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Tampinhas de garrafa e serragem de pinus substituem madeira descartada em fôrmas de concreto, reduzem lixo, reaproveitam resíduos domésticos e criam soluções sustentáveis em obras brasileiras

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 01/06/2026 às 20:29 Atualizado em 01/06/2026 às 20:32
Tampinhas de garrafa e serragem de pinus substituem madeira descartada em fôrmas de concreto
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Projeto transforma tampinhas de plástico e serragem em fôrmas temporárias, reduzindo toneladas de madeira descartada, aproveitando resíduos domésticos e promovendo construção mais sustentável com menor impacto ambiental e maior reaproveitamento de materiais recicláveis

Antes de existir uma parede de concreto, existe uma forma que pode virar lixo. As fôrmas temporárias moldam o concreto fresco até que ele endureça, mas a madeira e o compensado usados na maioria das obras acabam descartados, gerando grande volume de resíduos e aumentando custos de descarte.

Um estudo de 2025 mostrou que compósitos de madeira-plástico feitos com tampinhas de garrafa de polietileno de alta densidade e serragem de pinus podem substituir a madeira tradicional em fôrmas temporárias. A MDPI, editora científica internacional, trouxe dados sobre resistência, reaproveitamento e sustentabilidade, confirmando que materiais recicláveis podem reduzir o impacto ambiental da construção civil.

O uso de tampinhas e serragem aumenta o reaproveitamento de resíduos domésticos e diminui a quantidade de madeira descartada sem comprometer a qualidade da concretagem.

Por que fôrmas geram tanto resíduo

Fôrmas temporárias são essenciais para moldar o concreto, mas a madeira e o compensado são geralmente usados apenas uma vez porque o manuseio e a umidade danificam o material. O descarte desses produtos contribui para acúmulo de lixo nas obras, além de aumentar os custos de transporte e descarte.

Projeto transforma tampinhas de plástico e serragem em fôrmas temporárias
Projeto transforma tampinhas de plástico e serragem em fôrmas temporárias

A MDPI, editora científica internacional, detalhou que uma grande parte das fôrmas de madeira convencionais acaba em aterros ou como resíduos industriais. Substituir parcialmente a madeira por compósitos recicláveis representa uma alternativa sustentável e econômica, mantendo a funcionalidade necessária nas obras.

Como tampinhas e serragem viram compósito

O processo combina tampinhas de garrafa de HDPE trituradas com serragem de pinus em proporções controladas. A mistura forma um compósito leve, resistente e moldável, capaz de reproduzir a função estrutural das fôrmas de madeira.

A serragem dá rigidez, enquanto o plástico reciclado garante coesão e resistência à água, ponto crítico durante a concretagem. Esse método transforma resíduos domésticos em material útil, diminuindo a necessidade de madeira nova e o impacto ambiental das construções.

O que precisa resistir durante a concretagem

O compósito deve suportar o peso do concreto fresco, a pressão lateral e a umidade sem deformar ou romper. A MDPI, editora científica internacional, mostrou que os compósitos de tampinhas e serragem conseguem resistir às cargas típicas de uma parede residencial, sendo indicados apenas para fôrmas temporárias e usos estruturais leves.

processo combina tampinhas de garrafa de HDPE trituradas com serragem de pinus em proporções controladas
Processo combina tampinhas de garrafa de HDPE trituradas com serragem de pinus em proporções controladas

A resistência garante que o concreto mantenha o formato desejado e evita falhas no acabamento ou problemas na parede. Testes prévios de cada mistura são essenciais para assegurar segurança e eficiência na obra.

Por que a aplicação é temporária, mas estratégica

O compósito não substitui completamente a madeira em todos os tipos de construção, mas funciona como solução estratégica em fôrmas temporárias, onde a durabilidade máxima não é necessária.

O maior benefício está na redução de resíduos, no reaproveitamento de materiais e na construção mais sustentável. A medida diminui custos de descarte, incentiva soluções inovadoras e abre caminhos para pesquisas em materiais recicláveis no setor da construção civil.

O impacto prático é evidente: menos madeira descartada, menos lixo na obra e aproveitamento de resíduos recicláveis que já existem no dia a dia.

Você acredita que essas soluções poderiam se tornar padrão em obras de grande escala no Brasil e transformar a forma como lidamos com resíduos de construção?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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