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Enquanto navios de cruzeiro ficam parados no cais, mas continuam queimando diesel para manter hotelaria e refrigeração, porto na Bélgica instala energia em terra para ligar dois gigantes ao mesmo tempo em 2027, reduzir até 5% das emissões dos cais e antecipar uma obrigação europeia

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 30/06/2026 às 19:24 Atualizado em 30/06/2026 às 19:26
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Energia em terra no Porto de Zeebrugge vai levar eletricidade diretamente ao navio
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Energia em terra no Porto de Zeebrugge vai levar eletricidade diretamente ao navio, reduzir o uso de geradores a diesel durante a escala, diminuir fumaça e cheiro perto da cidade, atender dois cruzeiros ao mesmo tempo em 2027 e preparar o terminal para uma exigência europeia prevista para 2030, com menos emissões no cais

Em 26 de agosto de 2025, o Porto de Zeebrugge, na Bélgica, iniciou a obra de energia em terra que permitirá conectar dois navios de cruzeiro ao mesmo tempo a partir do primeiro semestre de 2027. As informações foram divulgadas por Port of Antwerp Bruges, autoridade portuária que administra os portos de Antuérpia e Bruges.

Um navio parado no cais não fica sem gastar energia. Cabines, cozinhas, refrigeração, iluminação e outros sistemas continuam funcionando durante toda a escala. Para manter essa estrutura ativa, embarcações usam geradores a diesel, mesmo sem navegar.

A nova instalação pretende mudar essa rotina no terminal da Zweedse Kaai. Em vez de produzir eletricidade dentro do navio, os cruzeiros poderão receber energia fornecida pelo próprio cais.

Energia em terra leva eletricidade do porto até os sistemas do navio

A energia em terra permite que a embarcação seja ligada à rede elétrica enquanto está atracada. É como conectar o navio a uma grande tomada preparada para suportar o consumo de uma cidade flutuante.

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Antes de chegar ao navio, a eletricidade passa por uma subestação. Essa estrutura ajusta a força correta da energia para que os sistemas de bordo funcionem sem risco de incompatibilidade.

A ligação será feita por um braço móvel instalado no cais. Depois da conexão, o navio poderá desligar os geradores usados durante a parada e utilizar a energia fornecida pelo porto.

Dois navios de cruzeiro poderão ser conectados no primeiro semestre de 2027

A obra está em andamento no terminal de cruzeiros da Zweedse Kaai, em Zeebrugge. Os primeiros navios poderão usar a estrutura no primeiro semestre de 2027.

A capacidade prevista é de atender dois navios de cruzeiro simultaneamente. Isso permite que mais de uma embarcação reduza a dependência dos geradores a diesel durante a escala.

O cronograma coloca o terminal três anos antes da obrigação europeia prevista para 2030. A exigência busca ampliar o uso de energia em terra em portos que recebem grandes embarcações.

Navio parado ainda queima diesel para manter a vida a bordo

O passageiro pode olhar para um cruzeiro atracado e imaginar que os motores estão desligados. Na prática, o navio ainda precisa de eletricidade para manter quartos, restaurantes, cozinhas, sistemas de refrigeração e equipamentos internos.

Os geradores a diesel atendem essa necessidade quando não existe uma ligação elétrica disponível no cais. Eles produzem energia, mas também liberam fumaça, cheiro e gases que afetam a área ao redor do terminal.

A energia em terra reduz esse problema no ponto onde o navio está atracado. A eletricidade deixa de ser gerada dentro da embarcação e passa a vir da estrutura instalada no porto.

Terminal da Zweedse Kaai concentra cerca de 5% das emissões de navios nos cais

A área da Zweedse Kaai responde por cerca de 5% das emissões de CO₂ de todos os navios atracados nos cais de Antuérpia e Zeebrugge. Esse volume vem dos cruzeiros que mantêm geradores a diesel ativos durante a permanência no porto.

Port of Antwerp Bruges, autoridade portuária que administra os portos de Antuérpia e Bruges, detalhou que a energia em terra pode eliminar as emissões dessas embarcações no próprio cais, além de reduzir fumaça, cheiro e incômodo visual para moradores, passageiros e tripulantes.

Dois navios de cruzeiro poderão ser conectados no primeiro semestre de 2027
Dois navios de cruzeiro poderão ser conectados no primeiro semestre de 2027

O percentual não representa todas as emissões portuárias da Bélgica. Ele se refere aos navios atracados nos cais de Antuérpia e Zeebrugge, onde a geração de eletricidade a diesel ainda faz parte da rotina de muitos cruzeiros.

Subestação e compatibilidade elétrica são partes decisivas da obra

A instalação não funciona apenas com um cabo ligado ao navio. O terminal precisa de uma subestação de alta tensão, equipamentos de segurança e uma conexão capaz de levar energia até a embarcação.

O navio também precisa aceitar a eletricidade recebida do cais. Tensão e frequência são características da rede elétrica que devem estar adequadas aos sistemas de bordo.

Esse detalhe explica por que a energia em terra exige mudança no porto e dentro do navio. A estrutura precisa funcionar de forma integrada para que os geradores possam ser desligados durante a escala.

O caso belga ajuda a entender o desafio dos portos brasileiros

Terminais brasileiros de cruzeiros e carga também precisariam de rede elétrica preparada, subestação, equipamentos de conexão e navios compatíveis para usar energia em terra.

A tecnologia não é uma solução automática para qualquer porto. Cada terminal precisa avaliar a capacidade da sua rede, o tipo de embarcação recebido e a estrutura necessária para atender escalas sem interromper a operação.

Em Zeebrugge, a obra ainda não está concluída. A primeira conexão está prevista para o primeiro semestre de 2027, quando dois navios de cruzeiro poderão receber eletricidade do cais ao mesmo tempo.

A iniciativa mostra que a redução de poluição portuária não depende apenas de trocar combustíveis. Levar energia até o navio durante a parada pode reduzir fumaça, cheiro e emissões em áreas próximas de cidades.

Você acredita que os grandes portos brasileiros deveriam investir em energia em terra para reduzir a fumaça de navios perto de moradores e trabalhadores? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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