Pesquisa conduzida na University of California, Riverside, aponta que luz ultravioleta profunda combinada com material cerâmico pode ampliar a evaporação da água salgada sem calor extremo, criando uma nova frente para reduzir o consumo energético da dessalinização e aumentar o interesse por sistemas movidos a energia solar.
Pesquisadores da University of California, Riverside, nos Estados Unidos, demonstraram em laboratório uma técnica que utiliza luz ultravioleta profunda e um pavio cerâmico de nitreto de alumínio para aumentar a evaporação da água salgada sem precisar aquecer toda a massa líquida durante o processo.
Publicado na revista científica ACS Applied Materials & Interfaces, o estudo investiga uma alternativa experimental para diminuir o consumo energético da dessalinização, setor que ainda enfrenta limitações ligadas ao custo operacional elevado, à infraestrutura necessária e ao descarte ambientalmente controlado da salmoura concentrada.
Luz ultravioleta muda abordagem tradicional da dessalinização
À frente da pesquisa está Luat Vuong, professora associada de engenharia mecânica da UC Riverside, que analisou como frequências específicas de luz podem interagir com a água salgada de maneira diferente dos sistemas industriais que dependem quase exclusivamente de calor ou pressão elevada.
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Enquanto métodos térmicos convencionais exigem aquecimento intenso para evaporar a água e depois condensá-la em forma potável, sistemas de osmose reversa utilizam bombas de alta pressão para forçar a passagem do líquido por membranas capazes de reter sais e impurezas dissolvidas.
Em vez de seguir esses caminhos tradicionais, a equipe californiana apostou em uma combinação entre luz de alta frequência, invisível ao olho humano, e um material cerâmico branco conhecido pela estabilidade térmica e pela resistência estrutural observada em aplicações industriais e laboratoriais.

Nitreto de alumínio foi usado nos testes realizados em laboratório
Durante os experimentos, os cientistas produziram pavios feitos de nitreto de alumínio e os posicionaram em uma câmara fechada, onde diferentes condições de iluminação foram comparadas para medir a resposta da água salgada sob variados comprimentos de onda e níveis de exposição luminosa.
Quando as amostras foram submetidas à luz violeta, a evaporação aumentou de forma significativa em comparação com ambientes mantidos no escuro ou expostos a frequências como vermelho, amarelo e infravermelho, segundo os resultados divulgados pela própria universidade norte-americana.
De acordo com os pesquisadores, o comportamento observado sugere uma possível atuação seletiva da luz sobre as ligações entre o sal dissolvido e as moléculas de água, hipótese que amplia o interesse científico em mecanismos não dependentes apenas de aquecimento tradicional.
Pesquisa tenta reduzir gasto energético das usinas de água doce
Boa parte das tecnologias solares atuais de dessalinização funciona a partir da absorção de calor por materiais escuros, responsáveis por elevar a temperatura da água até gerar vapor, processo que costuma provocar perdas energéticas ao aquecer toda a estrutura do sistema.
Já na abordagem estudada pela UC Riverside, o objetivo é direcionar a energia luminosa para interações específicas da mistura salina, sem exigir que o líquido alcance temperaturas extremas para iniciar a separação entre água e sal durante a evaporação.
Segundo a universidade, o nitreto de alumínio reúne características consideradas importantes para futuras aplicações relacionadas à água, incluindo durabilidade, estabilidade química, afinidade com líquidos e custo relativamente acessível em comparação com materiais mais complexos utilizados em pesquisas avançadas.

Além disso, os pesquisadores destacam que a escolha do material pode facilitar etapas futuras de fabricação e integração em sistemas maiores, fator frequentemente apontado como decisivo para transformar avanços laboratoriais em soluções tecnicamente viáveis fora do ambiente acadêmico.
Tecnologia ainda não substitui sistemas comerciais de dessalinização
Apesar da repercussão gerada pelo estudo, a universidade enfatiza que a pesquisa permanece em estágio experimental e não representa uma tecnologia pronta para substituir usinas de osmose reversa ou plantas térmicas já utilizadas em larga escala ao redor do mundo.
Neste momento, o principal avanço está na demonstração do mecanismo observado em laboratório, considerado pelos autores como uma nova possibilidade para orientar estudos sobre dessalinização solar mais eficiente e menos dependente de calor intenso ou pressão mecânica elevada.
Paralelamente aos testes iniciais, a equipe informou que trabalha no desenvolvimento de novas arquiteturas de sistema, processos de fabricação e ferramentas analíticas capazes de compreender melhor como ampliar a evaporação induzida pela ação da luz ultravioleta profunda.
Cresce interesse por alternativas à dessalinização tradicional
Nos últimos anos, a dessalinização ganhou importância em regiões costeiras afetadas por secas prolongadas, crescimento urbano acelerado e pressão crescente sobre reservatórios naturais, embora o elevado consumo energético continue limitando a expansão dessas estruturas em muitos países.
Além dos custos ligados à eletricidade, usinas tradicionais precisam lidar com o descarte de salmoura concentrada, resíduo que exige monitoramento ambiental constante por causa dos possíveis impactos sobre ecossistemas marinhos e áreas costeiras próximas às instalações industriais.
Nesse cenário, pesquisas capazes de reduzir etapas intensivas em calor ou pressão tendem a atrair interesse de governos, empresas privadas e centros acadêmicos, especialmente quando associadas à possibilidade de integração com sistemas movidos por energia solar renovável.
Estudo amplia debate sobre novas formas de produzir água potável
Embora a luz ultravioleta seja amplamente conhecida em processos de desinfecção e esterilização, seu uso para favorecer a separação entre sal e água ainda permanece pouco explorado em tecnologias voltadas especificamente para dessalinização de água do mar.
Ao direcionar o foco para interações microscópicas entre luz e mistura salina, a pesquisa conduzida na Califórnia propõe uma abordagem diferente da lógica baseada exclusivamente em força mecânica ou aquecimento extremo utilizado nos métodos industriais predominantes atualmente.
Mesmo sem apresentar uma solução comercial pronta, o estudo amplia o debate sobre como produzir água doce em um contexto global marcado pela pressão hídrica crescente e pela busca por tecnologias energeticamente mais eficientes e ambientalmente menos agressivas.


O título “gastam bilhões enquanto” dá a entender que os países que fazem desalinização atualmente são completos **** sem apontar nenhuma relação real de causalidade na afirmação, uma vez que a tecnologia apontada no artigo a recém está sendo testada. Quem escreve esse tipo de **** deve se achar muito espertão kkkkk.