Mudança no comportamento dos consumidores deve reduzir volumes globais, pressionar grandes marcas e abrir espaço para mercados emergentes
Uma projeção de grande impacto para a indústria global de bebidas foi divulgada recentemente pela IWSR, empresa especializada em análise do setor. O levantamento, publicado em junho de 2026, indica que o consumo global de álcool deve diminuir ao longo da próxima década, mesmo com o crescimento da população em idade legal para beber. A previsão aponta que os volumes globais devem seguir em queda até 2031 e, depois disso, apresentar uma recuperação lenta. Ainda assim, em 2035, o consumo deve permanecer cerca de 1% abaixo dos níveis registrados em 2025. Esse movimento demonstra que a indústria passa por uma reorganização estrutural, influenciada por novos hábitos, pressão no orçamento e maior atenção à saúde.
Revisão técnica revela mudança no consumo global
A pesquisa da IWSR mostra que a queda no consumo de bebidas alcoólicas não depende apenas de fatores econômicos e, por isso, sinaliza uma transformação mais ampla no comportamento dos consumidores. Afinal, parte do público vem reduzindo excessos, escolhendo ocasiões específicas de consumo e buscando alternativas mais alinhadas ao bem-estar. Além disso, o aumento do custo de vida limita gastos com produtos considerados não essenciais, o que afeta diretamente bebidas como cerveja, vinho e destilados. O uso crescente de medicamentos para perda de peso também aparece como fator relevante, pois pode influenciar hábitos ligados ao álcool. Dessa forma, bebidas tradicionais devem perder volume nos próximos anos, enquanto novas opções ganham espaço.
Impactos diretos sobre grandes mercados
A retração deve ser mais forte em mercados consolidados, segundo a projeção da IWSR. China e Estados Unidos devem registrar queda superior a 18% no consumo até 2035. Alemanha, Japão e Reino Unido também devem apresentar redução relevante no volume de bebidas alcoólicas. Esse cenário indica que países historicamente importantes para o setor podem ter menor peso no crescimento global. Portanto, a indústria deve enfrentar um ambiente mais competitivo, com consumidores mais seletivos e menos dependentes de marcas tradicionais.
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Novos mercados ganham força na próxima década
Apesar da queda nos grandes centros consumidores, alguns países devem seguir em direção oposta. A Índia, por exemplo, deve se tornar o segundo maior mercado de álcool do mundo até 2032. México, Vietnã e Colômbia também aparecem como mercados com maior potencial de expansão. Esse avanço mostra que o crescimento da indústria deve migrar para regiões emergentes. Assim, empresas globais podem concentrar estratégias comerciais em países com aumento de renda, urbanização e maior demanda por bebidas industrializadas.
Indústria já sente os efeitos da mudança
Desde 2023, grandes fabricantes de bebidas alcoólicas enfrentam dificuldades em vendas e valor de mercado. Empresas como Diageo e Anheuser-Busch InBev já foram pressionadas por esse novo ambiente de consumo. Consequentemente, o setor passou a observar com mais atenção as mudanças no comportamento dos consumidores. Enquanto isso, categorias alternativas, como coquetéis prontos em lata, devem ganhar espaço. Esse formato atende consumidores que buscam praticidade, variedade e experiências diferentes dentro do mercado de bebidas.
Consumo moderado redefine estratégias
A queda projetada não significa o fim da indústria de bebidas alcoólicas. Na prática, o levantamento aponta uma transformação no modo como as pessoas consomem álcool. O consumo tende a ser mais moderado, mais planejado e mais influenciado por fatores de saúde e renda. Marcas devem adaptar portfólios para atender consumidores que buscam produtos diferentes, menores volumes e novas ocasiões de consumo. Esse movimento reforça a necessidade de inovação, reposicionamento e atenção aos mercados emergentes.
O futuro da indústria de bebidas até 2035
A projeção da IWSR coloca a próxima década como um período de transição para o setor global de álcool. Grandes mercados devem perder força, enquanto países emergentes podem ganhar relevância. Ao mesmo tempo, a busca por saúde, economia e conveniência deve redesenhar hábitos de consumo. Diante desse cenário, a indústria de bebidas alcoólicas deve enfrentar menos volume, mais segmentação e maior disputa por consumidores. A mudança, portanto, não elimina o mercado, mas redefine onde, como e por que as pessoas consomem álcool.
Você acredita que a queda no consumo de álcool será mais influenciada pela preocupação com a saúde ou pelo aumento do custo de vida?

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