Uma empreendedora de Joinville, em Santa Catarina, criou um negócio que transforma teclas de computador, tecidos reaproveitados e placas eletrônicas em bolsas autorais vendidas entre R$ 219 e R$ 490. Kayka Couto produz cerca de 20 peças por mês, fatura R$ 5 mil e atrai clientes que buscam exclusividade e produtos feitos à mão com materiais inusitados.
A empreendedora Kayka Couto, de Joinville, no norte de Santa Catarina, encontrou uma forma de transformar lixo em renda. Com teclas de computador, roupas usadas e até placas eletrônicas, ela produz bolsas autorais que não existem em nenhuma loja do mercado convencional. As peças custam entre R$ 219 e R$ 490 e geram um faturamento médio mensal de R$ 5 mil, um resultado construído a partir de um investimento inicial de apenas R$ 4,5 mil e de uma vocação que surgiu quando a empreendedora, ainda trabalhando em escritório, fez um curso de costura e descobriu que havia encontrado sua verdadeira profissão.
O negócio nasceu de um hobby que foi se transformando em oportunidade. “Desde a primeira vez que toquei numa máquina, vi que era isso que queria fazer”, afirma a empreendedora, que começou vendendo para amigos e conhecidos antes de profissionalizar a produção. Hoje, Kayka produz cerca de 20 bolsas por mês, a maioria sob encomenda, vendidas principalmente pela internet e em feiras locais. A trajetória da empreendedora reflete uma tendência crescente no Brasil: transformar criatividade e reaproveitamento de materiais em negócios viáveis que aliam propósito ambiental e geração de renda.
Como a empreendedora de Joinville descobriu o upcycling por necessidade
Segundo informações do portal do G1, a virada criativa do negócio aconteceu durante a pandemia, quando a falta de recursos forçou a empreendedora a repensar seus materiais. Sem acesso fácil a tecidos e insumos novos, Kayka passou a reaproveitar itens que já tinha em casa, entrando no universo do upcycling, prática que transforma resíduos em produtos de maior valor agregado. O que começou como solução emergencial se tornou a identidade do negócio e o principal diferencial das bolsas no mercado.
-
Uma gari que ganha R$ 2,1 mil por mês deixou o celular de lado por alguns minutos e voltou com um Pix de R$ 203 mil caído na conta por engano, um valor que, segundo ela mesma, nem trabalhando cem anos conseguiria juntar
-
R$ 5 mil espalhados pela rua, uma carteira perdida e uma decisão honesta: o caso em Goiás que emocionou até quem Só leu a história
-
Inconformado em ver gente dormindo na rua, um homem chamado Ryan Donais passou a construir pequenas casas móveis para que moradores em situação de rua escapem do frio, cada uma com cama, água corrente, eletricidade e aquecimento
-
ET no Paraná? Após vídeos intrigantes, sons misteriosos na mata e teorias que dominaram as redes sociais, FAB revela o que seus radares registraram e aumenta o mistério sobre suposto OVNI visto em Campo Largo
A empreendedora descobriu que materiais descartados ofereciam possibilidades estéticas que tecidos convencionais não tinham. Teclas de computador viraram detalhes decorativos, tecidos de roupas usadas ganharam novas formas e objetos do cotidiano foram incorporados ao design das peças, criando bolsas que são tanto acessórios de moda quanto declarações sobre consumo consciente. Cada peça exige adaptações no processo de produção porque os materiais reaproveitados nunca são iguais, o que garante que nenhuma bolsa seja idêntica a outra.
O que torna as bolsas da empreendedora diferentes de tudo que existe nas lojas

A exclusividade é o principal argumento de venda. As bolsas feitas pela empreendedora não seguem moldes industriais nem utilizam materiais padronizados, o que significa que cada peça é literalmente única. Um cliente que compra uma bolsa de Kayka sabe que ninguém no mundo terá a mesma, porque os materiais reaproveitados que compõem cada modelo são irreproduzíveis. Essa unicidade atrai um público disposto a pagar entre R$ 219 e R$ 490 por uma peça artesanal.
A empreendedora identifica uma mudança na percepção dos consumidores que sustenta seu negócio. “As pessoas querem algo que não encontram nas lojas. O artesanal hoje é visto como um novo luxo”, afirma Kayka. A frase sintetiza um movimento de mercado em que a produção em massa perde apelo e o feito à mão, com história e propósito, ganha valor. Para a empreendedora, cada bolsa carrega não apenas materiais reaproveitados, mas a narrativa de um objeto que seria descartado e ganhou uma segunda vida com mais valor do que tinha na primeira.
Os desafios que a empreendedora enfrenta para crescer o negócio
A transição de hobby para empresa é um desafio que muitos empreendedores criativos conhecem. “Sair do hobby para empreender exige organização. Parece simples, mas não é”, reconhece Kayka, apontando para a necessidade de equilibrar o lado criativo da produção com a gestão financeira, logística de vendas e atendimento ao cliente. A empreendedora administra sozinha todas as etapas do negócio, desde a seleção dos materiais até a entrega da peça final, o que limita a quantidade de bolsas que consegue produzir por mês.
A produção de 20 peças mensais é o teto atual, e para aumentar esse volume a empreendedora precisa de ajuda. Nos próximos passos, Kayka pretende contratar assistência para o ateliê, ampliar a produção e diversificar o portfólio com novos produtos feitos a partir de materiais reaproveitados. A expansão exige investimento em equipamentos, espaço e treinamento de outra pessoa para trabalhar com materiais não convencionais, uma demanda que não é atendida por cursos tradicionais de costura. Para a empreendedora, o crescimento precisa acontecer sem comprometer a identidade artesanal que diferencia as bolsas no mercado.
O que a história da empreendedora revela sobre o mercado de upcycling no Brasil
O negócio de Kayka não é um caso isolado. O upcycling vem ganhando espaço no empreendedorismo brasileiro como uma alternativa que combina sustentabilidade ambiental com geração de renda, especialmente entre mulheres que encontram na costura criativa uma porta de entrada para o mercado. A prática de transformar resíduos em produtos de maior valor agregado responde tanto à demanda por consumo consciente quanto à necessidade de alternativas econômicas em um país onde o empreendedorismo por necessidade é realidade para milhões de pessoas.
Para quem pensa em seguir um caminho semelhante, a trajetória da empreendedora de Joinville oferece lições práticas. Um investimento inicial de R$ 4,5 mil, a disposição para aprender por conta própria, a capacidade de adaptar o negócio às circunstâncias e a persistência para transformar um hobby em fonte de renda de R$ 5 mil mensais mostram que é possível criar um negócio viável a partir de materiais que outras pessoas jogam fora. A empreendedora prova que o lixo de uns pode ser, literalmente, o luxo de outros.
Uma empreendedora de Joinville fatura R$ 5 mil por mês transformando teclas de computador e roupas usadas em bolsas autorais. Você compraria uma bolsa feita de materiais reciclados? Conhece alguém que também empreende com upcycling? Conte nos comentários.

-
-
3 pessoas reagiram a isso.