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Enquanto milhões recebem Bolsa Família, Luciano Hang, dono da Havan, diz que brasileiros ‘se acostumaram’ com R$ 600; ele afirma pagar salários de até R$ 5 mil e revela contratação de funcionários com 77 anos para suprir falta de mão de obra no país

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 31/05/2026 às 21:02
Assista o vídeoLuciano Hang critica Bolsa Família, cita salários de até R$ 5 mil na Havan e defende contratação de idosos contra falta de mão de obra.
Luciano Hang critica Bolsa Família, cita salários de até R$ 5 mil na Havan e defende contratação de idosos contra falta de mão de obra.
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Declarações feitas por Luciano Hang durante a abertura da Havan em Taquara ampliaram o debate sobre falta de mão de obra, contratação de idosos, críticas ao Bolsa Família e salários oferecidos pela rede varejista em meio à expansão da empresa no Rio Grande do Sul.

Fundador e dono da Havan, Luciano Hang afirmou que a rede tem contratado trabalhadores idosos e aposentados para enfrentar a falta de mão de obra no país, além de criticar programas assistenciais durante a inauguração da loja em Taquara, no Vale do Paranhana, no sábado (30).

A declaração foi dada em entrevista coletiva durante a abertura da unidade, quando o empresário citou funcionários de diferentes idades e relacionou a dificuldade de preencher vagas à permanência de parte da população fora do mercado formal de trabalho.

De acordo com Hang, a Havan passou a ampliar a contratação de pessoas mais velhas, incluindo profissionais acima dos 70 anos, como alternativa para ocupar postos em lojas da rede espalhadas por diferentes regiões do país.

“Hoje nós estamos colocando aqui pessoas com 77 anos, com 72 anos, com 62 anos. Eu acho que a idade da pessoa não está na aparência, está na cabeça”, afirmou Hang ao comentar a política de contratação adotada pela empresa.

Luciano Hang critica Bolsa Família e cita salários de até R$ 5 mil

Ao tratar da busca por trabalhadores, Hang disse que empresários de vários setores relatam dificuldades para contratar e associou esse cenário ao pagamento de benefícios sociais pelo governo federal, especialmente ao Bolsa Família.

“Está faltando mão de obra hoje no país. Todo mundo está reclamando. Bolsa Família, muito assistencialismo. As pessoas se acostumam a viver com R$ 600, enquanto podem trabalhar com a gente para ganhar R$ 3 mil, R$ 4 mil, R$ 5 mil”, declarou.

Voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social, o Bolsa Família atende milhões de beneficiários no Brasil e prevê valor mínimo de R$ 600 por família, além de adicionais conforme a composição familiar, como crianças, adolescentes e gestantes.

Em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançou 19,08 milhões de famílias, teve gasto total de R$ 12,9 bilhões e registrou benefício médio de R$ 678,01.

Na mesma ocasião, a empresa apresentou a nova loja ao público do Vale do Paranhana, região que recebeu a unidade com grande movimentação de consumidores desde as primeiras horas de funcionamento.

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Contratação de idosos na Havan ganha destaque em Taquara

Durante a entrevista, o empresário afirmou que muitos aposentados ainda demonstram disposição para seguir trabalhando e enxergam no emprego formal uma oportunidade de retomar planos pessoais e profissionais em uma nova etapa da vida.

“As pessoas que se aposentaram, às vezes muito cedo, hoje se sentem capazes de mudar a sua vida novamente através do trabalho. É o recomeço de muitas vidas que nós estamos fazendo por todo o Brasil”, disse.

Para Hang, a idade não deve ser usada como barreira para afastar trabalhadores do mercado, sobretudo em setores que enfrentam dificuldade para contratar, formar equipes e manter operações em funcionamento.

Na avaliação do empresário, profissionais mais velhos podem ocupar funções que permanecem abertas por falta de interessados, ao mesmo tempo em que mantêm uma rotina ativa por meio do trabalho.

“Então a gente está empregando pessoas com mais idade, porque essas pessoas estão aptas para trabalhar e vêm preencher essa lacuna de falta de mão de obra que nós temos”, completou.

Regras para jovens no mercado de trabalho também foram questionadas

Além das críticas ao Bolsa Família e ao que chamou de assistencialismo, Hang questionou as regras brasileiras para a entrada de jovens no mercado de trabalho formal e afirmou considerar excessivas as restrições atuais.

“Acho que nós erramos um pouco nesse país de deixar as pessoas trabalhar só com 18 anos de idade”, declarou o empresário durante a coletiva em Taquara.

Pela legislação brasileira, adolescentes podem ser contratados a partir dos 14 anos na condição de aprendiz, com regras específicas sobre jornada, escolarização e proteção ao desenvolvimento do jovem trabalhador.

Fora do contrato de aprendizagem, a contratação formal segue limitações relacionadas à idade, ao tipo de atividade exercida e às condições de trabalho, especialmente em funções perigosas, insalubres ou realizadas em horário noturno.

Sem detalhar propostas, Hang usou a fala para defender maior flexibilidade nas relações de trabalho e vinculou esse ponto à dificuldade enfrentada por empresas para completar equipes em diferentes áreas da economia.

Havan de Taquara atrai consumidores no Vale do Paranhana

A inauguração da Havan de Taquara movimentou centenas de consumidores e marcou a chegada da rede varejista ao Vale do Paranhana, região formada por municípios com forte ligação comercial e circulação diária de moradores entre cidades vizinhas.

Entre os visitantes, houve relatos de interesse pela variedade de produtos, pelos preços e pela estrutura da loja, além da expectativa criada pela instalação de uma unidade da rede em uma área de influência regional.

Parte do público também foi ao evento pela presença de Luciano Hang, que costuma participar de inaugurações da Havan e atrai consumidores interessados em acompanhar a abertura das lojas.

Apresentada pela empresa como parte da expansão da rede no Rio Grande do Sul, a nova unidade recebeu consumidores logo após a abertura das portas, em uma movimentação típica das inaugurações promovidas pela varejista.

Além da visitação ao espaço comercial, o evento contou com momentos de interação entre o empresário, funcionários e clientes, com destaque para colaboradores mais velhos mencionados por Hang durante a coletiva.

Trabalho, renda e assistência social voltam ao centro do debate

As declarações do dono da Havan reuniram três temas de peso no debate público brasileiro: a oferta de mão de obra, a permanência de idosos no mercado de trabalho e o papel dos programas de transferência de renda.

Ao mencionar salários de até R$ 5 mil na rede, Hang buscou contrapor a remuneração oferecida pela empresa ao valor mínimo do Bolsa Família, embora o benefício seja destinado a famílias enquadradas em critérios de renda e vulnerabilidade social.

As regras do programa federal não impedem que beneficiários trabalhem com carteira assinada, mas preveem critérios de permanência e revisão cadastral quando a renda familiar muda, conforme as normas aplicadas pelo governo.

A contratação de idosos e aposentados, por sua vez, reflete uma tendência observada em diferentes setores, nos quais trabalhadores mais experientes permanecem ativos por necessidade financeira, interesse pessoal ou oportunidade profissional.

Na Havan, Hang apresentou essa prática como resposta à falta de mão de obra, enquanto a inauguração em Taquara serviu de palco para críticas a políticas assistenciais e à legislação trabalhista brasileira.

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Marco Aurélio
Marco Aurélio
08/06/2026 09:51

É já trabalhei na Havan, fui vendedor e se não alcançar as metas, vc sai fora rapidinho. O problema é a alta rotatividade.

Sonia Maria
Sonia Maria
07/06/2026 15:04

Parabéns Luciano você tem toda razao. Hoje em dia uma grande parte dos jovens se contentam com salário família e não querem trabalhar.
Moro em uma cidade do. Interior paulista, praticamente todos os Supermercados precisam de jovens para trabalhar e não conseguem.
Uma grande parte dos mercados estão admitindo idosos com mais de 70 anos

Arthit
Arthit
Em resposta a  Sonia Maria
09/06/2026 05:30

Parabéns por quê? É vergonhoso esse tipo de bateria e mais vergonhoso uma pessoa que fez parte do grupo mais vulnerável, mais explorado parabenizando um explorador desses.

Geovanni
Geovanni
05/06/2026 11:58

Esse careca e suas mentiras

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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