Investimento bilionário em celulose no Rio Grande do Sul avança com fábrica em Barra do Ribeiro, terminal próprio no Porto de Rio Grande e promessas de milhares de empregos, enquanto o licenciamento ambiental segue em análise e o pacote de obras logísticas entra no planejamento para sustentar a escala de exportação.
A multinacional chilena CMPC planeja instalar uma megafábrica de celulose em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com promessa de até 12 mil empregos na construção e produção anual projetada em 2,5 milhões de toneladas de celulose de eucalipto.
O projeto ainda depende do licenciamento ambiental, mas já inclui um novo terminal no Porto de Rio Grande para exportação e um pacote de melhorias logísticas, em uma aposta que pode se tornar o maior investimento privado já anunciado no estado.
Megafábrica de celulose em Barra do Ribeiro e capacidade anunciada
A planta industrial foi apresentada como parte do chamado Projeto Natureza, que prevê a fabricação de celulose branqueada de eucalipto em uma cidade de cerca de 12,5 mil habitantes, com efeitos esperados sobretudo sobre emprego, serviços e infraestrutura local.
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Em comunicados públicos do governo gaúcho e da própria companhia, o valor do aporte aparece com variações ao longo do tempo, oscilando entre R$ 24 bilhões no anúncio inicial e cifras que chegam a R$ 27 bilhões em divulgações mais recentes.
Durante a execução das obras, a expectativa divulgada é de aproximadamente 12 mil postos de trabalho, enquanto a operação, depois de concluída, é estimada em cerca de 1,5 mil vagas diretas, além de contratações indiretas ligadas a transporte e serviços.
O protocolo de intenções entre a CMPC e o governo do Rio Grande do Sul foi firmado em abril de 2024, etapa que abriu caminho para estudos técnicos e tratativas de instalação, sem representar autorização automática para o início das obras.

Licença prévia na Fepam e etapas do licenciamento ambiental
A implantação da unidade depende da análise da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, a Fepam, responsável por avaliar os estudos e emitir a licença prévia, que é a primeira decisão formal do processo de licenciamento para empreendimentos desse porte.
Segundo informações divulgadas pelo governo estadual em audiências e comunicações oficiais, o projeto segue em fase de análise para a licença prévia, etapa que também envolve participação pública, apresentação de documentos técnicos e avaliação de impactos.
Em materiais ambientais divulgados no âmbito do processo, aparece a indicação de que a capacidade pode alcançar até 3 milhões de toneladas ao ano, enquanto a meta mais citada em anúncios públicos é de 2,5 milhões, diferença que depende da configuração final aprovada.
A própria CMPC tem indicado que a decisão definitiva de investimento, com apreciação interna do conselho administrativo, deve ocorrer após a evolução do licenciamento e a consolidação do desenho do projeto, o que coloca a execução condicionada às próximas autorizações.
Terminal no Porto de Rio Grande para exportação de celulose
A estratégia de exportação inclui um novo terminal dedicado no Porto de Rio Grande, formalizado por contrato de concessão com prazo de 25 anos, e investimento anunciado em R$ 1,5 bilhão, voltado ao embarque de celulose produzida no estado.
O projeto do terminal prevê dois berços de atracação e um armazém com capacidade para 194 mil toneladas de celulose, estrutura desenhada para dar escala ao escoamento e reduzir gargalos logísticos em um produto altamente dependente de porto.
As estimativas divulgadas para o terminal apontam mais de 1,2 mil empregos na fase de implantação e, na operação, cerca de 450 postos diretos e mais de 2 mil indiretos, números informados em anúncios oficiais ligados à assinatura do contrato.
“Esta área, que ficou totalmente parada desde 2014, agora vai se transformar em um espaço para transporte de celulose”.
“Nos próximos anos, vamos ver uma grande transformação na economia gaúcha a partir desse projeto”.
Obras em rodovias federais e logística de escoamento no RS
O protocolo de intenções e as discussões públicas sobre o projeto mencionam contrapartidas e necessidades de infraestrutura, como a previsão de duplicação de trechos rodoviários e melhorias para suportar o fluxo de caminhões, equipamentos e insumos industriais.
Entre os pontos citados está a duplicação de 376 quilômetros da BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul, além da finalização da duplicação do trecho sul da BR-116, medidas que buscam reduzir tempo de viagem e aumentar segurança.
Como se tratam de rodovias federais, a evolução dessas obras depende de articulação com a União e de cronogramas próprios de contratação, o que faz com que parte do planejamento logístico esteja atrelada a decisões fora do controle direto do município.
Presença da CMPC no Brasil e operação em Guaíba
Fundada em 1920, a CMPC é um grupo chileno do setor florestal, com atuação em celulose, produtos de higiene e embalagens, e presença no Brasil desde 2009, quando ampliou sua operação industrial e florestal no Rio Grande do Sul.
No estado, a companhia mantém unidade em Guaíba, e comunicações institucionais do governo e da empresa descrevem operações em diferentes regiões do país, além de atuação internacional com milhares de empregados, em uma estrutura multinacional de produção e logística.


Um absurdo ! Voltamos ao ” venham poluir aqui ” em nome desenvolvimento para quem ? . Não aprenderam nada com a catástrofe climática no RS? Esse monstrengo vai gastar e poluir as águas do Guaíba e não vai gerar empregos fixos, e sim temporários e de baixos salários. É um cavalo de Tróia que traz como “presente” a maior destruição que esse estado já teve , começando com a devastação com monoculturas de eucalipto, que seca os nossos lençóis freáticos, em plena falência hídrica do globo decretada pela ONU. Esse projeto é um afronta ao direito ao ambiente ecologicamente equilibrado para mantermos nossa saúde . Onde está a justiça?
É triste espero que nnão aitorizem este tipo de empresa poluifora para acabar com nossa fauna, flora e nossos rios.
Lá vem mais uma empresa gigante de fora para ajudar á destruir a nossa natureza é mais uma para acabar com nossa fauna e flora pois esse tipo de empresa só suga e tbm e acaba com nossos aquiferos subterraneos.
É triste 😢