Seguros de pessoas são líderes no mundo, mas ainda enfrentam barreiras no Brasil. Enquanto os seguros de pessoas dominam o mercado internacional, no Brasil eles sofrem limitações devido à tributação e à falta de modernização nos produtos.
Os seguros de pessoas movimentam trilhões de dólares em países desenvolvidos, liderando o mercado global de proteção e poupança de longo prazo. No entanto, no Brasil, esse segmento ainda não alcançou o mesmo protagonismo, principalmente por entraves tributários e pela falta de produtos equiparáveis aos oferecidos no exterior.
Segundo reportagem do Estadão, a Receita Federal resiste à criação de modelos modernos semelhantes ao “Seguro Universal”, prática comum na Europa e nos Estados Unidos. A cobrança de impostos sobre o seguro de vida com poupança inviabiliza sua competitividade, afastando consumidores que buscam alternativas mais rentáveis.
O que são seguros de pessoas
De forma ampla, seguros de pessoas englobam seguros de vida, planos de saúde, odontológicos e previdência complementar aberta. Esses produtos têm dupla função: proteger financeiramente o segurado e servir como instrumento de poupança para longo prazo.
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Nos países desenvolvidos, é comum que seguros de vida incluam componentes de poupança remunerada, permitindo ao contratante sacar valores em vida, além da cobertura em caso de morte. Isso transforma o seguro em um mecanismo estratégico de proteção patrimonial.
Quanto movimenta esse setor no Brasil e no mundo
Globalmente, os seguros de pessoas são responsáveis pela maior fatia do setor, movimentando reservas que sustentam dívidas públicas e investimentos de longo prazo. No Brasil, apesar de o segmento também representar o carro-chefe da arrecadação especialmente com os planos de saúde, sua evolução ainda é limitada.
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), por exemplo, é hoje o principal produto da previdência complementar aberta no país. Ele funciona como um seguro de vida com poupança, mas ainda sofre com restrições que dificultam maior adesão.
Por que o Brasil está atrasado nesse mercado
O principal impasse está na tributação imposta pela Receita Federal. Enquanto planos de previdência contam com tributação diferenciada, os seguros de vida com poupança são mais onerados, reduzindo sua atratividade em comparação a outras aplicações financeiras.
Especialistas apontam que a falta de incentivo político e a visão de curto prazo do governo impedem a expansão de produtos mais modernos. Na prática, o consumidor brasileiro acaba com menos opções de investimento e proteção em comparação a países como França, Alemanha e Estados Unidos.
Vale a pena contratar seguros de pessoas no Brasil?
Mesmo com limitações, os seguros de pessoas têm grande relevância no país. Planos de saúde e odontológicos são indispensáveis para milhões de brasileiros, e a previdência privada ainda é uma das principais alternativas para complementar a aposentadoria.
No entanto, a ausência de modelos mais sofisticados, alinhados ao mercado internacional, reduz a competitividade do setor e limita a segurança financeira da população. A criação de um seguro universal poderia ampliar a captação de recursos e fortalecer o sistema de proteção social no Brasil.
Os seguros de pessoas já são líderes no mercado global, mas no Brasil ainda enfrentam obstáculos que travam sua expansão. A disputa entre seguradoras, governo e Receita Federal coloca em segundo plano a necessidade de oferecer produtos mais justos e modernos para a sociedade.
E você, acha que a tributação é um entrave para o avanço dos seguros de pessoas no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários queremos ouvir quem vive essa realidade no dia a dia.
