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Tempo de leitura 5 min de leitura

Energia solar deve liderar o planeta até 2035, mas inteligência artificial mantém combustíveis fósseis vivos

Escrito por Keila Andrade
Publicado em 01/06/2026 às 10:25
Atualizado em 01/06/2026 às 10:29
Horizonte entre tecnologia e energia sustentável
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A energia solar caminha para se tornar a maior fonte de eletricidade do planeta até 2035. No entanto, um novo relatório da BloombergNEF aponta que o avanço explosivo da inteligência artificial e dos data centers pode prolongar a vida dos combustíveis fósseis por muito mais tempo do que muitos especialistas imaginavam.

Além disso, o crescimento acelerado da demanda por energia elétrica está criando um cenário inédito: enquanto os painéis solares ganham espaço em ritmo recorde, usinas movidas a gás natural e até carvão continuam sendo vistas como essenciais para manter gigantescas estruturas digitais funcionando 24 horas por dia.

Energia solar deve assumir liderança global até 2035

Segundo as projeções, a energia solar ultrapassará carvão, petróleo e gás natural como principal fonte de eletricidade do mundo dentro da próxima década.

Além disso, especialistas afirmam que a mudança acontecerá principalmente por razões econômicas. Os custos dos painéis solares continuam caindo rapidamente, tornando essa tecnologia cada vez mais competitiva em relação às fontes tradicionais.

Painéis solares ficam mais baratos a cada ano

O avanço da energia fotovoltaica está diretamente ligado à redução dos custos de produção.

Além disso, projeções indicam que os preços dos painéis solares podem cair cerca de 30% adicionais até 2035, ampliando ainda mais sua vantagem econômica.

Grande parte dessa redução acontece graças à produção em larga escala e aos incentivos industriais implementados pela China.

Inteligência artificial muda completamente o cenário energético

Enquanto a energia solar cresce, outro fenômeno também transforma o mercado global: a explosão da inteligência artificial.

Além disso, sistemas de IA dependem de enormes data centers que consomem quantidades gigantescas de eletricidade para processar informações, armazenar dados e treinar modelos avançados.

Esse crescimento está pressionando redes elétricas em diversas regiões do planeta.

Data centers viram grandes consumidores de energia

Os centros de processamento de dados se tornaram uma das áreas de maior crescimento energético do mundo.

Além disso, projeções indicam que a demanda elétrica associada aos data centers poderá crescer de forma acelerada nas próximas décadas.

A expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial generativa e dos serviços digitais explica boa parte desse avanço.

IA pode manter combustíveis fósseis vivos até 2050

Apesar da ascensão das fontes renováveis, os combustíveis fósseis continuam oferecendo uma vantagem importante.

Além disso, usinas movidas a gás natural e carvão conseguem operar continuamente, sem depender das condições climáticas.

Por essa razão, a BloombergNEF estima que essas fontes poderão responder por cerca de 51% da geração adicional necessária para abastecer data centers até 2050.

Mercado projeta expansão gigantesca da energia solar

As previsões mostram números impressionantes.

Além disso, os data centers deverão impulsionar a instalação de aproximadamente:

  • 1 terawatt adicional de energia solar em larga escala;
  • 400 gigawatts de energia solar distribuída;
  • 370 gigawatts de gás natural;
  • 110 gigawatts de carvão.

Esses números demonstram como a transição energética poderá ocorrer de forma híbrida durante as próximas décadas.

A demanda gerada pelos data centers vai injetar no mercado global um adicional de 1 terawatt de energia solar em escala de utilidade pública – Imagem: ultramansk/Shutterstock
A demanda gerada pelos data centers vai injetar no mercado global um adicional de 1 terawatt de energia solar em escala de utilidade pública – Imagem: ultramansk/Shutterstock

Empresas de tecnologia ganham poder sobre o setor energético

Com o avanço da inteligência artificial, gigantes da tecnologia passam a influenciar diretamente o futuro da matriz energética global.

Além disso, empresas responsáveis pela construção de data centers terão papel decisivo na escolha das fontes de energia utilizadas em larga escala.

Especialistas acreditam que essas decisões podem determinar quais tecnologias permanecerão economicamente viáveis até meados do século.

Google e outras gigantes já buscam novas soluções

As grandes empresas de tecnologia também procuram alternativas para reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis.

Além disso, projetos envolvendo baterias de longa duração, energia geotérmica e até energia nuclear vêm recebendo investimentos bilionários.

O objetivo é garantir fornecimento contínuo de eletricidade sem ampliar as emissões de carbono.

Baterias entram na disputa energética

O armazenamento de energia aparece como uma das apostas mais importantes para acelerar a transição.

Além disso, sistemas de baterias permitem armazenar o excedente produzido durante o dia e utilizá-lo durante a noite ou em períodos de baixa geração solar.

Essa tecnologia pode reduzir a necessidade de usinas fósseis em diversas regiões.

Excesso de energia solar já cria novos desafios

Em alguns países, a expansão da energia solar começa a gerar situações curiosas.

Além disso, regiões da Espanha e da Itália registraram queda nos preços da eletricidade durante o dia devido ao excesso de geração fotovoltaica.

Como resultado, empresas passaram a investir em projetos híbridos que combinam painéis solares e armazenamento por baterias.

Brasil pode ganhar espaço nessa nova corrida

O Brasil aparece em posição estratégica dentro desse cenário.

Além disso, o país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta, com forte participação de fontes renováveis como hidrelétricas, energia solar, eólica e biomassa.

Essa característica pode atrair novos investimentos em infraestrutura digital e data centers.

Demanda global por energia continua disparando

O crescimento não envolve apenas inteligência artificial.

Além disso, veículos elétricos, digitalização da economia, sistemas de refrigeração e eletrificação industrial também elevam o consumo mundial de energia.

Por isso, especialistas acreditam que o mundo precisará expandir rapidamente sua capacidade de geração elétrica.

O que o relatório prevê para as próximas décadas

Entre os principais pontos destacados estão:

  • Energia solar liderando a geração global até 2035;
  • Queda contínua no preço dos painéis solares;
  • Crescimento explosivo dos data centers de IA;
  • Aumento da demanda mundial por eletricidade;
  • Continuidade do uso de gás natural e carvão;
  • Expansão de baterias, geotérmica e energia nuclear.

Além disso, o estudo mostra que a transição energética deverá ocorrer de forma gradual, combinando diferentes tecnologias.

Futuro da energia será definido pela inteligência artificial

A corrida pela inteligência artificial já está transformando muito mais do que computadores e softwares.

Além disso, o crescimento dos data centers pode redefinir completamente o planejamento energético mundial nas próximas décadas. Enquanto a energia solar avança rumo à liderança global, combustíveis fósseis continuam encontrando espaço justamente por causa da necessidade de abastecer a revolução digital em tempo integral.

Por isso, especialistas acreditam que o futuro da energia não será decidido apenas pelos painéis solares, mas também pelos algoritmos que movimentam a nova era da inteligência artificial.

Combustíveis fósseis ainda devem fornecer 51% da geração incremental de energia exigida por data centers de IA até 2050 (Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock) – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock
Combustíveis fósseis ainda devem fornecer 51% da geração incremental de energia exigida por data centers de IA até 2050 (Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock) – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Keila Andrade

Jornalista há 20 anos, especialista em produção e planejamento de conteúdos online e offline para estruturas do marketing digital. Jornalista, especialista em SEO para estruturas do marketing digital (sites, blogs, redes sociais, infoprodutos, email-marketing, funil inbound marketing, landing pages).

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