1. Início
  2. Geopolítica
  3. Em conversa com Trump, Lula aponta líder do crime organizado em Miami e reforça cooperação internacional
Faça um comentário 3 min de leitura

Em conversa com Trump, Lula aponta líder do crime organizado em Miami e reforça cooperação internacional

Imagem de perfil do autor Sara Aquino
Escrito por Sara Aquino Publicado em 10/12/2025 às 19:39 Atualizado em 10/12/2025 às 20:14
Lula afirmou que um líder do crime organizado vive em Miami e reforçou a necessidade de cooperação internacional contra facções.
Foto: IA
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Lula afirmou que um líder do crime organizado vive em Miami e reforçou a necessidade de cooperação internacional contra facções.

Em um discurso no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que comunicou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o maior líder do crime organizado brasileiro está vivendo em Miami.

A declaração, feita ao relembrar uma ligação telefônica ocorrida em 2 de dezembro, destacou a necessidade de ampliar a cooperação internacional para enfrentar facções que atuam no Brasil, mas operam a partir do exterior.

Segundo Lula, esse tipo de diálogo é essencial porque criminosos “atuam conduzindo atividades ilícitas no Brasil, mas moram em território norte-americano”. 

Conversa entre Lula e Donald Trump reforça alertas sobre crime organizado 

O telefonema entre Lula e Donald Trump tratou diretamente do avanço das facções e da presença de lideranças brasileiras em outros países.

De acordo com o Palácio do Planalto, ambos discutiram estratégias para ampliar a troca de informações, especialmente envolvendo indivíduos que mantêm negócios ilícitos no Brasil enquanto residem nos Estados Unidos. 

Durante o evento sobre as novas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Lula reforçou que havia alertado Trump sobre a situação e reiterou a urgência em agir.

Embora tenha mencionado a existência de um líder do crime organizado instalado em Miami, o presidente não citou nomes. 

Miami volta ao centro do debate após casos exibidos na mídia 

A fala de Lula surge em meio à repercussão de reportagens que abordam brasileiros investigados por irregularidades vivendo em Miami.

Recentemente, o Fantástico, da TV Globo, apresentou o caso de Ricardo Magro, advogado que construiu um grande patrimônio no setor de combustíveis e é investigado por deixar de pagar impostos no Brasil. 

Segundo a reportagem, Magro leva uma vida de luxo nos Estados Unidos. Entretanto, mesmo diante da grande repercussão, Lula não relacionou o nome do advogado ao líder do crime organizado que mencionou no discurso. 

Cooperação internacional como estratégia contra facções 

Lula destacou que reforçar os laços com Washington é um passo indispensável para combater organizações que atuam além das fronteiras nacionais.

Para o presidente, a cooperação internacional é urgente, especialmente quando criminosos se aproveitam da distância para escapar da legislação brasileira. 

“Esse tipo de conversa com o líder norte-americano é fundamental”, afirmou Lula. Ele argumenta que a troca de dados e a integração entre agências de segurança pode acelerar investigações, capturas e repatriações de acusados

Crime organizado se expande e exige ações conjuntas 

O avanço de grupos que utilizam estruturas internacionais para se esconder e movimentar recursos ilícitos tem sido um desafio crescente para o Brasil.

Assim, Lula busca fortalecer a colaboração direta com os Estados Unidos, já que muitos investigados mantêm residência em cidades como Miami, onde encontram facilidades jurídicas e financeiras. 

Além disso, o diálogo com Trump deve ser apenas uma das primeiras etapas de uma agenda mais ampla de segurança pública.

A intenção, segundo o Planalto, é ampliar acordos, padronizar protocolos e possibilitar ações conjuntas em investigações transnacionais. 

Contexto político amplia efeitos da declaração 

A fala de Lula também traz efeitos adicionais no cenário político.

O presidente reforça a narrativa de que o combate às facções depende diretamente da cooperação com os EUA.

Por outro lado, a declaração sugere pressão sobre as autoridades estrangeiras para reforçar o rastreamento e a responsabilização desses indivíduos. 

Mesmo sem divulgar nomes, Lula procurou destacar que a segurança pública ultrapassa fronteiras e exige articulação constante com os EUA. 

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x