Analisamos a scooter que dominou o Brasil, com seu baixo consumo e design sofisticado, e revelamos seu principal ponto fraco: a suspensão.
A Honda PCX 150 se tornou um ícone de mobilidade urbana no Brasil. Desde seu lançamento, ela conquistou o público com uma promessa clara: ser uma “scooter que mistura conforto e economia com classe”. No mercado de usadas, os modelos fabricados entre 2014 e 2018 se destacam como uma opção inteligente, com preços que variam de R$ 11.000 a R$ 14.000.
Sua fama de econômica é justificada, com um consumo que pode passar dos 40 km/l na cidade. No entanto, a promessa de conforto esconde um “porém” que todo comprador precisa conhecer: uma suspensão traseira rígida que pode tornar a pilotagem desconfortável nas ruas esburacadas do Brasil. Este guia definitivo vai te ajudar a decidir se a PCX 150 é a scooter certa para você.
A evolução da Honda PCX 150 no Brasil (2014-2018)
A Honda PCX 150 chegou ao mercado brasileiro em 2013, já como modelo 2014, e trouxe uma inovação para a categoria: o sistema Idling Stop, que desliga o motor em paradas curtas para economizar combustível. O sucesso foi imediato.
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Em 2015, para a linha 2016, a scooter recebeu sua primeira grande atualização. O design foi renovado, a iluminação passou a ser Full LED e, o mais importante, o tanque de combustível aumentou de 5,9 para 8 litros, resolvendo uma das principais queixas dos primeiros donos. Para o modelo 2018, a Honda refinou ainda mais o projeto, com um novo chassi, pneus mais largos que melhoraram a estabilidade e a introdução da chave presencial (Smart Key) nas versões de topo.
A PCX 150 faz mesmo 45 km/l?

A economia de combustível é, sem dúvida, o maior trunfo da Honda PCX 150. A estimativa de um consumo na faixa de 40 a 45 km/l é totalmente realista para o uso urbano. No trânsito pesado, no “pára-e-anda” das grandes cidades, o sistema Idling Stop brilha e a scooter pode até superar essa marca.
O motor de 150cc com injeção eletrônica e arrefecimento a líquido é projetado para a máxima eficiência. Em testes práticos e em inúmeros relatos de proprietários, o baixo consumo é o ponto mais elogiado. Contudo, em uso rodoviário, com velocidades mais altas e constantes, a média tende a cair para a faixa de 30 a 35 km/l.
O calcanhar de Aquiles da suspensão
É no quesito conforto que a PCX 150 mostra duas faces. Por um lado, sua ergonomia é excelente. A posição de pilotagem é relaxada e o guidão é bem posicionado. Por outro lado, o conforto dinâmico é seu maior problema.
A suspensão traseira é universalmente criticada por ser dura e ter um curso muito curto. Em ruas com buracos, valetas ou asfalto irregular, os impactos são transmitidos diretamente para a coluna do piloto, comprometendo a qualidade da pilotagem. O conforto prometido pela Honda PCX 150 depende, portanto, da qualidade do asfalto por onde você vai rodar.
Vale a pena comprar uma Honda PCX 150 em 2025?
Com uma faixa de preço de mercado entre R$ 11.000 e R$ 14.000, a PCX 150 (2014-2018) oferece um excelente custo-benefício. Ela é conhecida por sua baixa desvalorização e alta liquidez, ou seja, é fácil de vender. A manutenção é considerada simples e barata, com uma vasta oferta de peças originais e paralelas.
O veredito final é positivo, mas com uma ressalva importante. A Honda PCX 150 é uma scooter urbana excepcional, que entrega economia, agilidade e estilo. É uma compra altamente recomendada, desde que o comprador faça um test-ride em seu trajeto habitual para avaliar se tolera a rigidez da suspensão. Para muitos, a solução é investir em um par de amortecedores de reposição, corrigindo o principal defeito da moto e criando um pacote quase perfeito para a cidade.

