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Como a Noruega gera mais energia do que consome usando quase 1.800 hidrelétricas e mais de 1.100 reservatórios

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 04/07/2026 às 17:33 Atualizado em 04/07/2026 às 17:35
Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar.
Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar. Fonte: Canva.
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Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar.

A energia renovável na Noruega encerrou 2025 com o maior volume anual de eletricidade já registrado no país. A produção atingiu 161 TWh e superou o consumo interno em 23 TWh, resultado que permitiu ao sistema terminar o período com um excedente histórico.

A geração norueguesa permanece concentrada nas hidrelétricas, responsáveis por cerca de 88% da capacidade instalada. O país opera aproximadamente 1.791 usinas desse tipo e utiliza mais de 1.100 reservatórios para ajustar a oferta de eletricidade às mudanças da demanda.

Ao mesmo tempo, a energia eólica se consolidou como a segunda principal fonte, enquanto a solar já ultrapassou 700 MW de capacidade instalada. A expansão ocorre em meio à expectativa de aumento do consumo provocado por data centers, eletrificação dos transportes e mudanças na indústria.

Energia renovável na Noruega alcança produção de 161 TWh

O recorde de 2025 reforçou a predominância das fontes renováveis na geração elétrica do país. Ao produzir 161 TWh durante o ano, a Noruega terminou o período com 23 TWh a mais do que o volume consumido internamente.

Esse resultado amplia a quantidade de eletricidade disponível para exportação por meio das conexões mantidas com outros países europeus. O excedente também oferece maior margem de operação para um sistema que precisa equilibrar produção, consumo e armazenamento ao longo do ano.

Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar.
Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar. Fonte: Canva.

Hidrelétricas representam 88% da capacidade instalada

A hidreletricidade ocupa a maior parcela da matriz norueguesa. As cerca de 1.791 usinas em funcionamento respondem por aproximadamente 88% da capacidade de geração instalada no país.

A função dessas estruturas não se limita à produção contínua de energia. As usinas também permitem alterar rapidamente o volume gerado conforme as necessidades do sistema.

Essa capacidade de resposta está ligada aos reservatórios, que armazenam água e permitem decidir quando aumentar ou diminuir a geração.

Energia renovável na Noruega depende de mais de 1.100 reservatórios

O país possui mais de 1.100 reservatórios hidrelétricos, com capacidade aproximada para armazenar 87 TWh em energia potencial. Na prática, a água acumulada funciona como uma reserva que pode ser utilizada quando a demanda cresce ou quando outras fontes produzem menos.

Em períodos de grande oferta de energia solar e eólica no continente europeu, a Noruega pode reduzir a geração hidrelétrica e conservar água.

Quando o sistema europeu necessita de eletricidade adicional, as hidrelétricas podem elevar a produção e utilizar parte do volume armazenado. Essa flexibilidade ganhou importância com o aumento das fontes variáveis na Europa.

Reservatórios ajudam a equilibrar solar e eólica na Europa

A geração solar depende da disponibilidade de luz, enquanto a produção eólica varia conforme as condições dos ventos. Como essas fontes não mantêm o mesmo nível de geração durante todo o tempo, os reservatórios noruegueses funcionam como um mecanismo de ajuste.

A Noruega pode armazenar água quando há eletricidade abundante em outros mercados e aumentar a geração hidrelétrica nos períodos de menor oferta.

Esse modelo permite que o país participe do equilíbrio regional sem depender apenas do consumo interno. O sistema também oferece a possibilidade de escolher entre exportar eletricidade ou preservar os reservatórios para uso posterior.

Energia eólica se torna a segunda principal fonte

Embora as hidrelétricas continuem dominantes, a participação da energia eólica aumentou na matriz norueguesa. O país possui aproximadamente 65 parques eólicos, que somam 5 GW de capacidade instalada.

A produção anual da fonte fica próxima de 16 TWh. Com esses números, a energia eólica ocupa a segunda posição entre as fontes de eletricidade da Noruega.

Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar.
Energia renovável na Noruega alcançou 161 TWh em 2025, com superávit de 23 TWh, apoio de 1.791 hidrelétricas e expansão da energia eólica e solar. Fonte: Canva.

Estrutura atual da geração renovável

  • cerca de 1.791 usinas hidrelétricas;
  • mais de 1.100 reservatórios;
  • aproximadamente 87 TWh de energia potencial armazenável;
  • cerca de 65 parques eólicos;
  • 5 GW de capacidade eólica;
  • geração eólica anual próxima de 16 TWh;
  • mais de 700 MW de capacidade solar instalada.

Energia renovável na Noruega está conectada a 17 mercados externos

A integração com outros países é outro componente do sistema elétrico norueguês. A Noruega possui 17 interligações com mercados europeus. Parte dessas conexões utiliza cabos submarinos. As redes alcançam países como Dinamarca, Holanda, Alemanha e Reino Unido.

As interligações permitem vender energia quando a produção supera a demanda nacional. Também possibilitam importar eletricidade em situações nas quais seja mais vantajoso conservar a água armazenada.

Dessa forma, a operação dos reservatórios pode considerar não apenas o consumo doméstico, mas também as condições de preço e oferta em outros mercados.

Cabos submarinos ampliam exportação e importação

Os cabos conectam o sistema norueguês a regiões que possuem matrizes elétricas diferentes. Quando existe excedente, a eletricidade gerada na Noruega pode ser enviada para outros países. Em momentos de menor produção ou quando há interesse em preservar os reservatórios, o fluxo pode ocorrer no sentido contrário.

Esse intercâmbio reduz a necessidade de manter todas as fontes operando no nível máximo de forma permanente. Também permite que a água armazenada seja utilizada em períodos considerados mais adequados para a segurança do abastecimento.

Energia solar supera 700 MW de capacidade

A geração fotovoltaica ainda ocupa uma parcela menor da matriz, mas vem ampliando sua presença. Segundo os dados da NVE, a Norwegian Water Resources and Energy Directorate, a capacidade solar instalada já ultrapassa 700 MW. O crescimento está concentrado principalmente em sistemas residenciais, comerciais e industriais.

A expansão ocorre mesmo com os longos períodos de inverno e com uma incidência solar inferior à encontrada em países como o Brasil. A energia solar funciona como uma fonte complementar ao sistema dominado pelas hidrelétricas.

O setor elétrico norueguês se prepara para um cenário de consumo mais elevado. A instalação de novos data centers está entre os fatores que podem ampliar a procura por energia. A eletrificação dos transportes e da indústria também deve pressionar a demanda.

Essas mudanças exigirão investimentos em geração e transmissão para que o sistema acompanhe o crescimento sem comprometer o fornecimento. A expansão precisará considerar tanto a produção interna quanto a capacidade das redes de transportar eletricidade entre regiões e mercados.

Energia renovável na Noruega enfrenta desafio de expansão

O desempenho de 2025 mostrou que o país possui capacidade para gerar mais eletricidade do que consome em determinados períodos. Esse excedente, no entanto, não elimina a necessidade de planejamento para os próximos anos.

O aumento da demanda pode reduzir a margem disponível para exportações e exigir novas fontes de geração.

A Noruega busca ampliar a infraestrutura sem perder a flexibilidade oferecida pelas hidrelétricas e pelos reservatórios. Nesse processo, fontes como eólica e solar passam a ocupar funções complementares dentro da matriz.

O modelo norueguês reúne três elementos principais: grande participação hidrelétrica, capacidade de armazenamento e integração com outros países. As usinas produzem a maior parte da eletricidade, enquanto os reservatórios permitem controlar o momento da geração.

As interligações europeias possibilitam exportar excedentes ou importar energia quando essa decisão ajuda a preservar a água armazenada. A energia eólica amplia a oferta, e a solar começa a ganhar espaço em residências, empresas e indústrias.

Com informações do Canal Solar

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Andriely Medeiros de Araújo

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