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Em um disco protoplanetário chamado IRAS 23077+6707, onde os planetas nascem a 1.000 anos-luz, a NASA usa o Hubble e registra brilho fora do padrão, num caos 40 vezes maior que o Sistema Solar, intrigando cientistas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/02/2026 às 09:22
Atualizado em 15/02/2026 às 09:24
onde os planetas nascem, NASA e Hubble estudam o disco protoplanetário IRAS 23077+6707 e o brilho reprocessado em um sistema 40x maior que o Sistema Solar.
onde os planetas nascem, NASA e Hubble estudam o disco protoplanetário IRAS 23077+6707 e o brilho reprocessado em um sistema 40x maior que o Sistema Solar.
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Onde os planetas nascem vira questão de escala quando a NASA aponta o Hubble para o disco protoplanetário IRAS 23077+6707, apelidado de Chivito do Drácula, e encontra filamentos turbulentos e um brilho reprocessado por gás denso, sugerindo formação planetária fora do roteiro a 1.000 anos-luz, 40x acima do Sistema Solar

Em meio às imagens que a NASA divulga do espaço profundo, um recorte específico virou alerta científico, o mesmo lugar onde os planetas nascem e onde a poeira ainda não assentou. Ao apontar o Hubble para o disco protoplanetário IRAS 23077+6707, a equipe encontrou um brilho que não se comporta como o esperado.

O disco protoplanetário IRAS 23077+6707, descrito como 40 vezes maior que o diâmetro do Sistema Solar, está a cerca de 1.000 anos-luz e ainda esconde sua estrela central sob gás e poeira. Nessa condição, a NASA diz que o Hubble não vê a estrela de forma direta e sim a luz reprocessada pelo material ao redor, e é aí que o padrão se rompe.

O que o Hubble observa quando a estrela está escondida

onde os planetas nascem, NASA e Hubble estudam o disco protoplanetário IRAS 23077+6707 e o brilho reprocessado em um sistema 40x maior que o Sistema Solar.

Em um disco protoplanetário jovem, a estrela central pode ficar encoberta por uma camada densa de gás e poeira, o que muda a leitura do que aparece na imagem.

O Hubble registra sobretudo a radiação que foi absorvida e reemitida, um caminho indireto que pode amplificar contrastes e criar regiões de brilho aparente.

Esse tipo de leitura depende de geometria, espessura do material e ângulo de observação. Em termos práticos, o que chega ao telescópio pode ser uma combinação de luz espalhada em superfícies do disco, luz reprocessada em camadas mais externas e sombras lançadas por estruturas internas que ainda estão se rearranjando.

Esse detalhe é central para entender onde os planetas nascem, porque a formação não ocorre em um vácuo limpo, e sim dentro de um meio opaco e dinâmico.

Ao trabalhar com IRAS 23077+6707, a NASA reforça que parte do que se vê é efeito do ambiente, não um “farol” simples no centro do disco protoplanetário.

IRAS 23077+6707 e a escala que muda a conversa

O apelido Chivito do Drácula surgiu para resumir uma impressão de tamanho e estranheza, mas o dado técnico é mais direto. IRAS 23077+6707 tem uma extensão estimada em cerca de 40 vezes o diâmetro do Sistema Solar, o que coloca esse disco protoplanetário fora do padrão de escala mais comum.

Escala, aqui, não é apenas estética. Um disco protoplanetário muito maior tende a concentrar grandes volumes de gás e poeira em regiões amplas, o que aumenta o número de trajetórias possíveis para a matéria circular, colidir e migrar.

O crescimento de um sistema começa antes do planeta existir, e isso pode acontecer de modos diferentes em cada disco.

Em astronomia observacional, escala também determina o quanto pequenas irregularidades ficam visíveis.

Se o disco protoplanetário é grande, filamentos e variações de altura podem se destacar mais, e o que parece “exagerado” pode ser a soma de uma estrutura extensa com um meio muito ativo. Isso ajuda a explicar por que onde os planetas nascem pode parecer, em alguns casos, um laboratório turbulento.

Filamentos, turbulência e o que a NASA chama de caótico

Segundo a NASA, o IRAS 23077+6707 aparece “inesperadamente caótico e turbulento”, com filamentos de material se estendendo muito acima e abaixo do disco.

Essa geometria foge do formato achatado que costuma ser associado a um disco protoplanetário mais “disciplinado”, no qual a matéria tende a se alinhar em um plano.

Na prática, filamentos e turbulência significam transporte interno de material, mistura de regiões e mudanças locais de densidade.

Essas variações são relevantes porque alteram onde os planetas nascem dentro do disco, deslocando zonas de acúmulo e criando bolsões em que partículas podem colidir e crescer de forma desigual.

Quando filamentos aparecem acima e abaixo do plano, os pesquisadores costumam considerar a possibilidade de um disco protoplanetário ainda conectado a um envoltório maior de gás, ou atravessado por instabilidades que jogam material para fora do plano principal.

Mesmo sem fechar diagnóstico, o ponto técnico é que a arquitetura observada em IRAS 23077+6707 amplia o repertório do que se espera de sistemas jovens.

O brilho fora do padrão e a hipótese do reprocessamento

O ponto que “brilha onde não deveria” é descrito como estranho justamente porque não parece luz direta.

A leitura sugerida é que o brilho observado pelo Hubble é radiação que atravessou, foi absorvida e voltou ao espaço após interação com o gás denso, uma assinatura de material sendo iluminado, aquecido ou rearranjado.

Em um disco protoplanetário como IRAS 23077+6707, isso é compatível com a ideia de camadas com diferentes opacidades, em que a luz emerge por janelas, fendas ou superfícies inclinadas pelos próprios fluxos.

Quando a luz é reprocessada, ela pode “acender” regiões periféricas, e a NASA trata esse efeito como pista de uma arquitetura interna ainda em evolução.

A consequência é metodológica. Um brilho reprocessado pode significar que o observador está vendo “a pele” do disco, não necessariamente seu interior mais denso, onde parte do material tende a se concentrar.

Para reconstruir o que está acontecendo em onde os planetas nascem, o trabalho passa a ser combinar imagem, interpretação física da luz e modelos que expliquem por que certas regiões aparecem e outras somem.

Por que esse caso pesa no debate sobre onde os planetas nascem

O interesse científico não está apenas no espetáculo visual, mas no que ele sugere sobre diversidade de sistemas planetários.

Se IRAS 23077+6707 cresce e se organiza de modo diferente, a hipótese é que o resultado final também possa divergir, e isso amplia a discussão sobre quantos caminhos existem para formar planetas.

Há também um recado sobre tempo. Em fases iniciais, discos protoplanetários podem ser altamente dinâmicos, com poeira e gás mudando de posição, abrindo canais e criando regiões de sombra e luz que variam conforme o material se move.

Nem todo sistema nasce com simetria, e o que a NASA descreve em IRAS 23077+6707 pode ser um retrato mais honesto da juventude de onde os planetas nascem.

Além disso, o caso reforça uma limitação prática. Enquanto o gás e a poeira permanecerem espessos, o Hubble e a NASA dependem de sinais indiretos para reconstruir o ambiente, e as certezas ficam condicionadas a novas observações e modelos.

O que parece “perturbador” hoje pode virar referência amanhã, justamente por expor uma fase mais desordenada de onde os planetas nascem.

A pergunta que fica é menos sobre medo e mais sobre método, como interpretar uma imagem quando a luz é filtrada e reformada pelo próprio objeto observado.

Em IRAS 23077+6707, o disco protoplanetário obriga a NASA e o Hubble a tratar brilho, filamentos e escala como peças do mesmo quebra-cabeça de onde os planetas nascem.

Na sua visão, o que mais chama atenção em onde os planetas nascem, a escala extrema de IRAS 23077+6707, o brilho captado pelo Hubble, ou a descrição de caos feita pela NASA, e por quê?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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