Frente fria deve avançar pelo Sul e Sudeste nos próximos dias, com risco de temporais, rajadas de vento, chuva intensa e queda de temperatura em várias regiões do país.
A chegada de duas frentes frias ao Brasil nos próximos dias deve provocar mudanças importantes no tempo, com previsão de temporais, volumes elevados de chuva e queda nas temperaturas em diferentes regiões. A projeção indica que o primeiro sistema atua já neste fim de semana, enquanto um segundo pode se formar entre os dias 14 e 15 de março.
De acordo com as análises meteorológicas citadas na base, a primeira frente fria começa a influenciar o clima a partir desta sexta-feira, com tempestades isoladas entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul. Há risco de chuva forte, rajadas de vento e possibilidade de granizo, cenário que pode se intensificar conforme o sistema avança pelo território brasileiro.
Primeira frente fria avança com temporais no Sul
A aproximação da primeira frente fria tende a provocar instabilidade já no início do período, especialmente no extremo Sul do país. A base indica tempestades isoladas na faixa entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, com chance de precipitação forte e ventos intensos.
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No sábado, o sistema frontal associado a uma área de baixa pressão deve avançar sobre a região Sul, ampliando o risco de temporais nos três estados. O maior potencial de chuva intensa é esperado no Rio Grande do Sul, onde a combinação entre umidade e dinâmica atmosférica favorece a formação de núcleos de tempestade.
Quando a frente fria encontra ar quente e úmido, aumenta a chance de chuvas fortes, rajadas de vento e granizo em pontos localizados.
Frente fria segue para o Sudeste e alcança o Centro-Oeste
Entre domingo e segunda-feira, a frente fria tende a se deslocar rapidamente em direção ao Sudeste. Com esse avanço, os volumes mais significativos de chuva devem atingir áreas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A base também aponta que parte do Centro-Oeste pode ser impactada pela instabilidade, com risco de chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. Nesse cenário, a frente fria não afeta apenas uma região, mas reorganiza a distribuição de chuvas em vários estados ao mesmo tempo.
O deslocamento rápido da frente fria pode provocar chuva forte em curtos intervalos, elevando o risco de transtornos urbanos.
Risco de acumulados elevados e pontos com até 300 mm
A possibilidade de chuva volumosa é um dos principais alertas mencionados. A base destaca risco de acumulados expressivos no Centro e Sul de Minas Gerais, no leste de São Paulo e no interior do Rio de Janeiro.
Nessas áreas, os volumes podem variar entre 100 e 200 milímetros, com pontos isolados podendo alcançar até 300 milímetros. A atuação da frente fria somada a condições favoráveis de umidade pode manter a chuva por mais tempo, elevando os acumulados.
Com isso, aumentam os riscos de alagamentos, queda de árvores, transtornos no trânsito e, em regiões com relevo acidentado, possibilidade de deslizamentos de terra.
Chuva intensa em sequência, mesmo sem duração muito longa, pode causar impactos quando ocorre sobre áreas já encharcadas ou com drenagem limitada.
Corredor de umidade pode reforçar a instabilidade
A base informa que, no Centro e Norte do país, os acumulados podem ser reforçados por um corredor de umidade vindo da Amazônia. Esse tipo de padrão tende a intensificar a instabilidade e favorecer chuvas mais persistentes.
Quando esse corredor de umidade atua ao mesmo tempo em que uma frente fria se desloca pelo país, a atmosfera pode ficar ainda mais propícia a temporais e elevados volumes de chuva em alguns setores.
A combinação entre frente fria e umidade intensa pode aumentar a frequência de pancadas fortes e tempestades isoladas.
Queda de temperatura deve ocorrer após a passagem do sistema
Além das chuvas, a passagem da frente fria também deve provocar queda nas temperaturas, principalmente na região Sul. A base aponta que um sistema de alta pressão no Atlântico Sul pode fazer as máximas diminuírem mais de 10 graus entre sábado e segunda-feira.
Outro centro de alta pressão pode atingir a região por volta do dia 15 de março. Caso esse núcleo avance pelo interior do continente, especialmente próximo ao Rio Grande do Sul, a queda de temperatura pode ser ainda mais significativa, reforçando a sensação de frio após a instabilidade.
Depois da chuva, o avanço do ar mais frio costuma reduzir as máximas e mudar a sensação térmica de forma rápida.
Modelos meteorológicos divergem sobre a segunda frente fria
Apesar da tendência de instabilidade, a base destaca que os modelos meteorológicos ainda apresentam diferenças nas projeções. Um dos cenários indica a atuação de duas frentes frias no período.
Outros modelos apontam a possibilidade de formação de uma área de baixa pressão no mar entre Santa Catarina e Paraná entre os dias 13 e 15. Nesse caso, a chuva intensa continuaria concentrada no Centro e no Norte do país, mas ligada a um sistema meteorológico diferente.
Mesmo com divergências, a tendência geral apresentada é de dias com tempo instável e risco de chuva significativa em várias regiões.
E na sua região, quando chega uma frente fria, o que costuma acontecer primeiro: vento forte, chuva intensa ou queda de temperatura?

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