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Em vez de deixar catadores trabalhando sem estrutura, projeto em Montenegro foi aprovado na Lei de Incentivo à Reciclagem para fortalecer 28 famílias, ampliar a coleta seletiva e transformar lixo em renda no Rio Grande do Sul

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 08/06/2026 às 21:49
Atualizado em 08/06/2026 às 22:02
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Projeto em Montenegro foi aprovado na Lei de Incentivo à Reciclagem para fortalecer 28 famílias
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Projeto Reciclar em Montenegro quer fazer a reciclagem virar renda para catadores, melhorar a coleta seletiva, envolver moradores e dar mais estrutura a famílias que vivem do material reaproveitado no Rio Grande do Sul

O Projeto Reciclar em Montenegro foi aprovado pela Lei de Incentivo à Reciclagem e entra em uma nova fase para fortalecer o trabalho de catadores no Rio Grande do Sul.

A iniciativa beneficia diretamente 28 famílias de catadores no Bairro Estação e impacta mais de 1.000 moradores da comunidade. As informações foram divulgadas por Global Communities Brasil, organização responsável pela publicação do projeto.

A proposta chama atenção porque trata a reciclagem como algo que vai além da separação do lixo. Ela envolve renda para famílias, educação ambiental, estrutura para cooperativa e uma coleta seletiva mais forte dentro da cidade.

Como a Lei de Incentivo à Reciclagem pode transformar imposto em apoio direto aos catadores

A Lei de Incentivo à Reciclagem foi criada pela Lei nº 14.260, de 8 de dezembro de 2021. A regra permite que empresas destinem parte do Imposto de Renda para projetos aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente.

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Na prática, uma empresa pode apoiar uma iniciativa de reciclagem sem criar um custo extra, desde que esteja dentro das regras da lei. O imposto que já seria pago passa a ajudar um projeto com impacto social e ambiental.

No caso do Projeto Reciclar, essa aprovação abre caminho para captar recursos em 2026. O dinheiro poderá reforçar a estrutura da cooperativa e melhorar as condições de trabalho de quem vive da coleta e da separação de resíduos.

As 28 famílias de catadores ganham mais força com sede, equipamentos e organização

As 28 famílias beneficiadas fazem parte de uma realidade comum em muitas cidades brasileiras. São pessoas que trabalham com materiais recicláveis, muitas vezes com pouca estrutura, mas que ajudam a reduzir o lixo e movimentam a economia local.

O projeto foi criado em 2021 e atua com inclusão produtiva, economia circular, gestão correta dos resíduos e autonomia dos cooperados. Em palavras simples, a ideia é fazer o material descartado virar renda de forma mais organizada.

Ao longo de cinco anos, o projeto mobilizou R$ 6,5 milhões em investimentos. A publicação feita em 2 de março de 2026 pela Global Communities Brasil, organização responsável pela divulgação do projeto, registra que os recursos foram destinados à capacitação dos catadores, à legalização da cooperativa, à compra de equipamentos, ao acompanhamento técnico e à construção da sede da Cooperativa Estação Reciclar, já inaugurada em fevereiro de 2026.

O que muda com a nova fase do Projeto Reciclar em Montenegro

Global Communities Brasil, organização responsável pela publicação do projeto, detalhou que a nova fase prevê maquinário, veículos, capacitação contínua, apoio à gestão e fortalecimento de parcerias locais.

Entre os itens previstos estão prensas, esteiras, empilhadeira, caminhão, triciclos, balanças e EPIs. EPI é o equipamento de proteção individual, usado para proteger o trabalhador durante a coleta, separação e manuseio dos materiais.

Com essa estrutura, a cooperativa poderá atender até 60 cooperados e fazer a gestão de até 780 toneladas de resíduos por ano. Esse número mostra como uma iniciativa local pode ganhar escala quando recebe estrutura adequada.

Educação ambiental faz a coleta seletiva sair do discurso e chegar dentro das casas

A reciclagem só funciona melhor quando os moradores entendem o que separar, por que separar e como entregar o material corretamente. Por isso, o projeto também atua com educação socioambiental.

Em 2025, mais de 500 crianças foram alcançadas por atividades educativas no espaço Reciclarte. A proposta é ensinar desde cedo que o lixo separado corretamente pode voltar para a cadeia produtiva e ainda gerar renda para famílias da própria cidade.

Desde 2023, a cooperativa realiza coleta solidária porta a porta em condomínios, residências, escolas e comércios. Esse trabalho ajuda a reaproveitar materiais que poderiam terminar em aterros sanitários.

Empresas do Lucro Real podem apoiar a reciclagem sem custo adicional

Empresas tributadas pelo Lucro Real podem apoiar o Projeto Reciclar por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem. A regra permite destinar até 1% do Imposto de Renda devido para a iniciativa.

Para quem não conhece esse tipo de mecanismo, a ideia é simples. Parte do imposto que a empresa já pagaria pode ser direcionada a um projeto aprovado, com impacto direto em catadores, cooperativa, coleta seletiva e educação ambiental.

O projeto recebe patrocínio da John Deere, apoio do Sicredi Ouro Branco, da Prefeitura de Montenegro e da Braskem, além de parceria com a Fundação Banco do Brasil. Essa rede de apoio ajuda a explicar como a reciclagem ganhou força dentro da cidade.

O que outras cidades médias podem aprender com Montenegro

Montenegro mostra que a reciclagem pode ser uma política local de renda e inclusão. Em vez de tratar catadores como trabalhadores invisíveis, o projeto coloca essas famílias no centro da solução.

A experiência também deixa uma lição simples para outras cidades médias. Coleta seletiva não depende apenas de caminhão ou lixeira. Ela precisa de educação, organização, equipamentos e valorização de quem trabalha com o material reciclável todos os dias.

Quando uma cooperativa tem sede, capacitação e apoio, o lixo deixa de ser apenas problema urbano. Ele passa a ser uma oportunidade de trabalho, renda e cuidado ambiental.

O Projeto Reciclar em Montenegro une 28 famílias de catadores, mais de 1.000 moradores, educação ambiental e incentivo fiscal em uma mesma estratégia. A aprovação pela Lei de Incentivo à Reciclagem torna possível ampliar essa estrutura em 2026.

Se alcançar até 60 cooperados e a gestão de até 780 toneladas de resíduos por ano, a iniciativa pode transformar a forma como a cidade enxerga o lixo. Mais do que separar resíduos, o projeto mostra que reciclar também pode significar dar dignidade a quem vive desse trabalho.

Você acha que toda cidade média deveria ter uma cooperativa estruturada para transformar reciclagem em renda para famílias locais? Comente e compartilhe esta história.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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