A construção e aprovação de 810 pequenas centrais hidrelétricas – PCHs, iriam gerar diversos empregos e aumentaria a receita dos municípios
Atualmente aguardam autorização do órgão ambiental, pela metodologia do BNDES, um total de 810 PCHs – pequenas centrais hidrelétricas, que se aprovadas irão gerar 200 mil novos empregos. Ainda, não só pela geração de empregos mas também pela receita operacional desses setores, aumentando a participação dos municípios no Fundo de Participação Municipal – FPM.
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Ivo Pugnaloni, diretor de ENERCONS consultoria em energia diz que “Além disso, há ainda que considerar a criação de empregos para manejo das áreas de Preservação Permanente (APP), mantidas pelos empreendedores”, ao falar sobre a arrecadação tributária.
De acordo com Ivo, a área de reflorestamento das PCHs nas APPs aumenta o valor do ICMS “ecológico”, que é repassado pelo estado através do FPM. “Outro fator importante é que a instalação de uma PCH provoca a melhoria no desempenho do sistema elétrico de toda a região, regulando o nível de tensão e a capacidade de atendimento e permitindo manter em parte o suprimento local mesmo quando ocorre o desligamento da linha de transmissão que vem de outras regiões”.
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O fornecimento de energia nas regiões é muito importante para que novas indústrias se instalem, o que não traz apenas benefícios para o agronegócio, pois os reservatórios das pequenas centrais hidrelétricas também podem ser utilizados para piscicultura e agricultura, criando para produtores rurais novas receitas e oportunidades.
Pugnaloni, que foi presidente da Copel Distribuição e da Associação Brasileira das Pequenas Hidrelétricas – ABRAPCH, fala que também as pequenas hidrelétricas podem trazer benefícios no setor de turismo. “Os reservatórios trazem todos os incrementos relacionados às atividades de recreação, esportes e lazer para a população local, criando empregos também nas áreas de comércio como lanchonetes, bares e afins”.
O ex-presidente ainda diz, “Além de todas essas vantagens, este tipo de usina é um excelente investimento, pois seus projetos quando realizados em locais adequados, apresentam as maiores taxas internas de retorno do setor elétrico, com um rendimento de mais de 55% entre a capacidade instalada e a energia firme ao longo do ano, contrastando com 15% para a solar”.
