

Às 13h56 no horário da costa leste dos Estados Unidos, a tripulação ultrapassou o recorde da Apollo 13, estabelecido em 1970.

Mais tarde, a missão atingiu a distância máxima de 252.756 milhas, o equivalente a cerca de 406,8 mil quilômetros da Terra.

O recorde anterior era de 248.655 milhas, algo em torno de 400,2 mil quilômetros.

Esse número foi alcançado pela Apollo 13 durante a trajetória de retorno à Terra, após a falha que impediu a continuidade do plano original da missão.

Crateras da Artemis II e homenagem na Lua

A sugestão dos nomes foi apresentada por Jeremy Hansen, astronauta da Agência Espacial Canadense, em comunicação com o controle da missão.

Na transmissão, a equipe descreveu duas pequenas crateras sem designação oficial na superfície lunar.

Crateras da Lua foram batizadas por astronautas da missão Artemis II • NASA
Crateras da Lua foram batizadas por astronautas da missão Artemis II • NASA

A cratera chamada Integrity fica a noroeste da bacia de Orientale.

Já a que a tripulação pretende chamar de Carroll está a nordeste da mesma bacia, na transição entre o lado visível e o lado oculto da Lua.

Segundo a NASA, as propostas serão encaminhadas formalmente à União Astronômica Internacional após o fim da missão.

A entidade é responsável por regulamentar a nomenclatura de corpos celestes e acidentes geográficos fora da Terra.

Isso significa que os nomes anunciados pelos astronautas ainda dependem de aprovação formal.

Até a conclusão desse processo, eles permanecem como sugestões apresentadas pela tripulação.

Carroll Taylor Wiseman vira homenagem em cratera lunar

No caso de Carroll, a homenagem faz referência à esposa do comandante Reid Wiseman.

A NASA informou que Carroll Taylor Wiseman morreu em maio de 2020.

Durante a comunicação com a Terra, Jeremy Hansen mencionou a perda ao apresentar a proposta do nome.

Em relato reproduzido pela Reuters, ele afirmou que, anos atrás, a equipe iniciou essa jornada como um grupo próximo de astronautas e, ao longo desse período, perdeu alguém importante.

Ao indicar o ponto na superfície lunar, acrescentou que se trata de um local brilhante na Lua e que a tripulação gostaria de nomeá-lo como Carroll.

A fala foi transmitida durante a passagem da missão pela Lua.

Recorde da Artemis II supera marca da Apollo 13

A Artemis II não foi planejada para pousar na Lua.

O objetivo do voo é testar, com tripulação a bordo, os sistemas da nave Orion em uma trajetória de ida e volta ao redor do satélite.

Mesmo sem pouso, a missão entrou para a cronologia da exploração espacial tripulada ao levar seres humanos a uma distância maior da Terra do que a registrada em voos anteriores.

O programa Artemis prevê novas etapas com foco em operações lunares futuras.

Participam da missão os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, da agência espacial canadense.

A passagem pela Lua incluiu observações de regiões da face visível e da face oculta do satélite.

Nesse trecho do voo, a tripulação também registrou detalhes geológicos da superfície.

Houve ainda um período de interrupção nas comunicações enquanto a cápsula passou atrás da Lua, como previsto no plano da missão.

De acordo com a NASA, o apagão de rádio durou cerca de 40 minutos, entre 18h44 e 19h25 no horário da costa leste dos Estados Unidos.

Esse tipo de interrupção já era esperado pela equipe de controle.

Imagem: Reprodução/Nasa/Colagem
Imagem: Reprodução/Nasa/Colagem

Observação da superfície lunar durante o sobrevoo

Além do recorde de distância, a missão alcançou a aproximação máxima da Lua a cerca de 4.067 milhas da superfície.

Isso corresponde a aproximadamente 6.545 quilômetros.

Nessa fase, os astronautas realizaram uma sequência de observações voltadas à geologia lunar.

Entre os alvos estavam a bacia de Orientale e a cratera Glushko.

Segundo a NASA, a bacia de Orientale é uma das estruturas de impacto mais preservadas da Lua.

Já a cratera Glushko é identificada por rastros brilhantes que se destacam na superfície.

O anúncio das crateras ocorreu durante esse período de observação.

A agência americana informou que a janela de análise da superfície lunar estava prevista para durar aproximadamente sete horas.

Nesse intervalo, a nave se encontrava em posição favorável para o trabalho da tripulação.

A orientação da cápsula e a proximidade com a Lua permitiram registrar imagens e descrever formações visíveis pelas janelas da Orion.

Integrity e Carroll marcam momento da missão Orion

A escolha de Integrity remete diretamente ao nome adotado para a cápsula da missão.

Carroll foi associada à homenagem feita a uma pessoa próxima ao comandante Reid Wiseman.

As duas propostas foram anunciadas logo depois de a missão superar a marca histórica anteriormente atribuída à Apollo 13.

A coincidência temporal fez com que os nomes fossem apresentados em um momento de grande atenção sobre o voo.

A Apollo 13 é lembrada pelo retorno de emergência à Terra após uma falha grave em 1970.

Ao ultrapassar aquela distância, a Artemis II passou a deter o novo recorde de afastamento humano do planeta.

Durante a transmissão, Hansen também afirmou:
“Ao ultrapassarmos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana”.

A declaração foi feita enquanto a nave seguia a trajetória de retorno.

A missão continua sendo acompanhada como parte da preparação para os próximos voos do programa lunar dos Estados Unidos.

Com o recorde de distância e a proposta dos dois nomes, a passagem da Artemis II pela órbita lunar reuniu elementos técnicos, históricos e pessoais em uma mesma etapa do voo.

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Francosco
Francosco
12/04/2026 13:50

Rapá .. reportagem é maravilhosa mas, é mt anúncio, exagerado… e sem contexto. Uma velha com pelanca no pescoço é prakabar… Sem noção.

Joca
Joca
08/04/2026 02:20

Ninguém vai pisar na lua!!! ??? Então nem Mulher e ninguém foram
na lua!!

José Carlos
José Carlos
Em resposta a  Joca
09/04/2026 23:45

Gente…. Reportagem boa, mas essa quantidade de anúncios está insuportável….
.

Francosco
Francosco
Em resposta a  José Carlos
12/04/2026 13:53

Pessoal sem noção que cuida do site. Entendo que tem quer propaganda pra pagar ss despesas maas, tem um limite que antecede o exagero.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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