Com R$ 300 bilhões investidos e 68,8 GW instalados, energia solar enfrenta cortes, prejuízo de R$ 6,5 bilhões e limites na transmissão que travam conexões e reduzem projetos fotovoltaicos no Brasil em 2025
Com R$ 300 bilhões já investidos, a energia solar chegou a 68,8 GW no Brasil, mas cortes, prejuízos e limites na transmissão reduziram novos projetos em 2025 e pressionaram empresas do setor.
Setor virou segunda maior matriz elétrica do país
O levantamento da Absolar reúne usinas e sistemas de geração instalados em todo o país. Com 25,3% de participação no sistema nacional, a energia solar ocupa hoje a segunda posição entre as matrizes elétricas.
A associação também calcula mais de dois milhões de empregos gerados na última década. No mesmo período, empresas do mercado recolheram R$ 95,9 bilhões em impostos, mostrando o peso econômico já alcançado pelo segmento.
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Cortes atingiram geração solar e eólica em 2025
A reação da entidade veio após a potência adicionada cair 25,6% no ano passado. O setor foi afetado pelos cortes determinados pelo ONS, que atingiram 20% da energia solar e eólica produzida em 2025.
O prejuízo estimado para as companhias chegou a R$ 6,5 bilhões. A queda atingiu um mercado que vinha acumulando investimentos, empregos e arrecadação, mas passou a conviver com restrições operacionais na rede.
Rede no limite impede novas conexões
Os cortes ocorreram porque a capacidade de geração superou a infraestrutura de trasnmissão disponível. Em estados como Mato Grosso, Acre e Rondônia, a rede chegou ao limite.
Em comunicado à Aneel, o ONS indicou que, sem mudança nas condições atuais das redes, novas conexões de geração solar ficarão inviabilizadas.
A restrição vale tanto para novos usuários quanto para ampliações de sistemas existentes.
Energia solar no Brasil: Projetos fotovoltaicos perderam força
Painéis solares residenciais seguem, por enquanto, sem cortes. Mesmo assim, os investimentos em novos projetos fotovoltaicos recuaram 40% em 2025, com impacto sobre empresas, contratos e empregso no setor.
A Absolar aponta fechamento de empresas, cancelamento de contratos e redução no número de pessoas empregadas.
O cenário mostra que o problema não está apenas na geração, mas na capacidade de escoar a energia produzida.
Entidade defende novas tecnologias
Com base nos dados, a associação defende tecnologias complementares para sustentar a expansão da energia solar no Brasil. Armazenamento de energia, data centers, hidrogênio verde e eletromobilidade aparecem como caminhos citados.
A entidade vê essas frentes como condições para uma expansão sustentável do setor no país. A prioridade é permitir que a produção cresça sem ficar presa aos limites atuais da infraestrutura elétrica.
Com informações de Folha de São Paulo.

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