Em Gotemburgo, o Kuggen mostra como um prédio redondo pode usar fachada inteligente, janelas triangulares, cores fortes e uma tela móvel para controlar melhor a entrada de sol nos andares superiores, sem depender de soluções difíceis de entender.
O prédio usa um chapéu que gira. Em Gotemburgo, na Suécia, o Kuggen chama atenção por unir fachada inteligente, forma circular, janelas triangulares, cores fortes e uma tela no topo que acompanha o caminho do sol.
As informações foram divulgadas por Architizer, plataforma digital de projetos e produtos de arquitetura. O edifício foi projetado pelo Wingårdhs e faz parte da Chalmers University, com uso voltado a escritórios e atividades universitárias.
A ideia chama atenção porque parece fácil de entender. Em vez de depender apenas de vidros especiais ou sistemas invisíveis, o Kuggen usa forma, sombra e movimento físico para lidar com a luz do sol.
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A tela no topo funciona como um chapéu que gira junto com o sol
A parte mais curiosa do Kuggen está nos pavimentos superiores. O prédio possui uma tela giratória de sombreamento que acompanha o caminho do sol e protege as áreas mais expostas.

Essa tela funciona como uma cobertura móvel. Quando o sol se desloca, ela muda de posição para ajudar a reduzir a entrada direta de luz nos andares de cima.
O resultado é uma fachada que não fica parada. Ela participa do funcionamento do edifício e transforma a relação entre arquitetura e luz solar em algo visível para qualquer pessoa.
Esse detalhe torna o Kuggen diferente de muitas fachadas modernas. A inteligência do projeto aparece em uma solução física, simples de observar e fácil de explicar.
As janelas triangulares ajudam a luz natural a entrar mais fundo no prédio
As janelas triangulares também fazem parte da estratégia do edifício. Elas não aparecem apenas como enfeite ou escolha visual diferente.

A forma triangular permite que a luz entre perto do teto. Quando isso acontece, a claridade consegue alcançar partes mais internas do ambiente com maior facilidade.
Architizer, plataforma digital de projetos e produtos de arquitetura, detalhou que as janelas triangulares deixam a luz entrar em uma região mais alta, o que ajuda a iluminar melhor o interior do edifício.
Para quem olha de fora, o efeito é marcante. Para quem usa o prédio, a solução ajuda a aproveitar melhor a luz natural, sem depender apenas de grandes aberturas na fachada.
A forma circular ajuda o edifício a lidar melhor com sol, sombra e fachada exposta
O formato redondo do Kuggen também tem função prática. A forma circular reduz a quantidade de fachada exposta em relação ao espaço interno criado pelo prédio.
Isso importa porque a fachada é uma das partes que mais recebe sol, calor, vento e variações externas. Quanto melhor o desenho do edifício conversa com o ambiente, maior é o controle sobre essas condições.
Nos andares superiores, o volume avança mais ao sul do que ao norte. Essa diferença ajuda o próprio prédio a criar sombra sobre parte da sua estrutura.
Assim, o Kuggen não depende apenas da tela móvel. A forma circular e o desenho dos pavimentos também entram na estratégia de proteção solar.
As cores fortes fazem a fachada mudar de aparência conforme o ponto de vista
A fachada colorida reforça o impacto visual do Kuggen. Os painéis de terracota esmaltada criam uma superfície viva, com tons que mudam de presença conforme a luz e o ângulo de observação.

Ao caminhar ao redor do edifício, a percepção muda. O prédio parece ganhar outra leitura dependendo do ponto de vista.
As cores vermelhas fazem referência à tinta industrial ligada aos estaleiros e ao porto. Em alguns pontos, áreas verdes criam contraste e deixam o conjunto ainda mais chamativo.
Essa combinação ajuda o prédio a ser lembrado. O prédio redondo na Suécia une imagem forte, fachada colorida e uma solução de sombreamento que chama atenção logo no primeiro olhar.

Por que o Kuggen parece diferente de outras fachadas inteligentes
Quando se fala em fachada inteligente, muita gente imagina prédios cheios de vidro moderno, painéis digitais e sistemas automáticos difíceis de entender.
O Kuggen segue outro caminho. Ele usa uma tela que se move, janelas triangulares e uma forma circular que participa do controle da luz.
Essa diferença torna o projeto mais próximo do público leigo. Não é preciso entender engenharia complexa para perceber que o prédio tenta se proteger do sol usando forma e movimento.
Por isso, o edifício se destaca. Ele mostra que uma fachada inteligente pode ser clara, física e visualmente forte, sem depender apenas de tecnologia escondida.
O prédio redondo mostra que eficiência também pode nascer de soluções simples
O Kuggen chama atenção porque une beleza e função. A tela giratória, as janelas triangulares e a fachada colorida não são elementos soltos.
Cada parte do edifício ajuda a contar a mesma história. O prédio busca sombra, luz natural e mudança visual ao longo do dia.
Essa é a força do projeto. Ele transforma o caminho do sol em parte da arquitetura e mostra que eficiência pode surgir de escolhas compreensíveis.
No fim, o Kuggen prova que um edifício pode parecer futurista sem abandonar soluções simples. Forma, cor, sombra e movimento trabalham juntos em um prédio que muda com a luz.
Você acha que as cidades brasileiras deveriam apostar mais em prédios que usam forma e sombra para reduzir calor, em vez de depender apenas de tecnologia cara?
